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Colheita da safrinha de milho avança no Centro-Sul, mas umidade ainda limita ritmo
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Avanço da colheita segue lento, mas ganha ritmo
A colheita da segunda safra de milho de 2025 no Centro-Sul do Brasil avançou nos últimos dias, embora ainda enfrente dificuldades causadas pela umidade elevada. De acordo com levantamento da consultoria AgRural, até a última quinta-feira (19), 13% da área cultivada havia sido colhida, frente aos 5,2% registrados na semana anterior. No mesmo período do ano passado, o percentual colhido era de 34%, indicando atraso na comparação anual.
Mato Grosso lidera, mas enfrenta grãos com alta umidade
O estado de Mato Grosso apresenta o ritmo mais acelerado de colheita entre as regiões monitoradas. No entanto, mesmo com o avanço, a umidade dos grãos ainda é considerada elevada, o que pode impactar o armazenamento e a comercialização.
Chuvas acima da média afetam Paraná e Mato Grosso do Sul
Nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, onde o plantio foi realizado mais cedo e a colheita já deveria estar mais adiantada, as chuvas acima da média continuam atrapalhando o trabalho das colheitadeiras. A instabilidade climática retarda o processo e pode comprometer o calendário logístico da safra.
Qualidade e produtividade seguem dentro do esperado
Apesar das dificuldades com o clima, a qualidade dos grãos colhidos até o momento é considerada satisfatória em todas as regiões acompanhadas pela AgRural. Os relatórios de produtividade continuam positivos e reforçam a expectativa de que a safra de milho 2025 será recorde, caso as condições permaneçam estáveis nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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