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Consumo em queda pressiona preços da tilápia em junho, aponta Cepea
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Preços da tilápia recuam em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços da tilápia registraram queda em junho em todas as regiões monitoradas. A retração, já esperada pelo setor, está diretamente relacionada à menor demanda interna, cenário comum durante o inverno, quando o consumo de pescado tende a diminuir.
Indústrias reduzem abates e compras com demanda fraca
Agentes do setor consultados pelo Cepea relataram que, diante da baixa procura por parte de varejistas, centrais de abastecimento (Ceasas) e estabelecimentos de food service, como bares e restaurantes, as indústrias adotaram um ritmo mais lento de abates e de aquisições de tilápia.
Exportações recuam pelo terceiro mês seguido
Além do mercado interno enfraquecido, as exportações brasileiras de tilápia também apresentaram retração. Em junho, foram embarcadas 1.288 toneladas do produto, o que representa queda de 9,3% em relação a maio e de 9,7% frente ao mesmo mês de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea.
Primeiro semestre registra alta nas exportações acumuladas
Apesar da queda nos embarques mensais, o acumulado do primeiro semestre de 2025 mostra um desempenho positivo. No total, foram exportadas 8.752 toneladas de tilápia entre janeiro e junho, volume 40,2% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
Perspectivas
O setor segue atento à evolução da demanda interna com a chegada das temperaturas mais amenas, enquanto monitora o comportamento das exportações nos próximos meses, após um início de ano marcado por crescimento expressivo nas vendas ao exterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra 2026 de uvas em Monte Belo do Sul registra produção histórica e qualidade excepcional, diz vinícola
A safra de uvas de 2026 em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, deve ser lembrada como uma das mais expressivas da história da vitivinicultura local. Segundo avaliação da vinícola Casa Marques Pereira, o ciclo combinou condições climáticas ideais, aumento significativo de produção e um nível de qualidade considerado excepcional.
Produção de uvas cresce 30% na safra 2026 em Monte Belo do Sul
De acordo com o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, a colheita de 2026 registrou um aumento de 30% em relação ao ano anterior. O desempenho foi observado especialmente nos vinhedos da “Quinta da Orada”, área da família onde estão concentradas as principais parcelas produtivas.
Além do volume, a safra também se destacou pelo alto grau de maturação das uvas, reforçando o potencial produtivo da região.
Uvas atingem padrão de vinho nobre e alta graduação alcoólica
O ciclo de 2026 também chamou atenção pela qualidade técnica das uvas colhidas. Segundo a vinícola, seis variedades atingiram o chamado padrão de “vinho nobre”, caracterizado pela maturação polifenólica completa e níveis de açúcar suficientes para vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme a legislação brasileira.
Entre os destaques, a uva Merlot alcançou 15,7% de graduação alcoólica, resultado considerado raro para a região.
“Fomos deixando na videira e virou praticamente um amarone. Nunca tínhamos visto algo parecido”, afirmou Felipe Marques Pereira.
Pinot Noir surpreende com desempenho acima da média
Outro destaque da safra foi o desempenho da Pinot Noir, variedade que tradicionalmente apresenta graduação alcoólica mais baixa no Brasil. Neste ciclo, a uva atingiu 14,3%, índice considerado incomum para a cultivar no país.
O resultado surpreendeu produtores e reforçou o caráter excepcional da safra de 2026.
Condições climáticas favoreceram qualidade das uvas
O desempenho positivo da safra está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. O inverno mais rigoroso, com maior número de dias frios, favoreceu a dormência adequada das videiras.
Já o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme das plantas. Durante o período de maturação, a baixa incidência de chuvas foi determinante para garantir concentração de açúcares, sanidade das uvas e alta qualidade final.
Monte Belo do Sul reforça protagonismo na vitivinicultura brasileira
Para a Casa Marques Pereira, os resultados da safra 2026 reforçam o potencial de Monte Belo do Sul como uma das principais regiões produtoras de uvas do Brasil, combinando alto volume e excelência qualitativa em um mesmo ciclo — uma combinação considerada rara na vitivinicultura nacional.
Um levantamento recente aponta que o município possui mais de dois mil hectares destinados à produção de uvas e se destaca como a maior produtora per capita de toda a América Latina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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