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Seca derruba exportações do Rio Grande do Sul em junho, aponta Farsul
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Exportações gaúchas recuam em junho de 2025
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou nesta terça-feira (22) os dados das exportações do estado referentes a junho de 2025. O levantamento mostra uma retração de 10% no valor exportado, que somou US$ 1,1 bilhão, em comparação com o mesmo mês de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,2 bilhão. Também houve queda de 8% no volume exportado, que passou de 1,8 milhão para 1,6 milhão de toneladas.
Agronegócio segue liderando, mas também em queda
O setor agropecuário foi responsável por 69% do valor total exportado pelo Rio Grande do Sul em junho, o que representa US$ 1,1 bilhão. Em relação ao volume, o agronegócio respondeu por 87% das exportações do estado no período. No acumulado de 2025, o setor já movimentou US$ 6,2 bilhões — um recuo de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024.
Estiagem afeta resultados, especialmente na soja
A estiagem continua impactando negativamente os embarques gaúchos. A soja em grão foi a mais afetada, com queda de US$ 127 milhões em relação ao mesmo mês do ano passado. Também houve recuos nas exportações de carne de frango, produtos florestais e farelo de soja. De acordo com a Farsul, o período de pós-colheita da soja acentua os efeitos da falta de chuvas na produção.
Ásia segue como principal destino das exportações
Em junho, a Ásia (excluindo o Oriente Médio) permaneceu como o principal mercado das exportações agroindustriais gaúchas, com compras de US$ 597 milhões e 1 milhão de toneladas. A Europa ocupou o segundo lugar, com US$ 261 milhões em exportações — sendo US$ 228 milhões apenas para a União Europeia. A América do Norte aparece em terceiro, com US$ 87 milhões.
China lidera entre os países compradores
Entre os destinos individuais, a China continua como o maior parceiro comercial do Rio Grande do Sul, com US$ 374 milhões em compras, o equivalente a 32,5% do valor total exportado pelo estado. Em seguida, aparecem a Bélgica (7,6%), os Estados Unidos (6,3%), as Filipinas (4,3%) e o Vietnã (3,8%).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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APAS Show 2026 destaca inovação e eficiência no setor de FLV e aponta aumento de até 15% na rentabilidade do varejo
O segmento de frutas, flores, legumes, verduras e ovos (FFLVO) ganhou protagonismo estratégico durante a APAS Show 2026, com a realização do Fórum IFPA – FFLVO para Supermercados, promovido pela International Fresh Produce Association (IFPA). O encontro reuniu lideranças do varejo, produtores, fornecedores e especialistas para discutir eficiência operacional, inovação e aumento de rentabilidade na cadeia de alimentos frescos.
Com o tema “As Rotas do FFLVO de Resultado: Da Inteligência Operacional à Paixão que Gera Valor”, o fórum destacou o papel estratégico da categoria no desempenho dos supermercados e no comportamento de consumo.
Setor de alimentos frescos pode elevar lucro dos supermercados em até 15%
Dados apresentados durante o evento indicam que supermercados com maior participação de produtos frescos podem alcançar até 15% mais lucratividade. Apesar do potencial, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, como perdas operacionais, dificuldades logísticas, previsibilidade de demanda e comunicação de valor ao consumidor final.
Segundo especialistas, a transformação do FFLVO depende da integração entre inteligência de dados, gestão eficiente e melhor posicionamento da categoria dentro das lojas.
Tecnologia e inteligência de dados reduzem perdas e aumentam eficiência
No painel dedicado à inteligência operacional, especialistas destacaram o avanço do uso de tecnologias como inteligência artificial, análise de dados e ferramentas de previsão de demanda.
Essas soluções vêm contribuindo para reduzir desperdícios e melhorar a gestão de produtos perecíveis, considerados um dos maiores desafios do varejo alimentar.
Entre as práticas destacadas estão a otimização da reposição, o uso estratégico da sazonalidade e a melhoria da exposição dos produtos nas gôndolas, ampliando o consumo dentro das lojas.
Comunicação, marca e experiência ganham força no ponto de venda
O fórum também reforçou a importância da comunicação no ponto de venda como fator decisivo para o crescimento da categoria. Estratégias baseadas em saudabilidade, bem-estar, experiência de compra e branding vêm influenciando diretamente a decisão do consumidor.
De acordo com os debatedores, o setor precisa reduzir a dependência da guerra de preços e avançar em diferenciação por qualidade, origem e valor agregado.
“Cases apresentados durante o encontro demonstraram como embalagem, comunicação visual e valorização da origem dos produtos ampliam percepção de valor e reconhecimento junto ao público”, afirmou Valeska Ciré, country manager da IFPA no Brasil.
Colaboração na cadeia e novas tendências de consumo impulsionam o setor
Outro ponto de destaque foi a necessidade de maior integração entre produtores, fornecedores e supermercados para reduzir perdas e aumentar competitividade. Foram apresentadas iniciativas envolvendo inovação logística, refrigeração, cultivo protegido, sustentabilidade e compartilhamento de dados ao longo da cadeia.
O encontro também abordou o impacto dos medicamentos da classe GLP-1, como canetas emagrecedoras, sobre os hábitos de consumo. A tendência aponta para maior busca por alimentos saudáveis, como frutas, verduras, saladas prontas e ovos.
“Estamos diante de uma grande oportunidade para o setor, com expansão de saladas prontas, frutas cortadas e soluções práticas para o consumidor”, reforçou Valeska Ciré.
Fórum IFPA consolida debate sobre o futuro do varejo de alimentos frescos
Ao reunir executivos do varejo, especialistas e representantes do campo, o Fórum IFPA se consolidou como um dos principais espaços de discussão sobre inovação e transformação do setor de alimentos frescos na APAS Show 2026.
Para a entidade, o fortalecimento do FFLVO representa uma oportunidade estratégica para ampliar eficiência, reduzir perdas e atender um consumidor cada vez mais exigente em qualidade, saudabilidade e experiência de compra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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