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Crescimento da Produção de Peixes em Minas Gerais Impulsiona a Aquishow Brasil 2025

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Minas Gerais destaca-se como um dos estados com maior crescimento na produção de peixes de cultivo nos últimos cinco anos. Em 2020, a produção do estado foi de 44.300 toneladas, número que saltou para 72.800 toneladas em 2023, representando um aumento de 64,3%, conforme aponta o Anuário da Piscicultura 2025. A tilápia, principal responsável por esse crescimento, registrou um avanço de 18,2% no último ano, conforme observa Marilsa Patrício, diretora executiva da Peixe SP e organizadora da Aquishow Brasil 2025.

A Aquishow Brasil, o maior evento do setor aquícola nacional, será realizado pela primeira vez em Minas Gerais, de 27 a 29 de maio de 2025, no Master Casteli, em Uberlândia. De acordo com Marilsa, a escolha do estado como sede reflete o potencial hídrico e o compromisso dos produtores mineiros com o desenvolvimento contínuo da aquicultura, especialmente no cultivo de tilápia.

Promovida pela Peixe SP e pela Peixe MG (Associação dos Aquicultores e Empresas Especializadas de Minas Gerais), a Aquishow Brasil 2025 tem a expectativa de atrair 6.000 visitantes, tanto do Brasil quanto do exterior. Em 2024, o evento recebeu participantes de 17 países, especialmente da América Latina, e movimentou R$ 100 milhões, com uma meta de crescimento de 15% para a edição de 2025.

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Com o slogan “Inovando e Crescendo com a Aquicultura”, a Aquishow Brasil reunirá todos os segmentos da cadeia produtiva, apresentando as mais recentes tecnologias em genética, insumos, equipamentos e serviços, além de promover discussões sobre os temas mais relevantes para a atividade. O evento buscará gerar negócios, troca de informações e aprimoramento das práticas produtivas.

Entre os destaques do evento estão os torneios (Tarrafeador de Ouro), os jogos de conhecimento (AquaQuiz) e premiações especiais, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura, que homenagearão contribuições significativas ao crescimento do setor.

Além da piscicultura, a Aquishow Brasil contará com representações de outras cadeias da aquicultura, como aquarismo/ornamentais, ranicultura, algicultura, malacocultura, jacaricultura e aquaponia, por meio de associações e cooperativas.

Mais informações podem ser obtidas no site www.aquishowbrasil.com.br ou pelos telefones (17) 98137-8657 ou (17) 99616-6638.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Assistência técnica recupera pastagens e fortalece pequena pecuária

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O acompanhamento técnico gratuito está ajudando 82 pequenos pecuaristas do sudoeste de Mato Grosso a melhorar o manejo do rebanho e aproveitar melhor as áreas já abertas. As propriedades atendidas somam cerca de 31 mil hectares de pastagens, dos quais 5 mil já receberam práticas de intensificação produtiva.

O trabalho está presente em 12 municípios e parte de um diagnóstico de cada propriedade. Técnicos avaliam o solo, o estado das pastagens, a disponibilidade de água, a alimentação do rebanho, o desempenho reprodutivo e a estrutura disponível. Com essas informações, produtor e equipe definem as mudanças prioritárias e os investimentos que cabem no orçamento.

A proposta é produzir mais na mesma área, evitando que o pecuarista precise ampliar a fazenda para aumentar a renda. O caminho pode envolver correção e adubação do solo, divisão de pastos, ajuste da lotação, melhoria da genética, organização da estação de monta e reserva de alimento para a seca.

Essa orientação ganha importância nas pequenas propriedades, onde um investimento feito no momento errado pode comprometer o caixa por vários meses. Em vez de recomendar um pacote igual para todos, o acompanhamento considera o tamanho do rebanho, a capacidade financeira da família e as condições de cada área.

O manejo das pastagens ocupa posição central. Quando o pasto perde capacidade de alimentar os animais, o gado demora mais para ganhar peso, a taxa de lotação diminui e o custo por cabeça aumenta. A recuperação gradual dessas áreas pode elevar a oferta de forragem e reduzir a necessidade de suplementação, sobretudo durante a estiagem.

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A assistência também ajuda o produtor a planejar o uso da água e a alimentação do rebanho ao longo do ano. A definição antecipada de áreas para pastejo, produção de silagem ou formação de reserva reduz o risco de decisões emergenciais na seca, quando os alimentos normalmente ficam mais caros.

Além dos 5 mil hectares com manejo intensificado, as propriedades participantes mantêm mais de 22 mil hectares de vegetação nativa conservada. Os números foram divulgados pelo Programa Produção Sustentável de Bezerros, iniciado em 2019 e atualmente desenvolvido em Mato Grosso e no Pará.

A conservação não aparece separada da atividade econômica. A regularização ambiental, o controle da origem dos animais e a rastreabilidade podem ampliar o acesso dos pecuaristas a crédito e a compradores que exigem comprovação sobre a procedência do gado.

O programa também orienta os produtores na organização de documentos, no planejamento financeiro e na avaliação das linhas de financiamento. O objetivo é evitar que a propriedade aumente a produção sem calcular o custo das mudanças ou assumir dívidas incompatíveis com sua capacidade de pagamento.

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Outra frente é a identificação dos animais desde a fase de cria. A rastreabilidade permite acompanhar o percurso do bezerro e comprovar que ele foi produzido em área regular. Esse controle tornou-se mais relevante com o aumento das exigências ambientais e sanitárias nos mercados compradores de carne bovina.

A iniciativa é conduzida pela Fundação IDH em parceria com a Mars, com atendimento de campo realizado pelo Instituto BioSistêmico (IBS). A orientação produtiva e gerencial é oferecida gratuitamente aos participantes. O programa já alcançou mais de mil pequenos pecuaristas desde sua criação.

Os dados divulgados até agora mostram a extensão atendida e as áreas submetidas a novas práticas, mas não apresentam uma média consolidada do aumento da produtividade ou da renda dos 82 participantes. Esses resultados dependerão do estágio de cada propriedade e do tempo necessário para que as mudanças no solo, nas pastagens e no rebanho apareçam nas contas.

A experiência, no entanto, mostra uma alternativa para melhorar a pecuária de cria sem avançar sobre novas áreas. Ao combinar conhecimento técnico, planejamento e conservação, o pequeno produtor passa a decidir com mais segurança onde investir e como extrair maior retorno da estrutura que já possui.

*Imagem: reprodução/broto.com.br

Fonte: Pensar Agro

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