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Compra de fertilizantes exige planejamento: veja 5 pontos essenciais para o produtor rural

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A compra de fertilizantes é uma etapa estratégica no planejamento agrícola e envolve uma série de fatores que vão além do preço. Questões como logística, qualidade do produto, necessidade da lavoura e variações cambiais devem ser consideradas para garantir eficiência e rentabilidade.

Para orientar os produtores rurais nesse processo, o gerente comercial da Autem Trade Company, Rodrigo Moratelli, destaca cinco pontos fundamentais que devem ser avaliados antes da aquisição. Confira:

Análise de solo é o ponto de partida

O primeiro passo para uma compra eficiente de fertilizantes é a realização da análise de solo. Esse diagnóstico permite identificar as reais necessidades da lavoura e direcionar corretamente a adubação.

A prática está alinhada ao conceito dos “4C” do manejo sustentável — fonte correta, dose correta, momento correto e local correto. Com essas informações, o produtor consegue planejar melhor o uso dos insumos, avaliar custos e escolher as melhores opções disponíveis no mercado.

Verifique a credibilidade do fornecedor

Antes de fechar negócio, é essencial investigar a empresa fornecedora do fertilizante. Avaliar a reputação, o tempo de atuação no mercado e a confiabilidade do vendedor pode evitar problemas futuros.

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Buscar referências com outros produtores, além de consultar informações em plataformas digitais, ajuda a garantir uma compra mais segura.

Logística influencia diretamente o planejamento

A logística tem ganhado peso no setor de fertilizantes nos últimos anos. A redução da capacidade de expedição em fábricas do interior e a maior dependência de estoques em portos e transporte rodoviário impactam diretamente os prazos de entrega.

Diante desse cenário, o produtor precisa se atentar ao tempo logístico e planejar suas compras com antecedência para evitar atrasos no plantio.

Avalie a qualidade do produto recebido

A qualidade do fertilizante deve ser verificada no momento da entrega. Sempre que possível, é recomendável realizar amostragens e encaminhar o material para análise em laboratórios certificados pelo Ministério da Agricultura.

Esse cuidado garante que o produto esteja dentro dos padrões exigidos e evita prejuízos na produtividade da lavoura.

Dólar impacta diretamente os preços

O câmbio é um dos principais fatores que influenciam o preço dos fertilizantes no Brasil. Isso ocorre porque cerca de 90% dos insumos utilizados no país são importados, com negociações realizadas majoritariamente em dólar.

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Pequenas variações na moeda norte-americana podem gerar impactos significativos nos custos. Segundo especialistas, a cada um centavo de oscilação no dólar, o preço do fertilizante pode variar em aproximadamente um dólar por tonelada.

Planejamento é essencial para reduzir riscos

Diante de um mercado influenciado por fatores externos e internos, o planejamento se torna indispensável na compra de fertilizantes. Avaliar todos os aspectos — desde a análise de solo até a logística e o câmbio — permite ao produtor tomar decisões mais assertivas e garantir melhores resultados na produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.

O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.

Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.

Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.

“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.

Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.

Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional

O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.

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Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.

Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais

Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.

Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita

No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.

Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra

No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.

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Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.

Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações

No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.

A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações

O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.

A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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