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Compradores de 11 países visitam Mantiqueira de Minas para conhecer cafés especiais antes da SIC
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Entre os dias 1º e 4 de novembro, 14 compradores de cafés de 11 países participaram de uma agenda de visitas às regiões produtoras da Mantiqueira de Minas, no Sul do estado. O objetivo foi conhecer os produtos diferenciados e o processo de produção de cafés de alta qualidade, consolidando relações comerciais antes da Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte.
O roteiro incluiu visitas às cidades de Santa Rita do Sapucaí, Carmo de Minas e São Gonçalo do Sapucaí, com participação de representantes de cooperativas locais — Cocarive, Coopervass e Cooperrita — e da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam).
Participantes internacionais e países representados
Os compradores estrangeiros são comerciantes, torrefadores e donos de cafeterias de mercados estratégicos na Ásia, América do Norte, América do Sul e Europa. Entre os países representados estão: Canadá, China, Chile, Indonésia, Peru, Coreia do Sul, Espanha, Portugal, Polônia, Tailândia e Singapura.
Segundo Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, a iniciativa fortalece o reconhecimento do café mineiro no cenário global e reforça a expansão de mercados, valorizando qualidade, procedência e sustentabilidade.
Mantiqueira de Minas: qualidade e certificações
A região da Mantiqueira de Minas abriga cerca de 8 mil produtores e possui reconhecimento formal de Indicação Geográfica (IG) desde 2012, com Denominação de Origem (DO) concedida em 2020.
De acordo com Alessandro Hervaz, presidente da Aprocam, a visita de compradores internacionais permite apresentar diversos perfis de cafés, desde lotes tradicionais até microlotes especiais, destacando a cafeicultura de montanhas e a excelência na produção.
Sustentabilidade e identidade fortalecem competitividade
A aposta em grãos de alto padrão, manejo sustentável e processos de rastreabilidade tem se mostrado estratégica para pequenos e médios produtores, ampliando a presença no mercado internacional e aumentando a visibilidade da marca do café mineiro.
Segundo Marcelo de Souza e Silva, o Sebrae Minas atua incentivando os produtores a investirem em qualidade, identidade e origem, além de facilitar a conexão com novos consumidores e parceiros institucionais.
Experiência histórica com compradores internacionais
Nos últimos anos, Minas Gerais tem recebido compradores de diversos países em ações promovidas por Sebrae Minas, Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Apex Brasil e CNA:
- 2018: Mantiqueira de Minas recebeu empresários e torrefadores da Alemanha, Bulgária e Bélgica.
- 2023: Região das Matas de Minas atraiu compradores dos EUA, Espanha, Kuwait, Finlândia e Dinamarca.
- 2022 e 2023: Compradores da Suécia, França, Finlândia, Polônia, Espanha, EUA, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Arábia Saudita, China, Índia, Moçambique, Portugal e Rússia visitaram o Cerrado Mineiro, primeiro território de Minas a receber a Denominação de Origem em 2013.
Estas iniciativas contribuem para fortalecer a cadeia produtiva do café, reposicionar negócios e valorizar a qualidade e origem dos produtos.
Semana Internacional do Café (SIC)
A SIC, realizada por Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae e Governo de Minas Gerais, com apoio institucional do Sistema Ocemg, tem o objetivo de conectar produtores e mercado, oferecendo oportunidades de negócios, capacitação e acesso a novos consumidores.
O evento conta com patrocínios de 3corações (diamante), Anysort, Sicoob e Senac em Minas (ouro), e Yara, Nescafé e Café União (bronze).
- Produtores rurais e profissionais do setor têm entrada gratuita (com comprovação de registro).
- Visitantes gerais podem acessar mediante ingresso de R$ 150 para os três dias.
- Consumidores finais terão acesso no dia 07/11 mediante ingresso de R$ 70.
Se credencie e adquira seu ingresso
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Rio Grande do Sul registra primeiros casos de greening em plantas cítricas
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta segunda-feira (8), os primeiros casos de greening (Huanglongbing – HLB) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul.
A detecção é resultado de um programa de vigilância executado conjuntamente pelo Mapa, por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (SFA-RS), e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado (Seapi-RS), desde 2004. As ações foram intensificadas nos últimos anos em razão da ocorrência da doença na Argentina, no Uruguai e em Santa Catarina.
As plantas com sintomas da doença foram identificadas em um pomar doméstico localizado no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação foi realizada após análises em laboratório da rede do Ministério.
Equipes do Mapa e da Seapi-RS já estão mobilizadas na região para monitorar áreas próximas ao local da ocorrência e adotar as medidas fitossanitárias necessárias para evitar a disseminação da doença. As ações seguem o Plano de Ação estabelecido com base na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.
Também serão intensificadas as atividades de vigilância fitossanitária em toda a região, com atenção especial aos pomares comerciais e ao trânsito de mudas.
Conforme determina o protocolo fitossanitário, será realizada a erradicação das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), inseto transmissor da bactéria causadora do greening.
O greening não oferece risco à saúde humana. Seus impactos estão relacionados à produção citrícola, causando deformação dos frutos, redução da qualidade e diminuição da produtividade das plantas.
O Serviço Oficial, composto pelo Mapa e pela Seapi-RS, reforça a importância da utilização de material de propagação (mudas) que atenda à legislação do Ministério quanto à origem e aos aspectos sanitários.
Informações à imprensa
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