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Startup brasileira Moondo capta R$ 4 milhões para produzir couro real por biotecnologia sem abate animal

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Moondo lança rodada de investimento de R$ 4 milhões na EqSeed

A biotech brasileira Moondo, especializada em produzir couro legítimo por cultivo celular, abriu uma rodada pública de investimento de R$ 4,28 milhões na plataforma EqSeed, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O objetivo é estruturar um laboratório próprio, consolidar sua plataforma tecnológica e avançar na validação comercial do produto junto a marcas do mercado de luxo, que representa um dos setores mais rentáveis e exigentes do mundo.

Couro legítimo sem abate: tecnologia pioneira na América Latina

A Moondo é a primeira empresa da América Latina e uma das pioneiras globais a produzir couro real por cultivo celular, sem a necessidade de criação ou abate de animais.

O processo utiliza fibroblastos extraídos da pele bovina, cultivados em biorreatores para gerar colágeno, que se organiza em uma derme estruturada tridimensional. Após o curtimento vegetal patenteado pela empresa, o resultado é um couro com propriedades mecânicas e estéticas equivalentes às do material tradicional, porém mais sustentável e rastreável.

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Mercado bilionário do luxo atrai a biotecnologia

A tese de negócio da Moondo mira o segmento de alto luxo, em que couros exóticos podem ultrapassar US$ 600 por metro quadrado. O setor global movimentou cerca de US$ 304,8 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 376 bilhões até 2029, segundo estimativas da empresa baseadas em dados de mercado.

O Brasil, terceiro maior exportador mundial de couro, é considerado um polo estratégico para o desenvolvimento de novas tecnologias e fornecimento sustentável para marcas internacionais.

Sustentabilidade e inovação impulsionam a demanda

A crescente pressão ambiental sobre a indústria do couro tem incentivado o surgimento de alternativas biotecnológicas. A produção convencional pode envolver até 170 substâncias químicas e consumir mais de 17 mil litros de água para fabricar uma única bolsa, segundo dados setoriais.

Além disso, apenas 12% das marcas de moda afirmam conhecer a origem real da matéria-prima, conforme o Fashion Transparency Index.

Nesse cenário, o couro cultivado em laboratório surge como alternativa viável e ecológica, reduzindo impactos ambientais e garantindo rastreabilidade completa da produção.

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Recursos serão aplicados em estrutura e expansão tecnológica

Do total captado na rodada, a Moondo prevê destinar:

  • 80% à implantação de infraestrutura laboratorial própria;
  • 10% a marketing e proteção de propriedade intelectual;
  • 10% a contrapartidas em projetos de subvenção econômica.

O investimento permitirá acelerar a escalabilidade da produção e avançar na validação junto a marcas internacionais de luxo, consolidando a empresa como uma referência em biotecnologia aplicada à moda sustentável.

Couro biotecnológico: um novo futuro para a moda

A proposta da Moondo reflete uma tendência crescente de integração entre ciência, sustentabilidade e design. O couro cultivado por biotecnologia representa uma alternativa premium que combina impacto ambiental reduzido, rastreabilidade total e qualidade equivalente ao couro animal.

Com a nova rodada aberta na EqSeed, a empresa aposta em atrair investidores de impacto e expandir sua presença internacional, alinhando-se ao movimento global por uma indústria da moda mais ética e inovadora.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chocolates brasileiros conquistam espaço na Argentina e ampliam oportunidades para o cacau nacional

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O Brasil deu mais um passo na estratégia de expansão das exportações de produtos agroindustriais de maior valor agregado ao participar da La Chocolaterie, principal feira do setor de chocolates da Argentina. Realizado nos dias 27 e 28 de junho, em Buenos Aires, o evento reuniu 15 empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença no mercado argentino por meio da promoção de chocolates, derivados de cacau e insumos destinados à indústria alimentícia.

A ação foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e integrou a política de promoção internacional do agronegócio brasileiro, voltada à abertura de mercados e ao fortalecimento das exportações com maior valor agregado.

Feira fortalece negócios entre Brasil e Argentina

Durante a La Chocolaterie, o estande brasileiro recebeu importadores, distribuidores, redes varejistas, fabricantes e profissionais do setor interessados em conhecer a diversidade da produção nacional.

As empresas participantes representaram todas as regiões do Brasil e apresentaram desde chocolates premium até derivados de cacau destinados à indústria alimentícia, ampliando as oportunidades de negócios com compradores argentinos.

A participação na feira reforça a estratégia brasileira de diversificar a pauta exportadora do agronegócio, agregando valor às matérias-primas produzidas no país.

Produtos destacam biodiversidade e inovação da indústria brasileira

Os visitantes tiveram acesso a uma ampla variedade de chocolates elaborados com ingredientes típicos da biodiversidade brasileira, evidenciando o potencial da indústria nacional em desenvolver produtos diferenciados.

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Entre os destaques estiveram chocolates produzidos com cupuaçu, cumaru e baru, além de combinações inovadoras com capim-limão, laranja, baunilha, chás e queijo vegano com cacau.

A diversidade de sabores e ingredientes chamou a atenção dos compradores e reforçou a identidade dos produtos brasileiros no segmento de alimentos premium.

Rodada de negócios amplia contatos comerciais

Após a feira, a missão comercial foi concluída com uma rodada de negócios realizada em Buenos Aires, organizada pela adida agrícola do Brasil na Argentina, Juçara Duarte, e pela diretora de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Angela Peres, em parceria com o Setor Comercial da Embaixada do Brasil.

O encontro reuniu representantes de cafeterias, redes varejistas, distribuidores, importadores de chocolates finos e fabricantes argentinos interessados na aquisição de matérias-primas brasileiras, como pó e manteiga de cacau.

A agenda permitiu dar continuidade às negociações iniciadas durante a feira, aproximando empresas dos dois países e ampliando as perspectivas de novos contratos comerciais.

Argentina é mercado estratégico para o agronegócio brasileiro

A Argentina ocupa posição de destaque entre os principais destinos das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina.

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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o país é o segundo maior importador de produtos do agronegócio brasileiro na região, atrás apenas do Chile. No último ano, as compras argentinas superaram US$ 2 bilhões, com destaque para produtos florestais, proteínas animais e derivados de cacau.

O desempenho reforça a importância do mercado argentino para empresas brasileiras que buscam ampliar sua atuação internacional.

Promoção internacional fortalece exportações de maior valor agregado

A participação brasileira na La Chocolaterie faz parte da estratégia do Governo Federal de incentivar a internacionalização da agroindústria nacional, promovendo produtos que vão além da exportação de commodities.

Ao apoiar empresas em feiras internacionais e rodadas de negócios, o Ministério da Agricultura e Pecuária busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados estratégicos, estimular a agregação de valor às exportações e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva do cacau e do chocolate.

Com o aumento da demanda por alimentos diferenciados e produtos premium, a expectativa é que iniciativas como essa contribuam para consolidar o Brasil como fornecedor de chocolates e derivados de cacau de alta qualidade, ampliando oportunidades para a indústria e para os produtores ligados à cadeia cacaueira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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