CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Conab divulga classificação preliminar de 320 projetos do PAA Sementes 2026 com demanda de R$ 124 milhões

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a classificação preliminar dos projetos inscritos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Sementes para 2026. Ao todo, foram homologadas 320 propostas apresentadas por organizações da agricultura familiar em todo o país, somando aproximadamente R$ 124 milhões em demandas para aquisição e distribuição de sementes.

A iniciativa integra a modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do PAA e tem como objetivo fortalecer a produção agrícola familiar, ampliando o acesso a sementes e incentivando a produção de alimentos em diferentes regiões do Brasil.

Piauí e Bahia lideram número de projetos

Entre os estados com maior participação na classificação preliminar, o destaque é para o Piauí, que apresentou cerca de 64 propostas homologadas. Na sequência aparecem Bahia, com 62 projetos, Paraíba, com 30, Maranhão, com 29, e Pernambuco, com 25 propostas.

Quando analisados os valores demandados, Piauí e Bahia também lideram o ranking nacional. As organizações piauienses apresentaram projetos que somam aproximadamente R$ 26,6 milhões, enquanto a Bahia registrou cerca de R$ 24,8 milhões em demandas. A Paraíba aparece na terceira posição, com R$ 15,6 milhões em propostas.

Leia Também:  Toshi.bet e a ascensão das apostas com criptomoedas: o que os investidores devem saber
Projetos seguem para avaliação técnica

De acordo com a Conab, o resultado divulgado tem caráter preliminar e ainda está sujeito à análise de recursos relacionados à pontuação obtida pelas organizações participantes.

Dos 320 projetos homologados, 80 avançam para a próxima fase, que consiste na avaliação técnica das propostas. Nesta etapa serão analisados critérios operacionais, viabilidade de execução, capacidade de atendimento e conformidade documental exigida para contratação.

A classificação foi elaborada com base nos critérios estabelecidos para a modalidade PAA Sementes, considerando aspectos como abrangência social, capacidade produtiva e potencial de atendimento aos agricultores familiares beneficiados.

Prazo para recursos vai até 17 de junho

As organizações interessadas em contestar a pontuação recebida poderão apresentar recursos até o dia 17 de junho. As solicitações devem ser encaminhadas exclusivamente por meio eletrônico para o endereço disponibilizado pela Conab.

A estatal informou que não serão aceitos documentos novos nem alterações cadastrais no Sistema de Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (Sican) que possam modificar a classificação atualmente divulgada.

Leia Também:  Mercado físico de algodão começa aquecido, mas desacelera e trava negócios no meio da semana
Lista definitiva será publicada após análise dos recursos

Após o encerramento da fase recursal, a Conab divulgará a relação definitiva dos projetos habilitados para a avaliação técnica.

A expectativa é que essa etapa seja conduzida ao longo dos meses de junho e julho, permitindo a seleção final das propostas aptas à contratação. O programa é considerado uma importante ferramenta de fortalecimento da agricultura familiar, contribuindo para a produção de alimentos, a geração de renda no campo e a segurança alimentar em diversas regiões brasileiras.

Com a demanda superior a R$ 124 milhões e a participação de organizações dos 26 estados e do Distrito Federal, o PAA Sementes 2026 reforça seu papel estratégico no apoio aos pequenos produtores rurais e no desenvolvimento sustentável do setor agropecuário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Milho recua na Bolsa de Chicago e na B3 com alta de estoques do USDA e pressão do petróleo

Publicados

em

Milho futuro recua em Chicago com estoques maiores e petróleo em queda

Os contratos futuros de milho na Chicago Board of Trade (CBOT) iniciaram a sexta-feira (12) em território negativo, refletindo a combinação de fundamentos mais frouxos no relatório do governo norte-americano e a desvalorização do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 09h11 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam perdas: julho/26 era negociado a US$ 4,11 (-0,50), setembro/26 a US$ 4,18 (-1,25), dezembro/26 a US$ 4,38 (-1,50) e março/27 a US$ 4,52 (-1,25).

O movimento foi influenciado pela divulgação do novo relatório de oferta e demanda do United States Department of Agriculture (USDA), por meio do boletim WASDE, que trouxe leve aumento nas projeções de estoques finais dos Estados Unidos para o ciclo 2026/27, estimados em 1,96 bilhão de bushels — acima dos 1,957 bilhão previstos no mês anterior.

Segundo analistas internacionais, o mercado também reagiu à queda do petróleo, que reduz o apelo do milho destinado à produção de etanol. O barril do WTI recuou 3,9%, enquanto o Brent caiu 3,7%, refletindo a percepção de trégua geopolítica entre EUA e Irã.

Oferta global elevada pressiona preços e reduz apetite comprador

Além dos Estados Unidos, o relatório do USDA reforçou revisões altistas para a produção em países da América do Sul, o que ampliou a percepção de oferta confortável no mercado global.

Leia Também:  Be8 anuncia ampliação da produção de biodiesel e nova fábrica de BeVant® no Piauí

As projeções também foram ajustadas para Brasil, Argentina e Paraguai, mantendo o cenário de ampla disponibilidade do cereal e limitando qualquer tentativa de recuperação consistente nos preços internacionais.

Milho na B3 acompanha exterior e cai com maior oferta regional

No Brasil, o mercado futuro de milho na B3 também operou em baixa, acompanhando o recuo externo e a leitura de maior oferta regional.

A consultoria TF Agroeconômica aponta que a pressão veio do aumento das estimativas de produção divulgadas tanto pelo USDA quanto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), especialmente para a safra brasileira 2026/27.

As revisões também incluíram Argentina e Paraguai, com bolsas argentinas indicando produção entre 64 e 68 milhões de toneladas — acima das estimativas anteriores do próprio USDA. Esse cenário reforça o entendimento de abundância de oferta na América do Sul.

A desvalorização do dólar no mercado interno também contribuiu para intensificar o movimento de queda nas cotações.

Cotações do milho na B3

O mercado brasileiro encerrou a sessão com ajustes negativos nos principais vencimentos:

  • Julho/26: R$ 64,25 (-R$ 0,37 no dia; -R$ 1,13 na semana)
  • Setembro/26: R$ 66,42 (-R$ 0,43 no dia; -R$ 1,78 na semana)
  • Novembro/26: R$ 70,01 (-R$ 0,35 no dia; -R$ 1,34 na semana)
Leia Também:  Pacto de Conformidade Ambiental da Soja será apresentado hoje em Brasília
Mercado físico segue travado e com liquidez baixa nos estados

No mercado interno físico, a liquidez permanece limitada, com compradores bem abastecidos e produtores mais cautelosos diante do cenário de ampla oferta.

No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com preços entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca. A média estadual ficou em R$ 59,27, com alta semanal de 0,87%.

Em Santa Catarina, o descompasso entre ofertas próximas de R$ 65,00 e demandas ao redor de R$ 60,00 impede maior fechamento de negócios.

No Paraná, o avanço da segunda safra segue favorecido pelo clima, mas a expectativa de maior produção mantém o mercado travado. Segundo o Deral, 79% das lavouras estão classificadas como boas.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual, mas ainda limitada pelo aumento da oferta e postura cautelosa dos compradores.

Panorama final

O mercado do milho encerra o dia sob pressão tanto no cenário internacional quanto doméstico, com estoques mais elevados nos Estados Unidos, oferta crescente na América do Sul e petróleo em queda, fatores que reforçam o viés baixista no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA