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Crédito em dólar para máquinas agrícolas ganha espaço entre produtores que buscam tecnologia e redução de custos

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Em um cenário de margens agrícolas mais pressionadas, juros elevados e maior necessidade de eficiência operacional, o crédito em moeda estrangeira surge como uma alternativa estratégica para produtores rurais que desejam renovar o maquinário e ampliar a produtividade no campo.

A modalidade de financiamento em dólar e euro para aquisição de máquinas agrícolas de alta tecnologia vem ganhando espaço como uma ferramenta de planejamento financeiro, especialmente entre produtores que possuem receitas atreladas ao mercado internacional de commodities.

A fabricante alemã de máquinas agrícolas Fendt destaca que as linhas de crédito em moeda estrangeira podem transformar a compra de equipamentos tecnológicos em um investimento de longo prazo, com maior previsibilidade financeira.

Crédito em moeda estrangeira ajuda produtor a administrar custos de investimento

Para a safra 2025/2026, um dos principais desafios do agronegócio brasileiro será equilibrar produtividade e controle dos custos de capital.

Com o aumento do custo das linhas tradicionais de financiamento em reais, o crédito em dólar passa a ser considerado uma alternativa para produtores que buscam melhores condições financeiras para aquisição de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos de precisão.

Segundo especialistas do setor, quando existe compatibilidade entre a moeda do financiamento e a receita obtida pelo produtor, ocorre uma proteção natural contra oscilações cambiais.

Esse mecanismo é conhecido como hedge natural, no qual o produtor que comercializa sua produção com referência em dólar consegue compensar eventuais variações da moeda ao longo do contrato.

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Proteção cambial reduz riscos para produtores exportadores

De acordo com Julio Hercules, gerente comercial da AGCO Finance, uma das principais vantagens das linhas de crédito em moeda estrangeira está justamente na combinação entre taxas competitivas, prazos mais longos e maior equilíbrio financeiro.

“O produtor vende sua safra com base no preço do dólar, então possui uma proteção natural contra a variação cambial. Se o dólar sobe, a dívida da máquina aumenta, mas a receita da produção também tende a acompanhar essa valorização”, explica o executivo.

Segundo Hercules, essa relação reduz o risco de descasamento entre receita e pagamento das parcelas, tornando o financiamento uma alternativa interessante para determinados perfis de produtores.

Tecnologia agrícola aumenta retorno sobre investimento

Além das condições financeiras, o acesso ao crédito em moeda estrangeira também amplia a possibilidade de investimento em equipamentos agrícolas de maior eficiência.

Máquinas conectadas, sistemas de agricultura de precisão e tecnologias voltadas à redução do consumo de combustível e otimização das operações podem gerar ganhos produtivos capazes de compensar o investimento ao longo das safras.

“A tecnologia de ponta se torna um ativo para o produtor, pois equipamentos mais eficientes ajudam a reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade”, afirma Hercules.

No atual ambiente de competitividade do agronegócio, a modernização da frota agrícola deixou de ser apenas uma escolha operacional e passou a ser uma estratégia para melhorar margens e garantir sustentabilidade econômica.

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Crédito direto do banco de fábrica reduz burocracia

Outro diferencial apontado pela empresa é a disponibilidade imediata dos recursos por meio do banco de fábrica, sem depender exclusivamente de programas públicos de financiamento rural.

O modelo permite que o produtor tenha acesso ao crédito diretamente nas concessionárias, com processos mais simplificados e maior agilidade na contratação.

Segundo a AGCO Finance, a iniciativa busca oferecer uma alternativa para produtores que precisam investir em tecnologia sem comprometer o fluxo de caixa da propriedade.

Financiamento agrícola em dólar ganha relevância no novo ciclo do campo

Com o avanço da agricultura de precisão e a necessidade crescente de eficiência, o crédito em moeda estrangeira tende a ocupar um espaço maior nas estratégias de investimento do agronegócio.

Para produtores com exposição ao mercado internacional, a combinação entre financiamento competitivo, proteção cambial e acesso a máquinas de alta performance representa uma oportunidade de modernizar a operação e aumentar a capacidade produtiva.

No ciclo 2025/2026, a gestão eficiente do capital deve ser um dos principais fatores de competitividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros

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Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.

Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.

Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.

Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro

De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.

Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.

“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.

Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo

Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.

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Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.

No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.

Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa

Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.

De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.

Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.

Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos

Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.

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Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.

“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.

Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio

A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.

Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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