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Desenvolvimento Agrário estuda programa “desenrola” para a agricultura
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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou que a equipe econômica está avaliando a possibilidade de criar um programa “Desenrola Rural” voltado para a renegociação de dívidas de pequenos produtores.
Paulo Teixeira explicou: “Tendo em vista o enorme sucesso do programa Desenrola para a sociedade brasileira, nós agora pedimos a ele [Haddad] se nos ajuda a desenhar um programa de ‘Desenrola Rural’ para o pequeno agricultor, tendo em vista que esse produtor às vezes tem um cheque que voltou, tem dívida com fornecedor, com crédito rural, com Estado. Se ele pode participar de programa para limpar seu nome e assim tomar um crédito agrícola e voltar a produzir.”
O ministro destacou que a proposta foi bem recebida por Haddad, acrescentando: “O ministro viu com bons olhos e autorizou que sua equipe estude um programa.”
Ele ressaltou que a implementação da medida está prevista para o próximo ano: “Vamos começar essa construção agora, mas creio eu que tenha que repercutir em 2024.” O objetivo é permitir que os produtores renegociem suas dívidas e voltem a acessar o crédito rural, visto que a oferta por meio do Plano Safra está, segundo o ministro, “muito favorável.”
Fonte: Pensar Agro
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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE
O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.
A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.
Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.
Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.
Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.
O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.
Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.
Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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