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Dia Nacional da Aquicultura: MPA e Embrapa lançam Mapeamento dos Viveiros Escavados
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Aconteceu hoje (20/03), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura, o lançamento do Mapeamento dos Viveiros Escavados da Aquicultura. O estudo traz o panorama dos potenciais aquícolas de todo o território nacional, de forma detalhada, e foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Embrapa e o MPA.
A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Alves Magalhães, apresentou os dados do levantamento. Ela explicou que foram mapeados via satélite 513 municípios, o correspondente a 930 milhões de quilômetros quadrados, em todos os estados brasileiros. “A análise desses dados nos permite entender o potencial ainda não explorado da aquicultura e fornece informações relevantes para apoiar o monitoramento e o gerenciamento da atividade”.
A pesquisadora agradeceu a parceria com o MPA na construção desse conhecimento que fará a diferença no desenvolvimento do setor. “A responsabilidade é enorme, mas também estamos muito felizes em contribuir para a inclusão social, geração de renda e produção de alimentos das pessoas que vivem da aquicultura”.
Para a secretária Nacional da Aquicultura, Tereza Nelma, esse levantamento é muito importante, pois amplia a promoção de políticas públicas e possibilita aumentar a renda das pessoas e a oferta de alimentos. “Sinto-me muito orgulhosa, pois estamos mostrando para o Brasil que todos podem ter acesso à aquicultura e que ela é um grande instrumento para alavancar a economia do país e ampliar a oferta de alimentos”.
O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, também esteve presente e destacou a relevância da atuação conjunta entre as secretarias do MPA para fortalecer a pesca e a aquicultura em todas as suas formas. “Todo esse trabalho faz parte de um projeto muito maior para a geração de renda e emprego, de combate à fome e de promoção da justiça social”, concluiu.
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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.
Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.
“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.
Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.
Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.
Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.
Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.
Há mais de quatro décadas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.
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