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Cristiane Santos Oiticica é a vencedora na categoria Pesca Artesanal Marinha

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As 11 vencedoras da 3ª edição do Prêmio Mulheres das Águas já foram divulgadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A partir de hoje, você vai conhecer cada uma delas que se destacaram com suas histórias de trabalho e dedicação aos setores pesqueiro e aquícola.  

A primeira vencedora é a Cristiane Santos Oiticica, uma mulher de múltiplas formações e profunda dedicação à pesca artesanal e ao desenvolvimento social. Nascida em Valença (BA), em uma terceira geração de pescadores, construiu sua trajetória marcada pela resistência, pelo trabalho e pelo compromisso comunitário. Desde cedo, aprendeu o valor do mar e da solidariedade, conciliando os estudos com o trabalho na pesca, mesmo enfrentando grandes dificuldades.  

Cristiane começou a pescar em mar aberto e nos estuários, utilizando canoas a remo e redes com sua família. O pescado servia tanto para alimentação quanto para sustento. Passou por uma infância difícil, mas sua família conseguiu se reerguer com muito trabalho, persistência e solidariedade.  

Depois de trabalhar um tempo para outros pescadores, ela adquiriu sua própria canoa e começou a beneficiar o pescado, realizando o processo de evisceração, salga e secagem em tendais de palha de dendê. Vendia os peixes nas ruas, mercados e peixarias, transportando-os em carro de mão. Mesmo diante de adversidades, seguiu determinada a transformar sua realidade e ajudar os que a cercavam.  

Busca por conhecimento   

Aos 21 anos, já mãe e com apoio do marido, Cristiane concluiu o magistério e começou a carreira como professora, o que lhe permitiu comprar uma nova canoa. Porém, devido a alguns problemas, vendeu a embarcação e passou a atuar na revenda e beneficiamento de pescado. Lecionou na zona rural de Valença e trabalhou por mais de três anos em uma unidade de maricultura, atuando na evisceração, seleção, congelamento e embalagem de camarões e lagostas.  

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Incentivada pela filha, Cristiane tornou-se técnica em enfermagem, conciliando o curso noturno com a pesca e o trabalho na associação. Atuou por dois anos como estagiária voluntária no hospital municipal e, depois, concluiu o curso técnico em aquicultura pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA – campus Valença). Para ampliar sua atuação social, iniciou a graduação em Serviço Social, reforçando seu compromisso com a melhoria da vida das comunidades pesqueiras.  

Liderança em Valença  

Com espírito de liderança e visão comunitária, Cristiane e seu marido assumiram uma associação de pescadores que estava desativada. Com investimento próprio, legalizaram a entidade, que na época contava com 165 associados e hoje reúne cerca de mil pescadores ativos e 150 aposentados. Sob sua gestão, a Associação A32 do Baixo Sul tornou-se referência em Valença e municípios vizinhos, fortalecendo a pesca artesanal e promovendo a união da categoria.  

Em 2009, por meio do MPA, conseguiu implantar uma fábrica de gelo no bairro onde mora, beneficiando diretamente a comunidade pesqueira local. Também foi responsável pela conquista da sede própria da Associação A32 (Associação Beneficente de Pescadores do Baixo Sul da Bahia), obtida por meio de uma condicionante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) relacionada à exploração de petróleo e gás na região.  

Em 2019, candidatou-se ao cargo de vereadora, demonstrando seu desejo de representar os pescadores e pescadoras de sua região. Embora não tenha sido eleita, sua trajetória inspiradora e seu engajamento a levaram, em 2025, a ser convidada para assumir o cargo de Secretária Municipal de Pesca e Aquicultura. Nessa função, vem se destacando pela luta em defesa da pesca artesanal e pelo incentivo ao desenvolvimento sustentável da aquicultura.  

Mesmo exercendo um cargo público, Cristiane mantém sua ligação com o mar, continuando a pescar, beneficiar e comercializar o pescado com orgulho. Segundo ela, a pesca faz parte de sua identidade e impulsiona sua luta. “Minha trajetória simboliza coragem, superação e compromisso coletivo, refletindo a força das mulheres pescadoras do Baixo Sul da Bahia”, afirmou.  

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Cristiane liderou a criação de cursos profissionalizantes em parceria com o IFBA, voltados para mulheres na área de beneficiamento de pescado, atendendo mais de 50 famílias. Além disso, articulou junto ao Governo do Estado a criação de um curso de construção de embarcações em fibra de vidro, direcionado a pescadores artesanais.  

Em 2025 como Secretária Municipal de Pesca e Aquicultura, promoveu a Feira Santa do Pescado em Valença (BA), evento voltado à valorização, comercialização e incentivo à economia local do setor pesqueiro. Em 2025, teve papel fundamental na luta pela inclusão dos pescadores de Valença e região na Reserva Extrativista (Resex) de Itacaré (BA), além de interceder junto ao Governo do Estado para garantir a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para pescadores e pescadoras artesanais.  

Essas ações reforçam o compromisso de Cristiane com o desenvolvimento da pesca artesanal, a valorização das comunidades tradicionais e a construção de políticas públicas mais justas e inclusivas para o setor. Por tudo isso e com mérito, ela chega em 2026 sendo uma das ganhadoras do Prêmio Mulheres das Águas.

Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Crédito agro mais pressionado deve ampliar debate sobre risco e financiamento no agronegócio em 2026

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O aumento da demanda por financiamento no campo e a maior complexidade na concessão de recursos devem intensificar o debate sobre crédito rural e gestão de risco no agronegócio brasileiro em 2026. O tema será destaque no CONACREDI Road Show 2026, versão itinerante do principal congresso de crédito agro da América Latina.

O evento vai percorrer importantes polos produtivos do país, levando conteúdo técnico e networking para profissionais do setor financeiro em um momento de maior pressão sobre a estrutura de financiamento rural.

Segundo dados do governo federal, o crédito rural contratado na safra 2025/2026 já soma R$ 316,57 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Edição 2026 foca em revisão da política de crédito

Com o tema “Política de Crédito em Revisão”, a edição de 2026 pretende discutir os desafios enfrentados por instituições financeiras e empresas do agronegócio diante de um cenário mais volátil, marcado por juros elevados e maior exposição ao risco.

A programação inclui três etapas presenciais em cidades estratégicas do agronegócio brasileiro:

  • Cuiabá (10/06)
  • Goiânia (17/06)
  • Londrina (20/08)

Os encontros irão abordar temas como política de crédito, análise de risco, inteligência artificial aplicada ao financiamento rural, garantias e cenário econômico.

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Crédito rural cresce, mas exige maior sofisticação na análise de risco

Desde 2023, o CONACREDI promove os Road Shows com o objetivo de descentralizar o debate sobre financiamento do agronegócio e aproximar especialistas das principais regiões produtoras do país.

Nas edições anteriores, o evento já reuniu mais de 2.304 profissionais, contou com 111 especialistas e promoveu 45 horas de conteúdo técnico, além de 14 horas de networking entre executivos do setor.

O público é formado por diretores, gerentes e analistas de crédito, além de CFOs, controllers, profissionais de risco e compliance, e lideranças de cooperativas, indústrias, revendas e instituições financeiras ligadas ao agro.

Setor precisa avançar na gestão financeira e mitigação de riscos

Para a CEO do CONACREDI, Mayra Delfino, o aumento do volume de crédito no campo exige maior rigor na concessão e análise das operações financeiras.

Segundo ela, o cenário atual é marcado por maior endividamento no campo, juros elevados e volatilidade de mercado, o que exige políticas de crédito mais criteriosas e ferramentas de avaliação de risco mais avançadas.

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A executiva destaca ainda a necessidade de maior profissionalização da gestão financeira no agronegócio, com adoção de práticas estruturadas que aumentem a eficiência na tomada de decisão.

Conexão entre executivos e inovação fortalece o ecossistema de crédito

Além do conteúdo técnico, o Road Show também tem como objetivo fortalecer conexões entre profissionais e instituições que atuam na estrutura de financiamento do agronegócio.

As edições anteriores contribuíram para a formação de parcerias estratégicas e estimularam a adoção de novas tecnologias voltadas à análise de crédito, gestão de risco e eficiência operacional no setor.

Debate sobre crédito será decisivo para o futuro do financiamento rural

A expectativa para 2026 é que os debates do CONACREDI Road Show contribuam para qualificar a tomada de decisão financeira no agronegócio e ampliar o uso de soluções mais sofisticadas de mitigação de risco.

Em um cenário de maior pressão sobre a sustentabilidade financeira da produção rural, o fortalecimento das políticas de crédito tende a ser um dos principais fatores para garantir estabilidade e competitividade ao setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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