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Dia Nacional da Aquicultura: MPA e Embrapa lançam Mapeamento dos Viveiros Escavados

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Aconteceu hoje (20/03), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura, o lançamento do Mapeamento dos Viveiros Escavados da Aquicultura. O estudo traz o panorama dos potenciais aquícolas de todo o território nacional, de forma detalhada, e foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Embrapa e o MPA.  

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Alves Magalhães, apresentou os dados do levantamento. Ela explicou que foram mapeados via satélite 513 municípios, o correspondente a 930 milhões de quilômetros quadrados, em todos os estados brasileiros. “A análise desses dados nos permite entender o potencial ainda não explorado da aquicultura e fornece informações relevantes para apoiar o monitoramento e o gerenciamento da atividade”.  

A pesquisadora agradeceu a parceria com o MPA na construção desse conhecimento que fará a diferença no desenvolvimento do setor. “A responsabilidade é enorme, mas também estamos muito felizes em contribuir para a inclusão social, geração de renda e produção de alimentos das pessoas que vivem da aquicultura”.  

Para a secretária Nacional da Aquicultura, Tereza Nelma, esse levantamento é muito importante, pois amplia a promoção de políticas públicas e possibilita aumentar a renda das pessoas e a oferta de alimentos. “Sinto-me muito orgulhosa, pois estamos mostrando para o Brasil que todos podem ter acesso à aquicultura e que ela é um grande instrumento para alavancar a economia do país e ampliar a oferta de alimentos”.  

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O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, também esteve presente e destacou a relevância da atuação conjunta entre as secretarias do MPA para fortalecer a pesca e a aquicultura em todas as suas formas. “Todo esse trabalho faz parte de um projeto muito maior para a geração de renda e emprego, de combate à fome e de promoção da justiça social”, concluiu. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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