POLITÍCA NACIONAL
Pesquisa do DataSenado revela violência contra 38% das mulheres com deficiência
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Mais de 4,4 milhões de brasileiras com deficiência já sofreram violência doméstica ou familiar praticada por um homem. O número corresponde a 38% das mulheres com deficiência no país, percentual superior aos 25% registrados entre aquelas sem deficiência. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (23), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que marcou o lançamento de pesquisa inédita do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência (OMV).
Participantes da audiência defenderam que os resultados sejam utilizados pelos órgãos e gestores responsáveis pelas políticas públicas para subsidiar ações que considerem as necessidades específicas dessas mulheres. Entre as medidas citadas estão o uso de tecnologias assistivas, a oferta de informações em formatos acessíveis e a capacitação de profissionais para eliminar barreiras físicas, comunicacionais, institucionais e atitudinais no acesso à rede de proteção.
Vice-presidente da CDH, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) chamou a atenção para o alto número de mulheres que, mesmo após sofrerem violência, não procuram apoio. Segundo os dados apresentados durante a audiência, 83% das mulheres com deficiência que reconheceram ter sofrido violência — cerca de 3,75 milhões — não buscaram ajuda nas redes de suporte familiar, comunitária ou oficial.
Para Mara, a vulnerabilidade é agravada pela dependência econômica, pela fragilidade das redes de apoio e pela dificuldade de estabelecer relações sociais que acolham essas mulheres.
— Fica claro que a dependência econômica, as redes de apoio e as relações sociais das mulheres com deficiência ficam gravemente comprometidas. Isso faz com que meninas e mulheres com deficiência estejam expostas a maiores riscos de sofrer violência, abusos, inclusive negligência e maus-tratos — afirmou.
A pesquisa mostra ainda que a violência começa cedo. Entre as mulheres com deficiência que já sofreram violência doméstica ou familiar, 36% tinham até 19 anos quando foram agredidas pela primeira vez e 24% tinham entre 20 e 29 anos. Isso significa que seis em cada dez sofreram a primeira agressão antes dos 30 anos.
Violência nem sempre é reconhecida
Assistente social do Observatório da Mulher contra a Violência, Talita Santos de Oliveira afirmou que situações de violência podem ser naturalizadas no cotidiano das mulheres com deficiência e se misturar a práticas capacitistas. Segundo ela, determinadas violações acabam não sendo identificadas pelas próprias vítimas como violência.
O levantamento mostra que, entre as mulheres com deficiência que inicialmente afirmaram não ter sofrido violência, 34% relataram ao menos uma situação compatível com violência doméstica, familiar ou digital nos 12 meses anteriores à entrevista. Apenas 7% reconheceram inicialmente essas experiências como violência.
— Essa violência, muitas vezes, nem é percebida. Quando a gente questiona essas mulheres em relação aos últimos 12 meses, 7% delas reconheceram que vivenciaram situações de violência. Porém, quando confrontadas com alguma situação de violência que a gente menciona, aí elas reconheciam que tinham vivido — explicou.
Talita também destacou os percentuais mais altos de violência patrimonial e sexual entre mulheres com deficiência. A violência patrimonial foi relatada por 46% das mulheres com deficiência que já sofreram violência, ante 39% entre aquelas sem deficiência. Na violência sexual, a diferença foi de 39% contra 28%.
Segundo a assistente social, essas formas de violência podem estar relacionadas à dependência de outras pessoas para atividades de cuidado e assistência, o que pode dificultar a identificação dos limites entre auxílio e controle. De acordo com o estudo, 65% dos agressores são maridos ou companheiros das vítimas.
— Às vezes existe ali um limite que não fica muito claro do que é uma prática de cuidado e um mecanismo de controle.
Conhecimento e acesso
A dificuldade de identificar a violência se soma às barreiras para conhecer e acessar os mecanismos de proteção. Entre as mulheres com deficiência, 18% afirmaram não saber nada sobre a Lei Maria da Penha, o dobro dos 9% registrados entre as mulheres sem deficiência. Em relação às medidas protetivas, 23% disseram não ter nenhum conhecimento, contra 15% entre as demais mulheres.
Para as participantes da audiência, os números indicam a existência de barreiras que dificultam o acesso dessas mulheres à rede de proteção. Elas defenderam que informações sobre direitos, canais de denúncia e serviços públicos sejam oferecidas em formatos acessíveis às diferentes deficiências.
— Isso impacta em como essas mulheres vão chegar até os mecanismos de proteção em busca de ajuda. Esse conhecimento, muitas vezes, pode não estar acessível no formato adequado para que elas tenham conhecimento — afirmou Talita.
Entre as mulheres com deficiência que sofreram alguma agressão nos 12 meses anteriores à pesquisa e buscaram ajuda, os espaços próximos ou de confiança tiveram papel relevante. A igreja foi procurada por 60%, enquanto 46% recorreram a amigos e 46% à família. Serviços de apoio psicológico foram procurados por 44%. Entre os canais oficiais, 40% recorreram a delegacias comuns, 31% a delegacias da mulher, 26% ao Ligue 190 e 16% ao Ligue 180.
Dependência econômica
A pesquisa estima em aproximadamente 11,7 milhões o número de mulheres com deficiência no país. Entre elas, 60% têm 50 anos ou mais, 55% são pretas, pardas ou indígenas, 61% não possuem o ensino médio completo, 78% vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos e 48% não conseguem se sustentar com o próprio dinheiro.
O relatório aponta que menor escolaridade, menor inserção no mercado de trabalho, maior dependência econômica e menor capacidade de prover o próprio sustento se somam às barreiras impostas pelo contexto social que podem limitar a autonomia e participação social das mulheres com deficiência, dificultando seu acesso a recursos de proteção e ampliando o risco de exposição à violência doméstica e familiar.
Violência institucional
Além das dificuldades de acessibilidade física e de comunicação, as participantes apontaram a violência institucional como obstáculo à proteção das vítimas.
A presidente da Associação de Assistência às Mulheres, Crianças, Adolescentes e Vítimas de Violência Recomeçar, Rosana de Sant’Ana Pierucetti, relatou casos em que mulheres com deficiência foram revitimizadas durante o atendimento em órgãos de segurança pública.
Ela contou ter acompanhado uma vítima a uma delegacia onde, segundo seu relato, uma escrivã questionou o fato de a mulher não trabalhar e receber benefício assistencial.
— A escrivã vira para ela e diz: “Sabe por que você não trabalha? Porque vocês ficam vivendo de Bolsa Família”. E aí você tem que intervir como técnica no atendimento e virar para a mulher e falar que ela tem direito a esse benefício, sim. E aí você tem que fazer esse embate com a pessoa que está fazendo esse atendimento. Como é que fica uma mulher com deficiência sem uma técnica, uma advogada ali do lado, sofrendo mais uma violência? — questionou.
A cofundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha (IMP), Regina Célia Almeida Silva Barbosa, também defendeu a capacitação permanente dos profissionais responsáveis pelo atendimento. Ela chamou atenção especialmente para as barreiras enfrentadas por mulheres com deficiência auditiva.
— Essas mulheres estão sofrendo uma violência institucional, ou por ignorância, ou por negligência, ou por falta de sensibilidade à sua condição de deficiência. Faço destaque às mulheres com deficiência auditiva: é necessário qualificar servidores e agentes na língua de sinais — afirmou.
Invisibilidade
Para a presidente da Frente Nacional das Mulheres com Deficiência, Rosana Lago, a ausência histórica de dados específicos contribui para a invisibilidade dessa população nas políticas públicas. Ela destacou o caráter inédito do recorte adotado pelo DataSenado e questionou como as informações serão utilizadas pelo poder público.
— Eu entendo que aquilo que o Estado não consegue identificar possivelmente vai encontrar dificuldades para enfrentar. A produção de dados não é somente uma questão metodológica, é uma questão política. Agora que estamos diante dos dados, vamos nos perguntar: o que será feito com eles? O Estado vai dar essa resposta?
A coordenadora de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, Ivanda Sobrinha, afirmou que os resultados apontam para a necessidade de soluções integradas e direcionadas às mulheres com deficiência. Para ela, informações específicas sobre esse público também podem ampliar a conscientização da sociedade.
— Os dados são ferramentas vivas, instrumentos de diagnóstico e transformação. A informação de qualidade é o primeiro passo para derrubar a invisibilidade e construir mudança.
A presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Ariani Queiroz de Sá, defendeu, entre as medidas para ampliar a produção de informações, o registro obrigatório da deficiência nos boletins de ocorrência. Segundo ela, a identificação permitiria dimensionar melhor a violência e orientar a destinação de recursos públicos.
— Somente assim nós teremos dados, somente assim teremos estatística e somente assim nós teremos um orçamento direcionado para essa política, que é tão necessária.
Políticas públicas
Representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Priscilla Nogueira Araújo Selares afirmou que a pasta tem atuado em conjunto com outros ministérios e órgãos do governo para qualificar o atendimento às mulheres com deficiência em situação de violência. Segundo ela, os novos dados poderão subsidiar iniciativas que já estão em discussão.
— Preciso ressaltar a importância da publicação, dos dados levantados pelo Observatório, justamente porque eles vão fortalecer nossos argumentos, vão nos dar ainda mais subsídios para que a gente consiga tirar da invisibilidade a maior vulnerabilidade das mulheres com deficiência e, com isso, pensar e desenvolver políticas públicas que sejam mais específicas.
No Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Segurança Pública desenvolve ações por meio do projeto Susp Mulheres. A iniciativa prevê a integração das instituições de segurança pública com a rede de atendimento à mulher, além da capacitação e valorização de profissionais e da padronização e qualificação do atendimento.
Entre os maiores desafios da área da segurança pública, apontados pela representante do ministério, Julia Mitiko Sakamoto, estão o reconhecimento das formas de violência, a superação das barreiras de acesso à proteção, o atendimento qualificado e a atualização das diretrizes a partir dos dados recentes.
— Nosso desafio é adaptar ou dar a resposta adequada quando nos chegam mulheres com deficiência solicitando esse atendimento da segurança pública; fazer com que a avaliação de risco dessa mulher, com que as medidas protetivas, a investigação, encaminhamentos, considerem as suas condições concretas, respeitem a sua autonomia, porque a gente também sabe que, às vezes, algumas pessoas acabam incorrendo.
Pesquisa
O levantamento faz parte da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher e é o primeiro da série histórica, iniciada em 2005, a destacar especificamente a realidade das mulheres com deficiência. Nesta edição, foi incorporada a autoidentificação da deficiência, o que permitiu comparar experiências de violência e acesso aos mecanismos de proteção.
A pesquisa ouviu 21.641 mulheres de todas as unidades da Federação, entre 16 de maio e 8 de julho de 2025, por meio de entrevistas telefônicas. Desse total, 2.828 se declararam mulheres com deficiência. A amostragem é probabilística e tem nível de confiança de 95%.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Brasil terá quase 2 milhões de mesários nas eleições de 2026
Localizar o nome do eleitor no caderno de votação, colher a assinatura e entregar o comprovante de votação estão entre as principais atribuições dos mesários. Responsáveis pelo funcionamento da seção eleitoral durante a votação, eles são “agentes honoríficos”, categoria de agentes públicos que exercem temporariamente uma função pública em nome do Estado.
A atuação do mesário é geralmente desempenhada de forma voluntária. Quando necessário, a Justiça Eleitoral convoca pessoas levando em consideração critérios como nível de escolaridade e atuação profissional, entre eles professores e servidores da área administrativa da Justiça.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não divulgou um número total consolidado e nacional de mesários para as Eleições Gerais de 2026. Em pleitos anteriores de grande porte (como em 2024) a Justiça Eleitoral convocou cerca de 1,9 milhão de pessoas. A previsão é de que aproximadamente 2 milhões de mesários trabalharão no primeiro turno de 2026. Levantamento feito com base em dados do TSE de 24 de setembro aponta 1.969.060 mesários convocados. Como as informações foram buscadas antes da votação, os dados mostram os registros disponíveis nessa data, e não o comparecimento efetivo no dia da eleição.
Cada seção eleitoral conta com uma mesa receptora de votos composta por quatro integrantes (presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário). Convocados, eles vão atuar no dia 4 de outubro, quando ocorre o primeiro turno, e no dia 25, data prevista para o segundo turno das eleições.
Requisitos
Há algumas restrições para integrar a lista de mesários. Entre elas, ser integrante de diretório de partido político; ter relação de companheirismo ou parentesco, até segundo grau ou por afinidade, com candidato ou candidata; exercer cargo de confiança no Poder Executivo; ou ser servidor da Justiça Eleitoral.
Mesários voluntários podem fazer o cadastro por meio do aplicativo e-Título ou por meio dos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais. Além disso, é possível se cadastrar pessoalmente em um cartório eleitoral.
Treinamento
Ao ser selecionado, o mesário passa por um treinamento, que pode ser presencial ou on-line, por meio do aplicativo Mesário. Para as eleições de 2026, esse treinamento começou em 17 de agosto e ficará disponível até as 23h59 de 3 de outubro. No dia da votação, cada mesário deve comparecer à seção eleitoral às 7h (horário de Brasília). São realizados então os procedimentos para a instalação da mesa, a emissão da zerésima (relatório que comprova ausência de votos registrados antes do início da votação) e a ativação da urna eletrônica. O trabalho termina após as 17h, horário de Brasília, depois do encerramento da votação e após a emissão dos boletins de urna.
O presidente é a autoridade máxima da seção. É dele a missão de manter a ordem no recinto, dispondo da força pública quando necessário. Já o primeiro e o segundo mesários, nessa ordem, substituem o presidente na sua ausência. O secretário preenche a ata da mesa receptora de votos e registra as ocorrências no campo “Anotações”. As funções são informadas já na carta de convocação que cada um deles recebe da Justiça Eleitoral.
Benefícios
Atuar como mesário gera benefícios como:
- dois dias de folga para cada dia de convocação e efetiva participação, seja na eleição ou no treinamento;
- auxílio-alimentação de R$ 65 por dia;
- para universitários, os dias trabalhados podem contar como horas complementares;
- o serviço também pode ser usado como critério de desempate em concursos públicos, se houver previsão no edital.
Substituição de mesários
Resolução do TSE (Resolução 23.751/2026) autoriza a eventual substituição de integrantes do corpo de mesários de uma seção. Na ausência de um ou mais integrantes da mesa receptora de votos, o presidente, ou quem assumir a presidência, comunicará o fato ao juiz eleitoral. Este, por sua vez, poderá remanejar componentes de outra mesa receptora ou autorizar a nomeação de um novo mesário, escolhido entre os eleitores presentes na seção.
O consultor do Senado Gilberto Guerzoni Filho ressalta que essa resolução regulamenta o art. 123, par. 3º do Código Eleitoral (Lei 4.737, de 1965). Segundo ele, qualquer eleitor pode ser escolhido e nomeado, na porta da seção, caso necessário.
— Em tese, é possível a nomeação de qualquer eleitor que não tenha impedimento, como ser candidato ou parente, dirigente partidário, policial ou funcionário da Justiça Eleitoral. Entretanto, o código também prevê a possibilidade de o eleitor recusar a nomeação por motivo justo, cabendo a decisão ao juiz eleitoral. Mas, no limite, a convocação é compulsória — detalhou o consultor à Agência Senado.
Experiência como mesário
Presidente de seção há 22 anos, o servidor público Helton Apolinário, de 43 anos, foi convocado pela primeira vez nas eleições de 2004. Ele foi escolhido pela própria Justiça Eleitoral e nunca deixou de atuar, desde então, junto à Escola Municipal Lafayette Cavalcante, no bairro das Malvinas, em Campina Grande (PB).
Em seu relato, Helton destacou um fato ocorrido em 2016. Ele flagrou uma eleitora portando um telefone celular escondido por baixo das roupas. O intuito dela era registrar o voto na urna eletrônica para comprová-lo posteriormente. Helton relata que repreendeu a eleitora e a obrigou a entregar o aparelho, devolvido a ela posteriormente.
Em entrevista à Agência Senado, Helton considera honroso atuar no dia da eleição. Ao estimular outros brasileiros a se interessarem em também desempenhar esse papel, ele classificou o trabalho como uma forma de “ajudar a fortalecer a democracia”.
— Meu sentimento é de muita satisfação. Atuar para o bom andamento dos pleitos eleitorais do meu país me orgulha, deixa-me gratificado e aperfeiçoa meu sentimento a respeito do que é ser cidadão. Quem nunca participou das eleições enquanto mesário deve se voluntariar e vivenciar esse processo, de modo a perceber o quanto estamos contribuindo para eleições sempre limpas, apartidárias e justas — declarou.
Este ano, Helton servirá novamente como mesário nas eleições. Ele concluiu, em 24 de setembro, o curso curso Mesários – Brasil 2026, oferecido pelo TSE.
Veja os números aproximados de mesários convocados por estado, no DF e no exterior para o 1º turno das eleições 2026, divulgados ou estimados pelos TREs |
|
| Acre | 8.450 |
| Alagoas | 27.800 |
| Amapá | 7.300 |
| Amazonas | 29.600 |
| Bahia | 140.550 |
| Ceará | 94.350 |
| Distrito Federal | 27.750 |
| Espírito Santo | 37.560 |
| Goiás | 62.100 |
| Maranhão | 71.760 |
| Mato Grosso | 32.710 |
| Mato Grosso do Sul | 28.200 |
| Minas Gerais | 206.250 |
| Pará | 79.120 |
| Paraíba | 41.780 |
| Paraná | 108.360 |
| Pernambuco | 84.500 |
| Piauí | 40.000 |
| Rio de Janeiro | 146.750 |
| Rio Grande do Norte | 32.420 |
| Rio Grande do Sul | 109.660 |
| Rondônia | 18.350 |
| Roraima | 6.040 |
| Santa Catarina | 68.570 |
| São Paulo | 414.190 |
| Sergipe | 23.390 |
| Tocantins | 17.360 |
| Exterior | 4.490 |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado




