AGRONEGOCIOS
Consevitis-RS lança editais para fortalecer a vitivinicultura gaúcha
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O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) abriu duas chamadas públicas com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) para apoiar projetos voltados à valorização, qualificação e promoção dos vinhos, espumantes e sucos de uva produzidos no estado.
Editais contemplam ações técnicas e de promoção nacional
Os editais foram lançados em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e visam fortalecer a cadeia produtiva da uva no Rio Grande do Sul. As chamadas contemplam tanto ações técnicas, voltadas à capacitação e inovação, quanto ações de promoção nacional, voltadas ao consumidor final e ao incentivo ao enoturismo.
Informações completas sobre critérios, documentação e prazos estão disponíveis no site do Consevitis-RS, no link Editais e Termos de Referência: www.consevitis-rs.com.br.
Chamada Pública nº 33/2026: apoio a ações técnicas
O edital nº 33/2026 destina-se a apoiar iniciativas de capacitação e qualificação da produção de uvas, vinhos, espumantes e sucos de uva, além da disseminação de atualizações e inovações para a cadeia produtiva.
Entre os projetos elegíveis estão eventos, cursos, seminários, congressos, workshops, fóruns e publicações técnicas, que podem ser realizados de forma presencial, virtual ou híbrida.
O apoio financeiro pode chegar a até 50% do orçamento de cada ação, limitado a R$ 20 mil por projeto, com montante total de até R$ 120 mil. As propostas devem ser enviadas até 20 de fevereiro de 2026, para ações previstas entre 17 de março e 10 de setembro de 2026.
Chamada Pública nº 34/2026: incentivo à promoção nacional
O edital nº 34/2026 é voltado à promoção dos produtos gaúchos em âmbito nacional, com foco no consumidor final e na valorização dos vinhos, espumantes e sucos de uva, além do incentivo ao enoturismo.
Podem ser apoiadas feiras, eventos de degustação, cursos, exposições, ações promocionais, documentários e atividades voltadas à divulgação e fomento do setor. Todos os projetos devem envolver vinícolas do Rio Grande do Sul e ocorrer em território nacional.
O valor de apoio também é limitado a 50% do orçamento, podendo chegar a até R$ 30 mil por projeto, com total previsto de até R$ 200 mil. As propostas devem ser enviadas até 23 de fevereiro de 2026, para ações a serem realizadas entre 11 de março e 10 de junho de 2026.
Serviço
- Edital nº 33/2026: apoio a ações técnicas – inscrições até 20/02/2026
- Edital nº 34/2026: apoio a ações de promoção nacional – inscrições até 23/02/2026
- Mais informações: www.consevitis-rs.com.br, link Editais e Termos de Referência
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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