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Exportações do Paraná para a Índia crescem 95% em 2026 e país se torna 3º maior comprador
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Comércio entre Paraná e Índia registra crescimento recorde
O comércio entre o Paraná e a Índia registrou crescimento expressivo nos dois primeiros meses de 2026, com as exportações estaduais saltando 95% em relação ao mesmo período de 2025. Com esse avanço, a Índia se consolidou como o terceiro maior destino das mercadorias paranaenses, atrás apenas da China e da Argentina.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Paraná exportou US$ 108 milhões para a Índia no 1º bimestre de 2026, contra US$ 55,6 milhões no mesmo período de 2025. A participação da Índia nas exportações estaduais subiu de 1,7% para 3,5%, subindo da 15ª para a 3ª posição entre os destinos dos produtos paranaenses.
Produtos exportados impulsionam crescimento
O aumento nas vendas ao mercado indiano foi concentrado em alguns produtos estratégicos do Paraná:
- Óleo de soja
- Produtos metalúrgicos
- Derivados de petróleo
- Papel
Esses itens representaram 87% da receita obtida nas exportações para a Índia no período. Já nas importações, o Paraná adquiriu US$ 70,7 milhões em mercadorias indianas, com destaque para produtos químicos.
De acordo com Jorge Callado, estrategista do Governo do Paraná, a Índia é considerada um pilar de crescimento para o comércio exterior estadual. “A ampliação do intercâmbio comercial com a Índia interessa muito ao Estado, pois a produção para exportação gera emprego e renda local”, afirmou.
Crescimento das exportações paranaenses em outros mercados
O desempenho positivo não se limitou à Índia. Outras exportações do Paraná também avançaram no 1º bimestre de 2026:
- Japão: +107%, impulsionado pela carne de frango
- Singapura: +103%, com destaque para derivados de petróleo
- Filipinas: +124%, alavancado pelas exportações de carne suína
Na Europa, produtos como torneiras, válvulas e farelo de soja contribuíram para o aumento das vendas estaduais.
Investimentos estratégicos da Índia no Paraná
A parceria entre Paraná e Índia vai além do comércio. A multinacional Tata Consultancy Services (TCS) anunciou investimento de R$ 200 milhões (US$ 37 milhões) para construir um campus em Londrina, no Norte do Paraná.
Presente na cidade há sete anos, a empresa mantém o seu maior centro de operações no Brasil. O novo complexo, com conclusão prevista para 2027, deve gerar 1.600 empregos diretos, reforçando a presença indiana e ampliando a integração econômica e tecnológica entre os dois países.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento
O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.
A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.
Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.
O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.
A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.
O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate
Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.
Fonte: Pensar Agro


