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Conab realiza pesquisa em 123 municípios mineiros para compor o 10º levantamento da safra de grãos 2024/2025
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Levantamento abrange trabalho de campo e remoto em Minas Gerais
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu início, nesta semana, à coleta de dados para o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. Em Minas Gerais, a pesquisa abrange 123 municípios, sendo 95 visitados presencialmente por técnicos da companhia e outros 28 atendidos por meio de contato remoto.
O trabalho de campo busca informações detalhadas sobre o desenvolvimento das principais culturas agrícolas no estado, com foco em fatores como área plantada, percentual já colhido, estágio de desenvolvimento das lavouras, produtividade e qualidade do produto colhido.
Culturas avaliadas durante a pesquisa
Durante as visitas, os técnicos da Conab analisam as condições das lavouras e o impacto do clima sobre as seguintes culturas: algodão, arroz, feijão (sequeiro e irrigado), girassol, milho, sorgo e trigo. As observações servirão de base para atualizar os dados da safra e orientar decisões de mercado e políticas públicas.
Minas Gerais teve crescimento de produção na última estimativa
No levantamento anterior, divulgado em maio, a Conab estimou que a produção de grãos em Minas Gerais alcançaria 17,94 milhões de toneladas, um aumento de 11,5% em comparação à safra passada. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento de área cultivada e de produtividade nas lavouras de arroz e soja.
Foco na segunda safra e culturas em estágio de colheita
O novo levantamento será essencial para verificar, em campo, as reais condições das produtividades do milho 2ª safra, do sorgo, do feijão — tanto sequeiro quanto irrigado — e das áreas dedicadas ao cultivo do trigo. A análise detalhada permitirá atualizar com maior precisão as estimativas para o encerramento do ciclo atual.
Divulgação oficial será em 10 de julho
Os resultados do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 serão divulgados no dia 10 de julho, a partir das 9h, no site oficial da Conab. A apresentação contará também com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube, trazendo os dados atualizados de Minas Gerais e dos demais estados produtores do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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