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Dólar abre em alta em dia de agenda econômica fraca, após recorde da bolsa brasileira
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O dólar começou o pregão desta sexta-feira (16) em alta, cotado a R$ 5,6951, um aumento de 0,28% em relação ao fechamento anterior, quando a moeda norte-americana avançou 0,83%, chegando a R$ 5,6792. Na semana, o dólar acumula alta de 0,83%, com leve valorização de 0,04% no mês, mas ainda registra perda de 8,10% no ano.
Ibovespa bate novo recorde histórico
Após um dia de correções nos mercados, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou a quinta-feira (15) em alta de 0,66%, atingindo 139.334 pontos e estabelecendo um novo recorde histórico. Com esse resultado, o índice acumula ganho de 2,08% na semana, 3,17% no mês e 15,85% no ano.
Agenda econômica do dia é fraca
Nesta sexta-feira, a agenda econômica apresenta poucos indicadores de peso. No Brasil, os investidores aguardam a divulgação da PNAD Contínua do primeiro trimestre, que trará dados importantes sobre o mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, o destaque fica para os números do setor imobiliário, que também podem impactar os mercados globais.
Influência dos acordos comerciais internacionais
Os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos acordos comerciais negociados pelo governo Trump, especialmente a trégua tarifária com a China. Essa aproximação tende a reduzir incertezas, afastar o temor de cortes adicionais nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e apoiar a valorização das bolsas globais.
Impacto das declarações do ministro da Fazenda
Na quinta-feira, as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também influenciaram o mercado. Ele afirmou que a equipe econômica estuda medidas pontuais para cumprir a meta fiscal de 2025 e o arcabouço fiscal aprovado no ano passado, descartando a preparação de um novo “pacote fiscal”. Haddad explicou que essas medidas serão apresentadas ao presidente em reunião adiada para a próxima semana.
Indicadores econômicos recentes
Brasil: O IBGE divulgou dados sobre o comércio varejista em março. Com ajuste sazonal, houve crescimento de 0,8% em relação a fevereiro, e, sem ajuste, queda de 1% frente a março de 2024. No acumulado do ano, as vendas subiram 1,2%, enquanto o avanço nos últimos 12 meses foi de 3,1%.
Estados Unidos: O índice de preços ao produtor (IPP) caiu 0,5% em abril, contrariando a expectativa de alta de 0,2%. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego permaneceram estáveis em 229 mil na semana encerrada em 10 de maio, indicando um mercado de trabalho firme.
Mercado global e preços do petróleo
Além dos dados econômicos, o mercado financeiro mundial reagiu à possibilidade de um acordo nuclear entre EUA e Irã, que pode reduzir sanções e ampliar a oferta de petróleo. Esse cenário contribuiu para a queda dos preços da commodity: o petróleo Brent recuou 2,36%, cotado a US$ 64,53 por barril, e o WTI caiu 2,42%, para US$ 61,62 por barril.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



