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Cooperativa Vinícola Aurora Celebra Safra de Uva de 71,6 Milhões de Quilos, a Segunda Maior dos Últimos 20 Anos

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A Cooperativa Vinícola Aurora concluiu a colheita de sua segunda maior safra de uvas dos últimos 20 anos. Entre o final de dezembro e a primeira quinzena de março, foram colhidos 71,6 milhões de quilos de uva, um incremento de 42,35% em relação à safra de 2024, que registrou 50,3 milhões de quilos. O único ano com maior volume foi 2021, quando a cooperativa atingiu 90 milhões de quilos, um recorde histórico.

A safra de 2025 foi marcada não apenas pelo aumento do volume colhido, mas também pela qualidade excepcional da matéria-prima. O trabalho das 1,1 mil famílias cooperadas, desde o cultivo nos campos até o recebimento das uvas em três pontos de coleta, resultou em frutos com níveis elevados de açúcar (grau brix), excelente sanidade e outros parâmetros técnicos que garantem a elaboração de produtos de alta qualidade.

Maurício Bonafé, gerente agrícola da Aurora, destaca as variedades americanas e híbridas, como a BRS Magna, Bordô e Isabel, que serão utilizadas para a produção de sucos de uva integrais, segmento em que a cooperativa lidera o mercado, com 38% de participação. O gerente também enfatiza que as uvas colhidas possuem as condições ideais para a produção de sucos com o padrão já reconhecido pelos consumidores.

“Este ciclo foi favorável, com uma boa combinação de condições climáticas durante todas as fases do cultivo. A antecipação da maturação de algumas variedades não impactou negativamente, e todas apresentaram um grau de açúcar e cor excepcionais, essenciais para a produção de sucos de uva integrais”, comenta Bonafé.

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As uvas da variedade Vitis vinifera, que são destinadas à produção de vinhos finos e espumantes, também se destacaram pela qualidade. O enólogo-chefe da cooperativa, Nauro Morbini, com 50 anos de carreira na empresa, enfatiza a excelência de variedades tintas como Merlot, Tannat e Cabernet Franc, bem como uvas brancas como Chardonnay, Riesling e Trebbiano.

“Foi uma safra excelente tanto para vinhos jovens, que serão lançados este ano, quanto para vinhos com potencial de guarda. As uvas apresentaram entre 19 e 23 graus brix, permitindo a elaboração de vinhos de alta qualidade, com a tipicidade característica da Serra Gaúcha”, destaca Morbini.

Colheita que Encanta

Para o viticultor Mauri Giordani, cooperado da Aurora e produtor em Bento Gonçalves, a safra de 2025 é motivo de comemoração. Com uma propriedade de sete hectares, a família Giordani obteve 200 mil quilos de uvas, 38 mil quilos a mais do que na safra de 2024. Giordani enfatiza que o bom resultado foi fruto de um planejamento cuidadoso, incluindo poda escalonada, diversificação de variedades e o apoio da família no início da vindima.

“Este é o resultado de um trabalho árduo ao longo do ano. As variedades Merlot e Riesling, por exemplo, apresentaram um excelente grau de açúcar. Estamos orgulhosos do que conseguimos produzir, pois sabemos que nossa contribuição ajudará a cooperativa a oferecer vinhos de alta qualidade”, celebra Giordani.

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Planejamento para o Futuro

Renê Tonello, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora, ressalta a importância do planejamento para as futuras safras, com a previsão de investimentos de R$ 25 milhões em equipamentos e melhorias nos processos produtivos. Entre as aquisições estão 25 tanques de estabilização e refrigeração automáticos, que reduzirão em 95% os espaços confinados na unidade industrial de Vinhedos.

“Esses investimentos são essenciais para garantir a qualidade da produção, e estamos sempre ouvindo os associados e antecipando as necessidades da próxima safra. A ampliação da unidade do Vale dos Vinhedos é um dos projetos para os próximos anos”, afirma Tonello.

A seguir, um panorama das colheitas da cooperativa nos últimos anos:

  • 2015: 65,5 milhões de quilos
  • 2016: 33,6 milhões de quilos
  • 2017: 71,5 milhões de quilos
  • 2018: 61,8 milhões de quilos
  • 2019: 68,2 milhões de quilos
  • 2020: 61,9 milhões de quilos
  • 2021: 90 milhões de quilos
  • 2022: 66 milhões de quilos
  • 2023: 70,5 milhões de quilos
  • 2024: 50,3 milhões de quilos
  • 2025: 71,6 milhões de quilos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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