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Copom mantém Selic em 15% e adota tom mais cauteloso, indica relatório do Rabobank

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O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, sinalizando uma postura cautelosa e conservadora diante de um cenário econômico que combina inflação resiliente, incertezas fiscais e tensões geopolíticas. A avaliação faz parte do relatório “Seguindo o Manual”, publicado pelo RaboResearch, divisão de análises do Rabobank, nesta segunda-feira (15).

Segundo o banco, mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica, o Copom manteve um tom “hawkish” (mais rígido), ao afirmar que o atual nível de juros continuará sendo o mais adequado para garantir a convergência da inflação à meta. A autoridade monetária também não descartou novos aumentos, caso o cenário de preços se deteriore.

Inflação tem leve aceleração em novembro, mas permanece sob controle

O IPCA de novembro registrou alta de 0,18%, ligeiramente abaixo das projeções do mercado (0,19%) e em linha com a estimativa do Rabobank. No acumulado em 12 meses, a inflação desacelerou de 4,7% para 4,5%, mantendo-se dentro do limite superior da meta.

Os grupos Transporte e Despesas Pessoais foram os principais responsáveis pela alta, impulsionados pelo aumento nas passagens aéreas (11,9%) e nas hospedagens, especialmente em Belém, devido à realização da COP-30. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou leve retração (-0,01%), refletindo a queda nos preços de alimentos consumidos em casa.

O Rabobank projeta IPCA de 4,4% para o fechamento de 2025 e 4,2% em 2026, com viés de estabilidade nos preços de bens industriais e impacto moderado do câmbio. O banco ressalta que a inflação de serviços, sustentada por um mercado de trabalho aquecido, segue como um dos principais focos de atenção.

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Atividade econômica mostra desaceleração gradual

O IBC-Br, índice que antecipa o desempenho do PIB, apresentou queda de 0,25% em outubro, reforçando o cenário de desaceleração econômica. O Rabobank destaca que o desempenho negativo foi puxado pelos setores industrial (-0,7%), de serviços (-0,2%) e de impostos (-0,4%), enquanto a agropecuária avançou 3,1% no mês.

Apesar da desaceleração, o banco mantém a projeção de crescimento de 2,0% para 2025, sustentada pela resiliência do mercado de trabalho e políticas fiscais de estímulo, como o pagamento de precatórios e liberação de recursos do FGTS.

Setor de serviços mantém trajetória de alta

O setor de serviços cresceu 0,3% em outubro, registrando a décima nona alta consecutiva e atingindo patamar 20% superior ao pré-pandemia. O avanço foi impulsionado pelos segmentos de Transporte e Comunicação, além dos serviços de informação e tecnologia.

Contudo, o relatório aponta sinais de desaceleração em serviços voltados às famílias, mais sensíveis ao crédito, refletindo os efeitos de uma política monetária restritiva.

Varejo surpreende e mostra fôlego

As vendas no varejo restrito cresceram 0,5% em outubro, contrariando expectativas de queda. No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o aumento foi de 1,1%. O crescimento foi impulsionado por veículos, combustíveis, eletrodomésticos e informática, enquanto o setor de vestuário foi o único a registrar retração.

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O desempenho acima do esperado sugere que a atividade no comércio segue resiliente, embora o consumo deva se moderar gradualmente até o fim do ano.

Cenário internacional e câmbio

No exterior, o Federal Reserve (Fed) reduziu a taxa de juros em 25 pontos-base, para o intervalo entre 3,50% e 3,75%, conforme previsto pelo Rabobank. A decisão, porém, veio acompanhada de um tom prudente, indicando menor espaço para novos cortes.

No Brasil, o dólar fechou a semana em R$ 5,41, com valorização de 0,6% frente ao real. Apesar da instabilidade política e fiscal, o Rabobank projeta que a moeda norte-americana encerre o ano em R$ 5,50, sustentada por diferenciais de juros favoráveis e menor força do dólar globalmente.

Perspectivas para 2026

De acordo com o RaboResearch, o Brasil deve iniciar um ciclo de cortes na Selic apenas no segundo trimestre de 2026, à medida que a inflação mostre convergência mais clara para a meta e a atividade siga perdendo fôlego.

A projeção do banco é de:

  • PIB: crescimento de 2,0% em 2025 e 1,6% em 2026
  • Câmbio: R$ 5,55 em 2025 e R$ 5,70 em 2026
  • Selic: 15% ao fim de 2025 e 12,5% em 2026

O relatório reforça que, apesar dos desafios fiscais e das incertezas externas, o Brasil segue beneficiado por fundamentos sólidos, com contas externas equilibradas e setor agroexportador robusto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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