AGRONEGOCIOS
Cresce a importância dos seguros para proteger o agronegócio diante de desafios
AGRONEGOCIOS
O agronegócio brasileiro, um dos pilares da economia, impulsiona o desenvolvimento regional e gera milhões de empregos. Porém, o setor lida com desafios complexos, que incluem mudanças climáticas, flutuações de mercado, aumento de custos de produção, além de riscos logísticos e ambientais. Nesse contexto, os seguros rurais surgem como ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade e continuidade das atividades no campo.
Cobertura vai além das lavouras
A proteção oferecida pelos seguros rurais não se limita às plantações. Ela se estende a fazendas, maquinários, armazéns, transportes, lojas agropecuárias e animais, permitindo que produtores e empresas do setor recuperem-se rapidamente de perdas e mantenham suas operações.
O crescimento da contratação de seguros específicos reflete a consciência crescente sobre a prevenção de riscos e a preservação do patrimônio no agronegócio brasileiro.
Seguro como instrumento estratégico para o setor
Segundo Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG (Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais), o seguro é um instrumento estratégico para o desenvolvimento do agronegócio:
“O produtor rural lida diariamente com fatores fora do seu controle — clima, mercado e questões sanitárias. O seguro garante tranquilidade para continuar produzindo mesmo diante das adversidades. Ele protege o investimento e fortalece o setor como um todo, seja na fazenda, na loja agropecuária ou na empresa que atua na cadeia do agro”, destaca Bentes.
Inovação e gestão responsável
Com o avanço da tecnologia, novas modalidades de seguros vêm sendo desenvolvidas para atender às diferentes demandas do agronegócio. Investir em proteção não é apenas uma decisão financeira, mas uma medida de gestão responsável, garantindo a continuidade dos negócios e contribuindo para o crescimento sustentável do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra
Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.
A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.
O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.
A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.
Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.
O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.
Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.
Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.
O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.
Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.
Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.
Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.
O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.
Serviço
A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.
Fonte: Pensar Agro



