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Descompactação do Solo: Desafio para Agricultores Gaúchos Após Chuvas Torrenciais de 2024

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O solo, elemento fundamental para o sucesso de qualquer cultivo, representa o principal patrimônio de um produtor rural. Por isso, a manutenção de sua saúde e nutrição é essencial para garantir a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Um dos problemas que afeta diretamente o desenvolvimento das plantas, porém invisível a olho nu, é a compactação do solo. Esse fenômeno, causado por uma série de fatores, como o tráfego de máquinas pesadas, o pisoteio de animais, a monocultura e, especialmente, o excesso de umidade, tem gerado preocupações para os agricultores, especialmente no Rio Grande do Sul.

Após as fortes chuvas que atingiram o estado em 2024, muitas áreas agrícolas, especialmente nas regiões do planalto norte, centro e Vale do Taquari, ainda enfrentam as consequências das inundações. A compactação do solo nessas localidades atingiu níveis preocupantes, afetando tanto as camadas superficiais quanto as mais profundas do solo. Segundo o engenheiro agrônomo e técnico de mercado da MaxiSolo, Felipe Kumpfer, o problema foi identificado em diversas áreas por meio do uso de um equipamento chamado penetrômetro, que mede a resistência do solo. “Observamos que as áreas estão compactadas tanto na superfície (0-20 cm) quanto em camadas mais profundas. Embora já se soubesse sobre esse problema, a intensidade da compactação aumentou significativamente após as chuvas de 2024”, explica o especialista.

O Impacto das Chuvas no Processo de Compactação

A compactação do solo pode ser agravada por chuvas torrenciais, que causam impactos diretos no solo. Quando a gota de chuva atinge o solo, ela destrói os agregados e fragmenta as partículas de argila, tornando-as muito pequenas. Esse processo de dispersão obstrui os canais no solo, prejudicando a infiltração de água e aumentando a pressão na superfície. O resultado é a formação de uma camada compactada que dificulta a penetração da água e dos nutrientes nas camadas mais profundas do solo, acelerando a erosão e a perda de nutrientes.

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Com a redução da porosidade do solo, ocorre o aumento da densidade e a diminuição da quantidade de oxigênio disponível para as raízes das plantas. Esse fenômeno compromete o desenvolvimento do sistema radicular, que, sem o espaço adequado, não consegue se expandir corretamente. Para avaliar se uma área está compactada, é possível observar o sistema radicular das plantas. Caso as raízes não cresçam adequadamente, ou não se desenvolvam em direção à profundidade do solo, é um indicativo de compactação, seja ela física ou química.

Soluções para a Descompactação do Solo

Há alguns anos, a solução comum para a compactação do solo era o revolvimento do solo, uma técnica que, no entanto, perdeu espaço com a adoção do sistema de plantio direto. Atualmente, uma alternativa eficaz é a inserção de raízes de diferentes culturas no solo. “Cada cultura possui um sistema radicular com características próprias que podem ajudar a criar canais de infiltração de água e nutrientes. Esses canais auxiliam na descompactação do solo, permitindo a circulação de ar e nutrientes”, afirma Felipe Kumpfer.

No entanto, para que o sistema radicular se desenvolva corretamente, as plantas necessitam de cálcio. O carbonato de cálcio (calcário), tradicionalmente utilizado para corrigir a acidez do solo, tem mobilidade limitada, se deslocando apenas de 1 a 2 cm por ano, o que dificulta o fornecimento de cálcio às camadas mais profundas do solo.

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Por isso, a MaxiSolo desenvolveu soluções inovadoras à base de sulfato de cálcio, como o SulfaCal e o SulfaBor, produtos que apresentam maior solubilidade e são capazes de fornecer cálcio de forma mais eficiente, até nas camadas mais profundas do solo. Além disso, o sulfato de cálcio oferece nutrientes essenciais como enxofre e boro, que contribuem para o desenvolvimento das raízes e a melhoria da estrutura do solo.

Tecnologia para Recuperação das Áreas Afetadas

A aplicação de sulfato de cálcio granulado tem mostrado resultados promissores na recuperação do solo, promovendo melhorias químicas, físicas e biológicas essenciais para o bom desenvolvimento das lavouras. A quantidade a ser aplicada varia de acordo com as características do solo e deve ser determinada por meio de uma análise criteriosa realizada por laboratório especializado.

Com um diagnóstico preciso da profundidade e da intensidade da compactação, é possível realizar intervenções mais eficazes, otimizando os recursos e aumentando a produtividade das áreas. Felipe Kumpfer destaca que, com o uso contínuo dessas tecnologias e a rotação de culturas, será possível recuperar as áreas afetadas no Rio Grande do Sul, permitindo aos produtores alcançar uma maior rentabilidade a longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consulta pública para revisão das regras da pesca amadora ou esportiva até 18/11

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Até 18 de novembro de 2026 está disponível a Consulta Pública para revisão da Instrução Normativa MPA nº 5 de 13 de junho de 2012, que estabelece as normas, os critérios e os procedimentos administrativos para o monitoramento e a inscrição de pessoa física no Registro Geral da Atividade Pesqueira, para concessão da Licença de Pescador Amador ou Esportivo; e de pessoa jurídica para obtenção da Autorização de Competição de Pesca Amadora ou Esportiva.

A consulta visa colher contribuições e manifestações da sociedade civil. Acesse aqui para enviar as sugestões.

PESCA AMADORA OU ESPORTIVA 

Atividade de pesca praticada por brasileiro ou estrangeiro, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte, considerada uma atividade de natureza não comercial, no que se refere ao produto de sua captura, sendo vedada a comercialização do recurso pesqueiro por ela capturado.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO 

Pessoa física, brasileira ou estrangeira, licenciada ou dispensada da licença pela autoridade competente, que pratica a pesca, de forma embarcada ou desembarcada, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte e sem fins comerciais.

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PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO EMBARCADO 

É aquele que faz uso de embarcação de esporte e ou recreio para a pesca, podendo também atuar na forma desembarcada.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO DESEMBARCADO 

É aquele que não faz uso de embarcação para pesca, atuando exclusivamente sem apoio de embarcação.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO SUBAQUÁTICO 

É aquele que pratica a pesca por meio de técnicas de mergulho livre, sem aparelhos de respiração artificial, utilizando equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica.

COMPETIÇÃO DE PESCA AMADORA OU ESPORTIVA 

Torneio, gincana, festival, campeonato e demais eventos organizados segundo as normas gerais das práticas desportivas, devidamente autorizados pela autoridade competente.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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