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Crédito rural do Plano Safra 2025/26 soma R$ 282,5 bilhões e registra queda de quase 10%
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O volume de crédito rural contratado nos dez primeiros meses do Plano Safra 2025/26 totalizou R$ 282,51 bilhões, segundo levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar em parceria com a consultoria Fator Agro, com base em dados do Banco Central do Brasil.
O montante representa queda de 9,7% em comparação ao mesmo período da safra anterior, quando as contratações alcançaram R$ 312,77 bilhões entre julho e abril.
Para o ciclo agropecuário 2025/26, o governo disponibilizou R$ 594,4 bilhões em crédito rural, mas o ritmo mais lento das operações reflete o cenário de juros elevados e maior custo financeiro para produtores e cooperativas.
Crédito rural mantém trajetória de desaceleração nos últimos ciclos
Os dados mostram uma tendência de redução no volume contratado nos últimos anos. No Plano Safra 2023/24, o total de financiamentos rurais chegou a R$ 415,46 bilhões. Já no ciclo 2024/25, o valor caiu para R$ 377,99 bilhões.
Segundo a análise do Sistema Ocepar, o principal fator para a desaceleração das contratações é o aumento das taxas de juros provocado pela elevação da taxa Selic, que encareceu o acesso ao crédito no campo.
O cenário impacta diretamente os investimentos em custeio, comercialização e ampliação da produção agropecuária, especialmente em segmentos com maior dependência de financiamento bancário.
Recursos livres lideram origem do financiamento rural
Entre as fontes de recursos utilizadas no crédito rural do Plano Safra 2025/26, os Recursos Livres concentram a maior participação, respondendo por 40% do total contratado.
Na sequência aparecem:
- Recursos Obrigatórios: 24%
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): 14%
- Fundos Constitucionais: 10%
- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: 6%
- Poupança Rural: 5%
- Outras fontes: 3%
A maior participação dos recursos livres reforça a crescente dependência do mercado privado no financiamento do agronegócio brasileiro.
Cooperativas ampliam participação no crédito rural
As cooperativas brasileiras contrataram aproximadamente R$ 38,76 bilhões em financiamentos rurais no atual ciclo do Plano Safra.
Desse total, as cooperativas paranaenses responderam por cerca de 35% das operações, somando R$ 13,53 bilhões em crédito contratado.
O desempenho reforça a posição do Paraná como um dos principais polos nacionais de cooperativismo agropecuário e crédito rural, com forte participação no financiamento da produção agrícola e pecuária brasileira.
Juros elevados seguem como desafio para o agro
A manutenção das taxas de juros em níveis elevados continua sendo um dos principais desafios para o setor agropecuário em 2026. O custo financeiro mais alto reduz a capacidade de investimento do produtor rural e pressiona margens em diversas cadeias produtivas.
Mesmo assim, cooperativas, bancos e agentes financeiros seguem ampliando alternativas de funding e instrumentos privados para sustentar o fluxo de crédito ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ambiência nas granjas vira fator estratégico para reduzir doenças e elevar produtividade na suinocultura
A ambiência nas granjas passou a ocupar posição estratégica dentro da suinocultura moderna, especialmente em um cenário marcado por maior variabilidade climática, pressão por produtividade e aumento dos desafios sanitários.
Mais do que combater apenas o calor, produtores e técnicos do setor intensificam o monitoramento de fatores como ventilação, umidade, qualidade do ar, manejo de dejetos e conforto térmico para reduzir riscos de doenças respiratórias e entéricas nos plantéis.
Segundo especialistas da Boehringer Ingelheim, falhas no controle ambiental podem elevar rapidamente a pressão de infecção dentro das granjas, comprometendo desempenho zootécnico, bem-estar animal e rentabilidade da produção.
Ambiência inadequada aumenta risco sanitário nas granjas
Na prática, problemas de ambiência impactam diretamente o comportamento dos suínos e o ambiente produtivo.
Ambientes excessivamente quentes ou frios geram estresse térmico nos animais, alterando padrões de comportamento dentro das baias e favorecendo maior contato com fezes e urina.
Entre os principais sinais observados estão:
- Mudança no local de descanso dos animais
- Maior concentração de dejetos nas áreas de repouso
- Aumento da umidade nas baias
- Redução do conforto térmico
- Piora da qualidade do ar
Esse cenário amplia o desafio sanitário e favorece a disseminação de agentes infecciosos ao longo do ciclo produtivo.
“Quando a ambiência falha, o primeiro sinal costuma aparecer no comportamento do animal e na rotina da baia. Em poucos dias, um ambiente mais úmido, com ventilação inadequada ou fora da faixa de conforto térmico pode elevar a contaminação e aumentar a pressão de infecção”, afirma Tatiane Fiuza.
Controle ambiental se torna ferramenta de gestão de risco
Com margens mais pressionadas e exigência crescente por eficiência produtiva, a gestão da ambiência deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a integrar a estratégia de mitigação de riscos nas granjas.
Segundo a avaliação técnica, propriedades que realizam ajustes contínuos de ventilação, controle de umidade e manejo ambiental conseguem reduzir impactos sobre o desempenho dos lotes e preservar melhores índices produtivos.
“A produtividade hoje depende cada vez mais de consistência e gestão de risco. A Boehringer Ingelheim trabalha para levar ao campo recomendações e ferramentas que ajudem a sustentar sanidade e desempenho mesmo em períodos mais desafiadores”, destaca Débora Santos.
Doenças entéricas e respiratórias preocupam produtores
O aumento da pressão sanitária dentro das instalações favorece a ocorrência de doenças importantes para a suinocultura brasileira.
Entre os principais desafios estão:
- Salmonella spp.
- Lawsonia intracellularis, causadora da Ileíte
- Mycoplasma hyopneumoniae, associado à pneumonia enzoótica
Especialistas alertam que ajustes de manejo e infraestrutura são fundamentais, mas nem sempre suficientes para conter rapidamente o avanço da contaminação em períodos críticos.
Nesse contexto, protocolos preventivos de vacinação ganham relevância como ferramenta complementar de biosseguridade e manutenção da sanidade do plantel.
Ventilação inadequada no frio também aumenta perdas
A preocupação com a ambiência não se restringe ao calor.
Durante períodos frios, é comum o fechamento excessivo das instalações para preservar temperatura, reduzindo a ventilação e comprometendo a qualidade do ar dentro das granjas.
Essa condição favorece o acúmulo de gases, umidade e agentes infecciosos, elevando o risco de doenças respiratórias e perdas produtivas.
Por isso, técnicos recomendam rotinas permanentes de:
- Ajuste ambiental
- Controle de ventilação
- Manejo de dejetos
- Monitoramento da umidade
- Controle do conforto térmico
Suinocultura intensifica foco em prevenção e eficiência
Com o avanço das exigências sanitárias e produtivas, a tendência é que o controle do microclima nas granjas se torne cada vez mais decisivo para a competitividade da cadeia suinícola.
Além de reduzir perdas e melhorar o desempenho dos animais, a ambiência adequada contribui para maior estabilidade produtiva, menor pressão infecciosa e melhores resultados econômicos ao produtor.
O cenário reforça a necessidade de integração entre manejo, infraestrutura, biosseguridade e planejamento sanitário preventivo para sustentar a eficiência da produção de suínos nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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