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Cuidados com a saúde uterina no pós-parto são fundamentais para a fertilidade das vacas leiteiras
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O período pós-parto é crítico para a saúde das vacas leiteiras e para a eficiência das fazendas. Logo após o nascimento do bezerro, o organismo da vaca passa por intensas mudanças hormonais e fisiológicas. O útero precisa se recuperar, o metabolismo busca equilíbrio e o sistema imunológico está naturalmente enfraquecido, criando um ambiente propício para doenças silenciosas, mas com grande impacto produtivo e reprodutivo.
Estima-se que entre 40% e 60% das vacas em lactação enfrentem algum tipo de distúrbio uterino nas primeiras semanas após o parto. Muitas dessas condições são subclínicas, o que dificulta o diagnóstico precoce e compromete tanto a fertilidade quanto a produção de leite. Entre as principais complicações estão metrite, endometrite e, em casos mais graves, a piometra, todas capazes de reduzir o bem-estar do animal e a rentabilidade da propriedade.
Metrite: a doença mais comum no pós-parto
A metrite é a complicação uterina mais frequente no pós-parto, atingindo de 20% a 40% das vacas. Os sinais incluem febre, secreção uterina e apatia, impactando diretamente a produtividade. Em vacas multíparas, a doença pode gerar perdas de até 259 kg de leite ao longo de uma lactação de 305 dias, com redução média de 3,7 kg no primeiro teste DHIA.
O problema é intensificado pela queda da imunidade e pelo alto gasto energético do período, favorecendo condições como cetose, hipocalcemia e déficit nutricional, que comprometem o consumo alimentar, o escore corporal, a fertilidade e a saúde geral das vacas.
“O período de transição desafia o sistema imunológico da vaca, e o risco de infecções uterinas cresce consideravelmente. O impacto vai além da saúde individual: compromete a fertilidade, prolonga o intervalo entre partos e pode reduzir a produção de leite”, explica Daniel Cesar Miranda, Gerente de Produto da Zoetis.
Endometrite e piometra: doenças silenciosas e perigosas
A endometrite pode ser clínica ou subclínica, prejudicando diretamente a taxa de concepção. A forma clínica se caracteriza por secreção purulenta visível, enquanto a subclínica é mais difícil de detectar, mas igualmente compromete a fertilidade.
Já a piometra, embora menos frequente, exige atenção imediata, pois o acúmulo de pus no útero interfere no ciclo reprodutivo da vaca.
Estratégias de manejo e soluções farmacológicas
Para enfrentar esses desafios, a Zoetis oferece soluções reconhecidas na medicina veterinária, combinando eficácia clínica e praticidade de campo. Entre os produtos estão:
- Excede®: antibiótico de aplicação única com ação prolongada para tratamento de metrite;
- Lutalyse®: auxilia no combate a infecções uterinas;
- Flucortan®: anti-inflamatório potente que contribui para a recuperação clínica das vacas.
Além do uso de medicamentos, o manejo preventivo é essencial e deve se basear em três pilares: ambiente limpo, nutrição balanceada e monitoramento contínuo da saúde uterina e dos cascos, reduzindo a incidência de doenças e mantendo os animais em alto desempenho.
“O pós-parto é uma oportunidade estratégica para intervir de forma assertiva na saúde das vacas leiteiras. Com diagnóstico precoce, manejo adequado e soluções corretas, é possível preservar o bem-estar do animal e a produtividade da fazenda”, reforça Daniel Miranda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Restrições no fornecimento de diesel ameaçam plantio da safra de verão
Relatos de restrições e atrasos na entrega de óleo diesel voltaram a preocupar produtores rurais do Rio Grande do Sul no início do plantio da safra de verão. A irregularidade no abastecimento pode paralisar máquinas, comprometer a janela de semeadura e elevar em até R$ 1,47 bilhão os custos das principais lavouras gaúchas, caso o combustível volte a alcançar R$ 9 por litro.
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) encaminhou nesta segunda-feira (14) um ofício à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) solicitando fiscalização das distribuidoras e medidas para garantir o fornecimento durante os períodos de maior demanda no campo.
O alerta ocorre no momento em que as propriedades iniciam o preparo do solo e a implantação das culturas de verão. Como o trabalho depende de tratores, semeadoras, pulverizadores e caminhões, a falta de combustível pode atrasar o plantio e obrigar o produtor a semear fora do período recomendado.
O risco não se limita à redução da área cultivada. O atraso pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras, expor as plantas a condições climáticas menos favoráveis e diminuir a produtividade. Também pode encurtar o período disponível para culturas de segunda safra.
O problema já foi registrado no primeiro semestre. Entre março e abril, durante a colheita de arroz e soja, dificuldades no fornecimento atingiram aproximadamente 170 municípios gaúchos. Houve interrupções de operações agrícolas, atrasos no transporte e relatos de diesel comercializado por até R$ 9 o litro.
O preço do combustível representa uma parcela relevante das despesas com preparo do solo, plantio, pulverização, colheita e transporte. Cálculos da Farsul indicam que uma alta de 21,1% no diesel S10, com o litro passando de R$ 5,97 para R$ 7,23, acrescentaria R$ 612,2 milhões aos custos diretos das operações mecanizadas das principais culturas do Estado.
Em uma situação mais grave, com o diesel novamente a R$ 9, o custo adicional poderia chegar a R$ 1,47 bilhão. Parte dessa conta seria absorvida pelas propriedades, pressionando margens já reduzidas, enquanto outra parcela poderia alcançar transportadoras, cooperativas, agroindústrias e consumidores.
O abastecimento brasileiro está mais exposto às oscilações externas porque mais de 25% do diesel consumido no país é importado. A diferença entre os preços praticados internamente e o custo de importação reduz o interesse das empresas em trazer o produto do exterior, justamente quando a demanda aumenta.
Boletim da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), citado pela entidade gaúcha, apontou que o preço nacional permaneceu abaixo da paridade de importação durante agosto, com defasagem que teria alcançado R$ 2,56 por litro. Essa diferença pode limitar a entrada de combustível importado e aumentar a dependência da produção nacional.
Para tentar preservar a oferta e conter os preços, o governo federal autorizou uma nova subvenção ao diesel rodoviário. No primeiro período, o benefício foi fixado em R$ 1 por litro para produtores e importadores que aderirem ao mecanismo.
O valor deverá ser descontado do preço de venda e registrado na nota fiscal. A ANP será responsável por habilitar as empresas participantes, acompanhar os preços e efetuar o pagamento da subvenção. O benefício é temporário e poderá ser alterado, suspenso ou prorrogado conforme as condições do mercado.
A medida, entretanto, ainda precisa resultar em combustível efetivamente disponível no interior. A redução do preço na origem não garante, isoladamente, que os volumes chegarão aos produtores dentro dos prazos exigidos pelo calendário agrícola.
A Farsul pede que a ANP fiscalize o atendimento das distribuidoras aos Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), aos postos independentes e aos municípios do interior. A entidade também solicita informações regionalizadas sobre estoques, pedidos, volumes entregues, recusas de fornecimento e prazos de atendimento.
O ofício cobra ainda a investigação de eventuais retenções de combustível, limitações artificiais da oferta ou tratamento desigual entre compradores. Outra reivindicação é a criação de um plano de contingência para impedir que a crise registrada durante a colheita se repita no plantio.
Com a janela de semeadura em andamento, a resposta precisa ocorrer antes que as restrições se transformem em máquinas paradas. Para o produtor, combustível disponível depois do período adequado não recupera os dias perdidos nem elimina os possíveis danos à produtividade da safra.
Fonte: Pensar Agro



