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Conab pesquisa custos de produção de produtos típicos em Minas e na Bahia

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está conduzindo, ao longo desta semana, novos levantamentos de custos de produção de produtos típicos da região, em Minas Gerais e na Bahia.

Em Minas Gerais, a pesquisa abrange informações sobre a mangaba no município de Rio Pardo e o pequi em Santo Antônio do Retiro. Na Bahia, os técnicos coletarão dados referentes à banana em Bom Jesus da Lapa e ao feijão caupi no município de Guanambi.

Durante esses trabalhos, serão coletadas informações fundamentais para a atualização e cálculo dos coeficientes técnicos, insumos utilizados, máquinas, equipamentos, serviços e outros elementos que compõem os pacotes tecnológicos dos sistemas de produção.

O custo de produção desempenha um papel essencial como ferramenta de controle e gerenciamento das atividades produtivas. Através dele, são gerados dados que auxiliam na tomada de decisões pelos produtores rurais e na formulação de estratégias pelo setor público e privado.

Além disso, essas informações desempenham um papel crucial no governo federal, sendo um dos principais parâmetros na elaboração dos preços mínimos.

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Elas também são utilizadas no cálculo dos valores de garantia, que servem como referência para o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), bem como nas avaliações para a obtenção de crédito através do Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) e nas políticas de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), e na Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Fonte: Pensar Agro

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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