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Preços do arroz em queda pressionam margens dos produtores e preocupam para próxima safra, aponta Cepea
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Queda contínua nos preços do arroz em casca
Os preços do arroz em casca seguem em baixa, segundo levantamentos recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Diferentemente do que se esperava semanas atrás, o mercado não encontrou um parâmetro de sustentação para os valores, mantendo a tendência de queda.
Fatores que influenciam o mercado
De acordo com o Cepea, a disputa entre vendedores e compradores ocorre em um cenário de ampla oferta, baixa demanda para embarques e a desvalorização da taxa de câmbio. Esse conjunto de fatores pressiona as paridades de exportação e importação, dificultando a recuperação dos preços.
Impactos nas margens e rentabilidade dos produtores
Com a queda dos preços, as margens de lucro dos produtores permanecem apertadas, comprometendo a rentabilidade da safra atual. Além disso, essa situação pode afetar a atratividade da cultura para a próxima temporada, gerando incertezas no planejamento agrícola.
Baixa liquidez reforçada por anúncio da Conab
A liquidez no mercado de arroz tem se mantido baixa, especialmente após o anúncio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a possível aquisição de novos lotes para recomposição dos estoques públicos. Essa movimentação cria expectativa no mercado por preços mais competitivos, especialmente em contratos futuros, conforme destacado pelo Cepea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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