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Condições climáticas adversas devem causar perdas entre 20% e 40%
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Condições climáticas adversas devem causar perdas entre 20% e 40% em determinadas regiões de Minas Gerais. Para contextualizar, a produção de soja em Minas Gerais na safra 2023/2024 foi de aproximadamente 8,328 milhões de toneladas. Com as perdas estimadas, isso representaria uma redução entre 1,665 milhão e 3,331 milhões de toneladas na produção total do estado.
As perdas são atribuídas principalmente a um período prolongado de estiagem, que variou entre 20 e 30 dias de sol intenso, afetando especialmente as lavouras plantadas mais tarde. Embora as chuvas tenham retornado posteriormente, a recuperação das áreas afetadas foi apenas parcial, impactando negativamente a granulação e o peso dos grãos.
Apesar dos desafios, a colheita está em fase final, com expectativa de conclusão até o fim de abril. A produtividade média estimada é de 60 a 65 sacas por hectare, o que, apesar das perdas, se mantém dentro da média histórica para a região.
Além da soja, a produção de milho também enfrenta dificuldades devido à estiagem prolongada, com perdas estimadas entre 20% e 40% em algumas localidades. Os produtores também enfrentam desafios financeiros, como altas taxas de juros e aumento nos custos de insumos agrícolas, agravados pela variação cambial e escassez de produtos essenciais. Muitos recorreram a trocas de insumos para viabilizar o plantio, devido à dificuldade de acesso ao crédito.
A situação atual da safra de soja em Minas Gerais ressalta a importância de políticas públicas que apoiem o setor agropecuário, oferecendo suporte financeiro e incentivando práticas agrícolas resilientes às variações climáticas. A Aprosoja MG continua monitorando a situação e fornecendo orientações aos produtores para minimizar os impactos das adversidades enfrentadas nesta safra.
Fonte: Pensar Agro
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CerradinhoBio supera R$ 1,5 bilhão de EBITDA e amplia lucro em 90% na Safra 2025/2026
Resultados reforçam eficiência operacional e estratégia de diversificação
A CerradinhoBio, empresa do setor de bioenergia que atua na produção de etanol, açúcar, energia e nutrição animal a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho, divulgou os resultados consolidados da Safra 2025/2026 com desempenho recorde.
O EBITDA da companhia atingiu R$ 1,536 bilhão, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. O EBIT ajustado somou R$ 1,026 bilhão, alta de 42%. Já o lucro líquido chegou a R$ 372,7 milhões, avanço expressivo de 90% na comparação anual.
A receita líquida consolidada foi de R$ 4,288 bilhões, enquanto a alavancagem financeira recuou de 2,00x para 1,40x (dívida líquida/EBITDA), uma redução de 30% em relação a março de 2025.
Mix produtivo mais diversificado sustenta crescimento
O desempenho da companhia reflete a consolidação da estratégia de diversificação do portfólio, com maior participação do açúcar e do etanol de milho na composição das receitas.
Segundo a empresa, a safra foi marcada por resultados operacionais consistentes e recordes históricos em diferentes frentes de produção, reforçando a eficiência do modelo integrado de negócios.
Moagem de cana e milho cresce e impulsiona produção
A moagem de cana-de-açúcar totalizou 5,181 milhões de toneladas, alta de 8% em relação à safra anterior. No segmento de milho, a moagem alcançou 1,514 milhão de toneladas, crescimento de 4%.
A produção de açúcar VHP somou 415 mil toneladas, salto de 195% na comparação anual. O resultado reflete a conclusão da segunda fase da fábrica de açúcar dentro do prazo previsto, permitindo que 62% do mix da cana fosse direcionado à produção do adoçante.
Etanol de milho ganha protagonismo no portfólio
A produção total de etanol atingiu 865 mil metros cúbicos na safra. Desse volume, 687 mil m³ foram provenientes das unidades de etanol de milho.
O segmento também registrou crescimento na coprodução de derivados, com 362 mil toneladas de DDGs (+3%) e 28,6 mil toneladas de óleo (+9%), reforçando o aproveitamento industrial da cadeia do milho.
Gestão financeira e execução de projetos são destaques
Para o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, a safra marcou um avanço relevante na qualidade operacional e na execução de projetos estratégicos.
Segundo ele, a companhia fortaleceu sua estrutura de capital ao reduzir a alavancagem e, ao mesmo tempo, direcionou investimentos para iniciativas com retorno mais rápido e sinergias operacionais.
“Os resultados demonstram a capacidade da companhia de gerar valor, mesmo em um ambiente setorial desafiador”, destacou o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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