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Setor de defesa impulsiona bolsas europeias; alívio nas tarifas com EUA sustenta otimismo
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O índice europeu STOXX 600 ampliou seus ganhos nesta terça-feira (data não informada), com alta de 0,6%, alcançando 553,83 pontos. O movimento foi impulsionado por ações do setor de defesa e pela trégua nas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos da União Europeia.
Ações de defesa lideram ganhos após ameaças de sanções à Rússia
O setor de defesa na Europa apresentou valorização de 1,4% no dia, refletindo declarações do então presidente norte-americano, Donald Trump. Ele afirmou que recomendaria novas sanções contra a Rússia em meio à escalada das tensões com a Ucrânia.
Segundo a analista sênior de mercado da Capital.com, Daniela Hathorn, “as ações de defesa se tornaram as novas ações de valor, no sentido de que é um lugar onde os investidores agora se sentem confortáveis para se refugiar”.
Trégua nas tarifas entre EUA e UE sustenta otimismo
O clima positivo nos mercados também se deve à decisão de Trump de adiar a imposição de tarifas sobre a União Europeia. O prazo, que inicialmente venceria em 1º de junho, foi estendido para 9 de julho, abrindo espaço para negociações entre Washington e o bloco europeu.
A mudança trouxe alívio após uma semana de forte pressão nos mercados. “O desempenho que vimos nos últimos três dias sugere que os mercados não acreditam mais que Trump esteja falando sério sobre as tarifas”, comentou Hathorn.
Incertezas persistem com política comercial dos EUA
Apesar da trégua, o cenário ainda inspira cautela. A instabilidade nas decisões comerciais dos EUA, combinada aos desafios fiscais enfrentados pelo país, tem levado investidores a buscar refúgios fora dos ativos norte-americanos. A confiança na economia dos EUA segue abalada, o que também pressiona o dólar.
Desempenho das principais bolsas da Europa
Além do STOXX 600, outras bolsas europeias também fecharam em alta:
- Londres (FTSE 100): +1,05%, aos 8.809 pontos
- Frankfurt (DAX): +0,81%, aos 24.221 pontos
- Paris (CAC-A1540): +0,34%, aos 7.854 pontos
- Milão (FTSE/MIB): +0,55%, aos 40.207 pontos
- Madri (IBEX-35): +0,13%, aos 1.240 pontos
A exceção foi Lisboa, onde o índice PSI20 recuou 0,45%, fechando em 7.339 pontos.
A movimentação nos mercados europeus reflete um cenário ainda volátil, mas com sinais de recuperação pontual diante das tensões geopolíticas e das incertezas na política comercial norte-americana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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