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Cresce o consumo de café solúvel no Brasil, impulsionado por custo-benefício e praticidade

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Consumo nacional em alta

O consumo de café solúvel segue em ascensão no Brasil. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), a população brasileira consumiu 5.558 toneladas do produto entre janeiro e março de 2025 — o equivalente a 240.851 sacas de 60 kg — representando um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os tipos de café solúvel, o freeze dried (liofilizado) apresentou avanço expressivo de 44,9%, totalizando 1.013 toneladas. Já o spray dried (em pó) cresceu 0,2%, atingindo 4.545 toneladas. No entanto, o consumo de café solúvel importado recuou 18%, somando apenas 167 mil quilos — já incluídos nos volumes totais de spray e freeze dried.

Alternativa econômica diante da alta nos preços

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, o café solúvel tem se consolidado como uma alternativa mais acessível frente à elevação dos preços do café no mercado global, consequência de fatores como extremos climáticos e gargalos logísticos que afetam a oferta.

Um estudo conduzido pela própria entidade revela que, levando-se em conta o volume de 1 kg de café torrado ou moído versus 1 kg de café solúvel, considerando a quantidade necessária para preparar 50 ml da bebida e os preços médios praticados nos supermercados, o custo por dose do solúvel é entre 33% e 40% mais barato. Em valores, a economia por xícara pode variar entre R$ 0,18 e R$ 0,29, em comparação aos R$ 0,30 a R$ 0,43 do café tradicional. Vale lembrar que os preços são referências médias e podem variar conforme a marca e o ponto de venda.

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“Além do custo inferior por xícara, o café solúvel dispensa o uso de filtros e utensílios específicos, o que amplia sua vantagem em tempos de pressão inflacionária sobre o orçamento doméstico”, afirma Lima.

Qualidade preservada com praticidade

Lima ressalta ainda que o café solúvel não compromete a qualidade da bebida consumida. “O brasileiro pode continuar a apreciar seu café diário sem abrir mão do sabor nem do orçamento, evitando ainda a compra de produtos industrializados que tentam imitar o café”, comenta.

Para garantir uma boa experiência, o diretor orienta os consumidores a se atentarem à procedência dos grãos, ao processo de fabricação e à validade do produto. Escolher marcas reconhecidas e com selos de qualidade é fundamental para preservar o sabor e o aroma característicos da bebida.

Exportações em crescimento

O desempenho do café solúvel no mercado externo também é positivo. Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou 977.659 sacas de café solúvel para 72 países, um aumento de 7,9% em relação ao mesmo intervalo de 2024.

Segundo Aguinaldo Lima, esse resultado ainda não reflete os impactos da nova taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passará a vigorar nos próximos 90 dias, com uma tarifa de 10% sobre o café brasileiro. Apesar da medida, o percentual é inferior ao imposto aplicado a concorrentes como o Vietnã (46%), o que pode abrir novas oportunidades para a indústria nacional.

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Em contraste, as exportações dos demais tipos de café brasileiros (arábica, canéfora — conilon e robusta — e cafés torrados ou moídos) caíram 12,8%, totalizando 9,729 milhões de sacas, ante 11,164 milhões registradas no primeiro trimestre de 2024, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

No mesmo período, as exportações de café solúvel geraram uma receita cambial de US$ 282,4 milhões, o que representa um expressivo crescimento de 56,6% frente aos US$ 180,4 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Principais destinos

Os Estados Unidos se mantiveram como o principal comprador do café solúvel brasileiro no primeiro trimestre de 2025, com aquisição de 153.320 sacas. Completam a lista dos cinco principais importadores:

  • Argentina: 77.081 sacas
  • Rússia: 64.822 sacas
  • México: 51.767 sacas
  • Chile: 50.620 sacas
Portal “Descubra Café Solúvel”

Com o objetivo de aproximar ainda mais os consumidores desse tipo de produto, a Abics lançou o site “Descubra Café Solúvel”. A plataforma traz informações completas sobre o universo do café solúvel, voltadas a consumidores, baristas, especialistas e entusiastas.

O portal explora desde os perfis sensoriais, categorias de qualidade e processos de fabricação, até formas de preparo e aplicações do produto, promovendo a democratização do acesso à informação e desmistificando o consumo do café solúvel.

🔗 Portal “Descubra Café Solúvel”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avança para a etapa final e já atinge mais de 98% da área cultivada, segundo o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Restam apenas cerca de 2% das lavouras em fase de maturação, com previsão de conclusão nos próximos dias.

O desempenho da safra tem sido considerado positivo em diversas regiões produtoras, com produtividade acima do esperado em parte do estado e boa qualidade dos grãos colhidos, mesmo diante de desafios financeiros enfrentados por produtores ao longo do ciclo.

Condições climáticas favorecem avanço da colheita e manutenção da produtividade

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas ao longo da safra foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de arroz irrigado, contribuindo para bons resultados produtivos.

Apesar de interrupções pontuais causadas por chuvas registradas em maio, o ritmo de colheita se manteve acelerado na maior parte das regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica e o manejo adequado das áreas irrigadas foram fatores determinantes para o desempenho positivo da cultura.

Mesmo com a redução no uso de insumos em função de limitações financeiras, as lavouras apresentaram produtividade próxima ou superior às projeções iniciais, além de bom rendimento industrial dos grãos.

Produtividade média supera projeções em diversas regiões do estado

A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul nesta safra é de 891.908 hectares, segundo o IRGA. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg por hectare.

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Na regional de Bagé, o avanço da colheita foi favorecido pelo clima, apesar de registros de ventos fortes que causaram acamamento em parte das lavouras. A produtividade média da região ficou próxima de 9.000 kg/ha, acima da estimativa inicial de 8.400 kg/ha.

Em Caçapava do Sul, o rendimento atingiu 8.500 kg/ha, superando a projeção inicial de 7.620 kg/ha. Segundo técnicos regionais, o desempenho foi favorecido pelas condições climáticas e pela rotação de culturas com soja em áreas de várzea.

Região Sul lidera desempenho com produtividade acima de 9,6 toneladas por hectare

Na regional de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada, restando apenas pequenas áreas em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares.

A produtividade média regional chegou a 9.647 kg/ha, um dos melhores resultados da safra. Além da colheita, produtores avançam no preparo antecipado das áreas, com sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura.

A estratégia tem como objetivo antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela ideal e reduzir riscos associados a possíveis impactos climáticos, como a influência do fenômeno El Niño.

Manejo pós-colheita ganha força para próxima safra de arroz

Em diversas regiões do estado, os produtores já intensificam o manejo pós-colheita, com foco na organização das áreas para o próximo ciclo produtivo.

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Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na 4ª Colônia, agricultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras, além da incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Em Soledade, a colheita também alcançou 98% da área, com lavouras apresentando bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos, além de bom rendimento industrial.

Já na regional de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes dificultaram a implantação de pastagens e operações de nivelamento em áreas de integração lavoura-pecuária, impactando o planejamento de manejo para o próximo ciclo.

Safra de arroz confirma eficiência produtiva no Rio Grande do Sul

Com a colheita praticamente finalizada e produtividades acima do esperado em diversas regiões, a safra de arroz no Rio Grande do Sul reforça o papel do estado como principal polo produtor da cultura no Brasil.

Os resultados positivos são atribuídos à combinação de manejo técnico, condições climáticas favoráveis em boa parte do ciclo e uso eficiente dos sistemas de irrigação, consolidando um cenário de boa produtividade e qualidade dos grãos nesta temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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