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Concursos de Queijos Artesanais movimentam Minas Gerais e preparam caminho para disputa estadual

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Temporada de concursos começa com disputas municipais e regionais

A temporada dos concursos de queijos artesanais em Minas Gerais está oficialmente aberta e se estende pelos meses de maio, junho, julho, agosto e setembro. As primeiras disputas já aconteceram em cidades produtoras, com destaque para os concursos municipais e o Concurso Regional do Queijo Artesanal da Mantiqueira de Minas, realizado em Itamonte.

Classificação para o Concurso Estadual

Os concursos municipais e regionais têm como principal objetivo selecionar os participantes do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais, previsto para ocorrer no dia 4 de setembro, no município de Itanhandu, com premiação marcada para o dia 13 do mesmo mês.

De acordo com a coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Maria Edinice Rodrigues, os concursos municipais são uma etapa essencial no processo de seleção: “É nessas disputas locais que são definidos os concorrentes dos concursos regionais. Os finalistas desses concursos, por sua vez, garantem vaga na grande final estadual”.

Disputas já realizadas em maio

Durante o mês de maio, diversas cidades receberam as etapas locais da competição. Entre os municípios que já sediaram concursos estão:

  • Serro (3/5)
  • Sabinópolis (6/5)
  • Conceição do Mato Dentro (9/5)
  • Paulistas (10/5)
  • Dom Joaquim (16/5) — todos na região do Serro
  • Itamonte (16/5) — Mantiqueira de Minas
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Além disso, Itamonte também sediou o Concurso Regional da Mantiqueira no dia 17 de maio. A próxima etapa municipal está marcada para o dia 29 de maio, em Alvorada de Minas, também na região do Serro.

Critérios de avaliação dos queijos

Os jurados avaliam tanto os aspectos externos quanto internos dos queijos. Na análise externa, são observados:

Formato e acabamento

  • Uniformidade da cor, intensidade e brilho
  • Já após o queijo ser cortado, os critérios incluem:
  • Características da massa (granulação e coloração)
  • Textura e consistência (dureza e untuosidade)
  • Sabor, gosto e aroma
Agenda de concursos regionais segue até agosto

A programação de junho começa com dois concursos no dia 5:

  • Região de Araxá, na cidade de Conquista
  • Campo das Vertentes, em Tiradentes

Em seguida, estão previstos:

  • Concurso Regional do Serro – dia 7/6, em Materlândia
  • Queijo Artesanal de Alagoa – dia 21/6, em Alagoa

Outros concursos confirmados são:

  • QMA Cerrado – julho, em Cruzeiro da Fortaleza (data a definir)
  • Entre Serras da Piedade ao Caraça – 8/7, em Santa Bárbara
  • QMA da Canastra – 8/8, em Bambuí
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Requisitos para participação

Segundo Fernanda Quadros, coordenadora técnica estadual da Emater-MG, “só podem participar dos concursos os produtores que possuem queijarias registradas em serviços de inspeção”.

Os cinco melhores colocados de cada etapa regional garantem vaga na final estadual. Em regiões onde não houver concurso, haverá seleção de queijos de empreendimentos legalizados junto ao IMA ou outros órgãos oficiais de inspeção para participarem da disputa estadual.

Reconhecimento internacional e impacto econômico

O Concurso Estadual dos Queijos Artesanais é promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Em 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal (QMA) foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A produção anual desses queijos em Minas Gerais é estimada em 40 mil toneladas, gerando uma receita superior a R$ 2 bilhões por ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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