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Congresso IPEF 2025 reforça protagonismo do setor florestal e celebra inovação e transição de liderança

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O Congresso de Plantações Florestais 2025, promovido pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), consolidou-se como um dos principais encontros técnico-científicos do setor florestal brasileiro. Realizado em maio, na cidade de Piracicaba (SP), o evento atraiu 400 participantes e apresentou uma programação diversificada, com 10 palestras plenárias, 25 talk shows e a exposição de 200 trabalhos científicos.

Parcerias estratégicas e público diversificado

Em sua segunda edição, o Congresso contou com a colaboração de importantes instituições do setor, como ABTCP, IBÁ e IUFRO. O público foi composto por estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais de empresas florestais e representantes da academia. Ao longo de três dias, os temas discutidos envolveram sustentabilidade, inovação tecnológica e aumento da produtividade no setor.

Participações internacionais e formato interativo

A programação incluiu a presença de palestrantes internacionais da Alemanha, Austrália e África do Sul. Um dos diferenciais do evento foi o modelo de talk shows, que proporcionou uma dinâmica interativa e permitiu aos participantes escolherem os temas mais alinhados aos seus interesses. Os estandes, por sua vez, funcionaram como espaços estratégicos de networking, promovendo o diálogo entre empresas e profissionais do setor.

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Transição na liderança do IPEF e homenagens

A abertura oficial do Congresso marcou um momento simbólico para o IPEF, com a despedida do Prof. Dr. José Otávio Brito da Direção da entidade. Em seu lugar, assumiu Robinson Cannaval Jr. como novo Diretor Executivo. Em seu discurso de encerramento, Brito destacou a consolidação do evento como o principal congresso técnico-científico da área florestal no Brasil. “Esse é um legado que deixo com grande satisfação. O evento foi construído a muitas mãos e continuará crescendo com consistência”, afirmou.

Durante o evento, também foi realizada uma homenagem ao Prof. Eládio do Amaral Mello, fundador do IPEF, com a presença de seu neto. O encerramento ainda contemplou a premiação dos melhores trabalhos científicos apresentados.

Foco no futuro e fortalecimento de conexões

Em sua fala, o novo diretor executivo, Robinson Cannaval Jr., ressaltou a importância do evento para o fortalecimento do setor. “O Congresso está alinhado à missão e à visão do IPEF. A integração entre gerações é essencial para manter vivo o conhecimento acumulado e inovar o ecossistema das indústrias de base florestal”, destacou.

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Diante do sucesso da edição 2025, o IPEF já projeta a próxima edição do Congresso, com a promessa de ampliar ainda mais os conteúdos relevantes e as oportunidades de desenvolvimento profissional e institucional.

Lançamento de estudo sobre mecanização florestal

Um dos momentos mais aguardados do Congresso foi o lançamento da nova edição do Levantamento do Nível de Mecanização na Silvicultura. A apresentação foi conduzida pelo Prof. Dr. Saulo Guerra, no dia 14 de maio, e chamou atenção pelos dados atualizados sobre os sistemas mecanizados nas culturas de eucalipto e pinus.

Desenvolvido pelo Programa Cooperativo sobre Mecanização e Automação Florestal (PCMAF), em parceria com o PPPIB, o estudo é realizado a cada dois anos. A edição 2025 trouxe como novidade informações sobre o monitoramento de incêndios florestais — um tema de crescente relevância para o setor.

A publicação está disponível no site do IPEF e se destaca como uma ferramenta estratégica para empresas, pesquisadores e fornecedores, oferecendo suporte à tomada de decisões e contribuindo para a eficiência e sustentabilidade da silvicultura no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula firma memorando com a África do Sul para cooperação agropecuária

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Nesta quinta-feira (30), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Agricultura da África do Sul, John Steenhuisen, acompanhado de delegação oficial. Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Departamento de Agricultura do Governo da República da África do Sul, com foco na ampliação da cooperação no setor agropecuário.

Durante o encontro, a delegação sul-africana também manifestou interesse em fortalecer a cooperação com o Brasil na área de defesa agropecuária, especialmente no desenvolvimento de um plano de ação para o enfrentamento da febre aftosa. O objetivo é aprofundar o intercâmbio técnico em prevenção, controle e erradicação da doença, bem como em temas relacionados à influenza aviária.

O ministro André de Paula ressaltou a importância estratégica da parceria entre os dois países. “Receber vocês aqui é uma oportunidade de seguir avançando nos entendimentos que temos entre os nossos países. A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”, afirmou.

O ministro também reiterou o interesse na ampliação do comércio bilateral, mencionando oportunidades em produtos agropecuários. “Temos interesse em avançar na pauta comercial, com potencial para ampliação de fluxos em segmentos como proteínas animais e frutas cítricas, além de fortalecer a cooperação em saúde animal prevista no Memorando de Entendimento”, acrescentou.

O ministro sul-africano ressaltou que o Brasil não é somente uma potência agrícola, mas um importante parceiro comercial para a África do Sul. “Estou confiante de que as nossas discussões de hoje darão frutos. Estamos aqui para aprender com as experiências de vocês, mas também para buscar o seu apoio na nossa guerra contra a febre aftosa. A região do sul da África já observa a doença se espalhando pela região sul, o que traz profundas consequências econômicas para nós. Seguindo o modelo brasileiro no combate à doença, estamos avançando para adotar uma abordagem regional no combate à febre aftosa,” disse.

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O ministro sul-africano ressaltou a relevância do Brasil como parceiro estratégico. “Estamos confiantes de que as discussões de hoje trarão resultados concretos. Viemos aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa, que tem avançado na região sul da África e traz impactos econômicos significativos. Estamos avançando para uma abordagem regional no combate à doença, inspirados no modelo brasileiro”, afirmou.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e caprinos, causando perdas produtivas significativas e restrições ao comércio internacional de produtos de origem animal.

Ainda segundo o ministro John Steenhuisen, a cooperação com o Brasil será fundamental para o fortalecimento das ações sanitárias. “Agradecemos a disposição demonstrada pelo Brasil em nos apoiar com um plano técnico, incluindo vacinação, suporte técnico, monitoramento pós-vacinação e geração de evidências em campo, elementos essenciais para manter uma resposta eficaz contra a doença”, disse.

O ministro André de Paula reiterou a disposição do Brasil em aprofundar a parceria na área sanitária. “Queremos manifestar a nossa solidariedade em relação à situação da febre aftosa e reiterar o nosso interesse em estabelecer parcerias que possam contribuir para o enfrentamento dessa questão”, afirmou.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou a experiência brasileira no enfrentamento da doença e a disposição em cooperar tecnicamente. “Podemos trabalhar juntos para compartilhar a nossa experiência. Em alguns casos, tivemos que estabelecer acordos bilaterais para realizar vacinação conjunta com outros países. Sabemos que não é algo simples, mas podemos começar esse trabalho desde já”, disse.

Ele também ressaltou que o Brasil alcançou recentemente reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, resultado de décadas de políticas sanitárias, coordenação federativa e investimento contínuo em vigilância agropecuária.

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O diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira, ressaltou o interesse em ampliar e qualificar as relações comerciais. “Considerando o tamanho dos nossos países e o nível de parceria que mantemos em fóruns internacionais, como BRICS e OMC, temos grande interesse em avançar nas relações comerciais. É fundamental que o acesso aos mercados reflita o status sanitário do Brasil, livre de febre aftosa. Também estamos avançando na regionalização para influenza aviária, que é outro ponto importante para o comércio”, afirmou.

Ele acrescentou que o Memorando de Entendimento assinado é importante para o fortalecimento da cooperação bilateral, permitindo avanços tanto nas questões sanitárias e fitossanitárias quanto na troca de tecnologias.

Durante a reunião, ambos os lados manifestaram interesse em aumentar o volume de comércio bilateral, ainda aquém do potencial dos dois países. Foram identificadas oportunidades em fertilizantes, insumos agrícolas, máquinas e equipamentos, além de genética animal e vegetal.

Os participantes discutiram a necessidade de aprimorar canais de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com o objetivo de conferir maior agilidade à resolução de questões técnicas e facilitar o fluxo comercial. Nesse contexto, foi sugerida a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul, baseado nos conceitos de regionalização e compartimentalização, para minimizar disrupções no comércio em casos de doenças animais, especialmente a influenza aviária.

Participaram da reunião o assessor especial do ministro sul-africano, Mono Mashaba; o diretor-chefe de Saúde Animal, Botlhe Modisane; a veterinária oficial, Marietta Swanepoel; o diretor-assistente de Promoção do Comércio Internacional, Tebogo Machaka; o diretor-executivo da AgriSA, Johann Kotzé; o diretor-executivo da Red Meat Industry Services, Dewald Olivier; o diretor-executivo da African Farmers Association of South Africa, Bongani Msimang; o diretor-executivo interino da Onderstepoort Biological Products, Jacob Maduma; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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