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Colheita de arroz avança, preços recuam e mercado enfrenta desafios estratégicos
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O avanço da colheita e o consequente aumento da oferta têm mantido o preço do arroz sob forte pressão no mercado brasileiro. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mais da metade da área estimada já foi colhida, consolidando a perspectiva de um grande volume de grãos chegando ao mercado. Esse cenário amplia a concorrência e intensifica a tendência de queda nos preços.
A desvalorização do arroz não é um fenômeno restrito ao Brasil. Na Argentina, as quedas superam 30% na comparação anual, evidenciando um quadro generalizado de baixa no setor.
Preço abaixo do custo de produção e impacto na rentabilidade
Com a oferta abundante e a demanda sem reação proporcional, o preço da saca tem sido negociado abaixo do custo de produção em praticamente todo o país. Esse desequilíbrio compromete a rentabilidade dos produtores, evidenciando os desafios impostos pela regra básica do mercado: maior disponibilidade do produto em um cenário de consumo estável resulta em retração nos valores.
A decisão de ampliar a área plantada com arroz, em substituição à soja em terras baixas, também contribuiu para o atual quadro. O movimento foi uma resposta natural ao longo período de preços elevados, que variaram entre US$ 18 e mais de US$ 25 por saca.
Exportação como alternativa e desafios da concorrência global
Diante desse cenário desafiador, a busca por estratégias para minimizar os impactos da baixa remuneração se torna essencial. Para Oliveira, a exportação continua sendo um caminho viável, mas a concorrência internacional está cada vez mais acirrada, especialmente frente aos preços agressivos praticados por países como Estados Unidos e Paraguai.
No curto prazo, a tendência segue de baixa, com os preços ainda fragilizados pela grande oferta. “O comportamento dos agentes do mercado será determinante para o ritmo da comercialização e possíveis pontos de sustentação nos preços”, avalia Oliveira.
Segundo ele, o setor se encontra em um momento crítico de ajustes, no qual fatores como eficiência logística, estratégia comercial e capacidade de adaptação serão decisivos para superar este período desafiador.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) fechou a quinta-feira (3) em R$ 77,41, com uma queda de 2,06% na semana. Em relação ao mês anterior, a retração acumulada foi de 14,71%, enquanto a desvalorização em comparação com 2024 chegou a 23,94%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil formaliza adesão a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE
O governo brasileiro formalizou, nesta sexta-feira (24), a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis, conhecido pela sigla em inglês CRP.
A carta de adesão foi entregue durante reunião na sede da organização, em Paris, com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, e do representante do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, embaixador Sarquis J. B. Sarquis. Pela OCDE, participaram o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen.
O ingresso no CRP reforça a contribuição brasileira em pesquisa agropecuária, especialmente em agricultura tropical. O Brasil conta com uma rede de instituições de pesquisa, universidades e centros de excelência, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cuja atuação tem sido parte central dos ganhos de produtividade e sustentabilidade da agricultura nacional. A participação no programa permitirá ao Brasil ampliar sua presença nas discussões da OCDE sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e inovação.
A adesão também deve reduzir custos de cooperação internacional, ao permitir acesso a uma estrutura já consolidada de intercâmbio científico, bolsas de pesquisa, conferências, workshops e simpósios apoiados pelo programa.
A iniciativa é resultado da atuação conjunta do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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