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Custos de Produção de Frangos de Corte e Suínos Registram Alta em Abril de 2025

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Custo de Produção do Frango de Corte: Aumento Moderado

O custo de produção do quilo do frango de corte no Paraná subiu para R$ 4,88, marcando um acréscimo de 0,32% em comparação a março de 2025. Esse aumento representa uma alta acumulada de 1,90% no ano, enquanto os últimos 12 meses registraram uma elevação de 14,12%. O Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) atingiu 377,69 pontos no mês de abril.

Embora a ração, principal insumo de custo, tenha registrado uma leve queda de 0,93%, outros fatores contribuíram para o aumento geral. O transporte teve uma elevação significativa de 10,00%, seguido pelo aumento nos custos de capital (+4,56%) e a aquisição de pintinhos de um dia (+3,95%).

Custo de Produção do Suíno: Alta Moderada e Aumento no Acumulado Anual

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo alcançou R$ 6,44 em abril de 2025, com uma variação positiva de 0,32% em relação a março. No acumulado de 2025, o Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) já apresenta um aumento de 3,71%, e, nos últimos 12 meses, a alta é de 14,42%. O índice da Embrapa atingiu 368,25 pontos no período.

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A ração se manteve como o principal componente de custo na produção de suínos, com um aumento de 0,22% no mês e 13,38% no acumulado dos últimos 12 meses. A participação da ração no custo total de produção chegou a 72,21%, destacando-se como fator de pressão para o aumento nos custos.

Destaque para Santa Catarina e Paraná: Referência nos Custos de Produção

Santa Catarina e Paraná são os estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) devido à sua relevância na produção nacional de suínos e frangos de corte, respectivamente. A Embrapa também fornece estimativas para outros estados brasileiros, contribuindo para o monitoramento dos custos nas diversas regiões produtoras.

Importância do Monitoramento de Custos

O acompanhamento da evolução dos custos de produção é essencial para avicultores e suinocultores. A utilização dos índices de custo fornecidos pela Embrapa pode ser uma ferramenta estratégica na tomada de decisões, auxiliando os produtores na gestão financeira de suas granjas.

Revisão de Coeficientes Técnicos: Mudanças Importantes

Em janeiro de 2025, a Embrapa revisou os coeficientes técnicos utilizados no cálculo dos custos de produção de suínos nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. As mudanças incluíram a atualização na formulação das rações, a separação dos custos com transporte de ração dos custos com alimentação animal e ajustes nos custos com insumos veterinários.

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Ferramentas de Gestão: Aplicativo Custo Fácil e Planilha de Custos

A Embrapa também disponibiliza ferramentas para facilitar a gestão dos custos de produção. O Custo Fácil, um aplicativo gratuito para dispositivos Android, permite a geração de relatórios dinâmicos das granjas, com a possibilidade de separar as despesas relacionadas à mão de obra familiar. Além disso, a planilha eletrônica de custos para produtores de suínos e frangos de corte, também disponibilizada gratuitamente no site da CIAS, é uma ferramenta valiosa para o controle financeiro da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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