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Custos de Agroquímicos Disparam e Acendem Alerta no Mercado Agrícola
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O mercado internacional de agroquímicos enfrenta forte pressão nos custos de produção, refletindo diretamente nos preços e na oferta de insumos. Segundo o engenheiro agrônomo Rafael Gomes, a análise baseada em dados de parceiros do setor e preços FOB China aponta que o cenário chinês tem papel central na formação de preços globais.
Fatores que impulsionam a alta
O aumento dos custos é resultado de múltiplos fatores:
- Tensões geopolíticas;
- Elevação nos preços de energia;
- Desequilíbrios na cadeia global de suprimentos;
- Mudanças regulatórias em diferentes países, que elevam os gastos de produção e pressionam a sustentabilidade do fornecimento.
Matérias-primas registram valorização expressiva
Diversas matérias-primas já apresentam aumento significativo, incluindo fenol, bromo, enxofre, metanol, isopropanol, dietanolamina, além de solventes e adjuvantes usados nas formulações. Esse encarecimento impacta diretamente os produtos finais e intermediários da indústria agroquímica.
Glifosato técnico acumula alta de 25% em 2026
O glifosato técnico registrou aumento próximo de 25% desde janeiro. A elevação não está concentrada em um único insumo, mas reflete o aumento de custos ao longo de toda a cadeia produtiva, envolvendo metanol, álcalis líquidos, glicina, formaldeído, paraformaldeído e cloro líquido.
Outros ativos com alta significativa
Além do glifosato, outros agroquímicos apresentam variações expressivas:
- Thiamethoxam: até 30%;
- Chlorantraniliprole: até 70%;
- Lambda-cialotrina: 23%;
- Bifentrina: 20%.
Medida da China eleva preços FOB
Em janeiro, a China anunciou o cancelamento do reembolso de impostos sobre exportação para diversos produtos, medida que entrou em vigor em abril de 2026. Entre os afetados estão glufosinato, acefato, malathion, profenofos e ethephon, elevando os preços FOB em cerca de 9% imediatamente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de frango indica novos reajustes no curto prazo com oferta ajustada e cenário externo no radar
Mercado de frango aponta possibilidade de novos reajustes no curto prazo
O mercado brasileiro de frango apresentou preços estáveis no atacado e comportamento misto no frango vivo ao longo da semana. Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente de negócios indica possibilidade de novos reajustes no curto prazo.
Apesar disso, o setor ainda opera com cautela, diante de incertezas no cenário externo e da necessidade de ajuste na oferta.
Redução no alojamento de pintainhos é estratégia para equilíbrio da oferta
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a redução no alojamento de pintainhos de corte segue como medida fundamental para o equilíbrio do mercado, especialmente em um momento de instabilidade.
O setor enfrenta riscos em duas frentes principais:
- Conflitos no Oriente Médio, que podem impactar custos logísticos
- Casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Chile e na Argentina, além de registros em animais selvagens no Rio Grande do Sul
Esse cenário exige cautela dos produtores e reforça a importância do controle da oferta.
Atacado mantém preços firmes com expectativa de valorização
No mercado atacadista, os preços se mantiveram firmes ao longo da semana, com perspectiva de novos reajustes nos próximos dias.
Segundo o analista, o ambiente atual indica maior equilíbrio entre oferta e demanda, com expectativa de retração no alojamento nos meses seguintes, o que pode sustentar os preços.
Preços do frango no atacado seguem estáveis em São Paulo
Levantamento de Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações dos principais cortes de frango no atacado paulista.
- Cortes congelados
- Peito: R$ 8,60/kg (atacado) e R$ 8,90/kg (distribuição)
- Coxa: R$ 6,30/kg (atacado) e R$ 6,50/kg (distribuição)
- Asa: R$ 10,50/kg (atacado e distribuição)
- Cortes resfriados
- Peito: R$ 8,70/kg (atacado) e R$ 9,00/kg (distribuição)
- Coxa: R$ 6,40/kg (atacado e distribuição)
- Asa: R$ 10,40/kg (atacado) e R$ 10,60/kg (distribuição)
Frango vivo apresenta variações regionais nos preços
O mercado do frango vivo apresentou variações conforme a região:
- São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg (estável)
- Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg (estável)
- Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg (estável)
Houve altas em algumas regiões:
- Mato Grosso do Sul: de R$ 4,35 para R$ 4,40/kg
- Goiás: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
- Minas Gerais: de R$ 4,45 para R$ 4,50/kg
- Distrito Federal: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
Já em outras localidades, os preços permaneceram estáveis:
- Ceará: R$ 6,20/kg
- Pernambuco: R$ 5,50/kg
- Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango crescem em abril
As exportações brasileiras de carne de aves e miúdos comestíveis seguem em alta no mês de abril.
Até o momento (7 dias úteis), o país registrou:
- Receita de US$ 340,615 milhões
- Volume exportado de 183,691 mil toneladas
- Média diária de 26,241 mil toneladas
- Preço médio de US$ 1.854,30 por tonelada
Na comparação com abril de 2025, os dados indicam:
- Alta de 20,4% no valor médio diário
- Crescimento de 19,2% no volume médio diário
- Valorização de 1,1% no preço médio
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Cenário externo e sanitário segue no radar do setor
Além do equilíbrio entre oferta e demanda, fatores externos continuam influenciando o mercado. A Influenza Aviária exige monitoramento constante, enquanto o conflito no Oriente Médio eleva os custos operacionais, embora ainda sem impacto significativo nos volumes exportados.
Perspectiva para o mercado de frango é de ajustes e cautela
O mercado de frango caminha para um cenário de maior equilíbrio, com possibilidade de reajustes positivos no curto prazo, desde que a oferta siga controlada.
A combinação entre gestão de produção, demanda interna e cenário externo será determinante para o comportamento dos preços ao longo das próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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