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Comitiva chinesa confirma presença na AveSui 2025 em busca de fornecedores e parcerias estratégicas

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A AveSui América Latina 2025, marcada para os dias 28 a 30 de outubro em Cascavel (PR), será palco de uma importante oportunidade para empresas que desejam se conectar diretamente ao mercado chinês. A principal entidade da pecuária chinesa, a China Animal Agriculture Association (CAAA), confirmou a participação de uma delegação com mais de 30 representantes da cadeia produtiva da suinocultura do país asiático.

Delegação liderada por presidente da CAAA

A comitiva será liderada por Huiyi Cai, presidente da CAAA, e incluirá tomadores de decisão interessados em novas parcerias, fornecedores e tecnologias. Além da participação integral na AveSui, o grupo fará visitas técnicas a empresas no Brasil e na Argentina, reforçando o olhar estratégico para a América do Sul como um polo de produção e inovação.

Oportunidades para empresas expositoras

Durante o evento, a delegação terá contato direto com soluções em genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos apresentadas pelos expositores. A presença do grupo reforça a AveSui como um canal direto de acesso ao maior mercado consumidor mundial de proteína animal.

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AveSui: principal plataforma de negócios para o setor pecuário

Reconhecida como a maior feira de proteína animal da América Latina, a AveSui é muito mais que uma vitrine de inovações. Em suas 24 edições, o evento se consolidou como ponto de encontro essencial para geração de negócios, parcerias estratégicas, lançamentos de produtos, joint ventures e expansão de mercado.

Crescimento do mercado chinês impulsiona parcerias

Com uma demanda interna crescente por proteína animal, a China busca fortalecer suas relações comerciais com fornecedores da América Latina. A participação da comitiva chinesa amplia as possibilidades para expositores brasileiros e internacionais ampliarem sua atuação global e explorarem novos mercados.

A presença da delegação da China Animal Agriculture Association na AveSui 2025 reforça o papel da feira como importante ponte entre produtores latino-americanos e o gigante asiático, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de negócios e parcerias duradouras no setor de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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