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Dólar abre em leve alta com mercado atento ao PIB do Brasil, aumento do IOF e tarifaço de Trump

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O dólar iniciou o pregão desta sexta-feira (30) com os investidores à espera da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referente ao primeiro trimestre de 2025. O dado, que será divulgado às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode influenciar diretamente a condução da política de juros pelo Banco Central.

Na quinta-feira (29), a moeda norte-americana encerrou o dia com queda de 0,50%, cotada a R$ 5,6664. Já o Ibovespa fechou em baixa de 0,25%, aos 138.534 pontos.

Divulgação do PIB deve movimentar o mercado

A expectativa de analistas é de que o PIB cresça 1,4% no primeiro trimestre. A depender do resultado, o mercado pode ajustar suas projeções sobre os próximos passos do Banco Central.

Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 14,75%, o maior patamar em quase duas décadas. O objetivo da política monetária é conter a inflação, encarecendo o crédito e desestimulando o consumo. Caso o crescimento econômico supere as previsões, pode haver pressão para a manutenção – ou até elevação – dos juros. Por outro lado, um desempenho abaixo do esperado pode abrir espaço para cortes futuros na Selic.

Imbróglio sobre o aumento do IOF segue no radar

Outro ponto de atenção do mercado é a possível revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado na semana passada. A medida, que acompanha um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento, tem como objetivo equilibrar as contas públicas.

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O Congresso Nacional já recebeu 22 propostas para derrubar o decreto – sendo 20 na Câmara e 2 no Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que há clima favorável entre os parlamentares para votar pela revogação da medida.

Em contrapartida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alerta que sem os R$ 20 bilhões previstos com a arrecadação do novo IOF, será necessário realizar novos cortes no orçamento. Na quarta-feira (29), Haddad se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado para discutir o impacto da medida. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, também reconheceu que a equipe econômica avalia alternativas.

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, declarou que o equilíbrio fiscal não deve vir do aumento de impostos regulatórios, como é o caso do IOF.

Tarifas de Trump geram instabilidade no cenário externo

Nos Estados Unidos, o mercado acompanha os desdobramentos judiciais em torno das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Na quarta-feira (28), o Tribunal de Comércio Internacional suspendeu a maior parte das medidas, argumentando que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei de poderes emergenciais para taxar produtos de mais de 180 países.

A decisão foi bem recebida pelo mercado, pois a retirada das tarifas tende a reduzir pressões inflacionárias e os custos de produção. Analistas do Banco Nacional do Kuwait afirmaram que o bloqueio poderia ser benéfico tanto para os EUA quanto para a economia global.

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No entanto, na quinta-feira (29), a Corte de Apelações dos EUA restabeleceu o tarifaço, atendendo a um pedido da Casa Branca. O governo informou ainda que pretende recorrer à Suprema Corte para manter a medida em vigor.

Encontro entre Trump e presidente do Fed também pesa no mercado

Outro ponto que chamou a atenção dos investidores foi a reunião entre Donald Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Durante o encontro, Trump criticou a postura do Fed por não reduzir as taxas de juros e classificou a decisão como um “erro”. Powell, por sua vez, reafirmou que as decisões da instituição seguem baseadas em indicadores econômicos.

Desempenho semanal e anual do dólar e Ibovespa
  • Dólar:
    • Acumulado da semana: +0,36%
    • Acumulado do mês: -0,19%
    • Acumulado do ano: -8,31%
  • Ibovespa:
    • Acumulado da semana: +0,51%
    • Acumulado do mês: +2,57%
    • Acumulado do ano: +15,17%

O cenário, portanto, permanece volátil, com os investidores dividindo atenções entre o ambiente político-econômico brasileiro e as incertezas no exterior. O resultado do PIB e os próximos movimentos do governo em relação ao IOF devem ser determinantes para a direção do mercado nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho recua na Bolsa de Chicago e na B3 com alta de estoques do USDA e pressão do petróleo

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Milho futuro recua em Chicago com estoques maiores e petróleo em queda

Os contratos futuros de milho na Chicago Board of Trade (CBOT) iniciaram a sexta-feira (12) em território negativo, refletindo a combinação de fundamentos mais frouxos no relatório do governo norte-americano e a desvalorização do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 09h11 (horário de Brasília), os principais vencimentos registravam perdas: julho/26 era negociado a US$ 4,11 (-0,50), setembro/26 a US$ 4,18 (-1,25), dezembro/26 a US$ 4,38 (-1,50) e março/27 a US$ 4,52 (-1,25).

O movimento foi influenciado pela divulgação do novo relatório de oferta e demanda do United States Department of Agriculture (USDA), por meio do boletim WASDE, que trouxe leve aumento nas projeções de estoques finais dos Estados Unidos para o ciclo 2026/27, estimados em 1,96 bilhão de bushels — acima dos 1,957 bilhão previstos no mês anterior.

Segundo analistas internacionais, o mercado também reagiu à queda do petróleo, que reduz o apelo do milho destinado à produção de etanol. O barril do WTI recuou 3,9%, enquanto o Brent caiu 3,7%, refletindo a percepção de trégua geopolítica entre EUA e Irã.

Oferta global elevada pressiona preços e reduz apetite comprador

Além dos Estados Unidos, o relatório do USDA reforçou revisões altistas para a produção em países da América do Sul, o que ampliou a percepção de oferta confortável no mercado global.

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As projeções também foram ajustadas para Brasil, Argentina e Paraguai, mantendo o cenário de ampla disponibilidade do cereal e limitando qualquer tentativa de recuperação consistente nos preços internacionais.

Milho na B3 acompanha exterior e cai com maior oferta regional

No Brasil, o mercado futuro de milho na B3 também operou em baixa, acompanhando o recuo externo e a leitura de maior oferta regional.

A consultoria TF Agroeconômica aponta que a pressão veio do aumento das estimativas de produção divulgadas tanto pelo USDA quanto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), especialmente para a safra brasileira 2026/27.

As revisões também incluíram Argentina e Paraguai, com bolsas argentinas indicando produção entre 64 e 68 milhões de toneladas — acima das estimativas anteriores do próprio USDA. Esse cenário reforça o entendimento de abundância de oferta na América do Sul.

A desvalorização do dólar no mercado interno também contribuiu para intensificar o movimento de queda nas cotações.

Cotações do milho na B3

O mercado brasileiro encerrou a sessão com ajustes negativos nos principais vencimentos:

  • Julho/26: R$ 64,25 (-R$ 0,37 no dia; -R$ 1,13 na semana)
  • Setembro/26: R$ 66,42 (-R$ 0,43 no dia; -R$ 1,78 na semana)
  • Novembro/26: R$ 70,01 (-R$ 0,35 no dia; -R$ 1,34 na semana)
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Mercado físico segue travado e com liquidez baixa nos estados

No mercado interno físico, a liquidez permanece limitada, com compradores bem abastecidos e produtores mais cautelosos diante do cenário de ampla oferta.

No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com preços entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca. A média estadual ficou em R$ 59,27, com alta semanal de 0,87%.

Em Santa Catarina, o descompasso entre ofertas próximas de R$ 65,00 e demandas ao redor de R$ 60,00 impede maior fechamento de negócios.

No Paraná, o avanço da segunda safra segue favorecido pelo clima, mas a expectativa de maior produção mantém o mercado travado. Segundo o Deral, 79% das lavouras estão classificadas como boas.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual, mas ainda limitada pelo aumento da oferta e postura cautelosa dos compradores.

Panorama final

O mercado do milho encerra o dia sob pressão tanto no cenário internacional quanto doméstico, com estoques mais elevados nos Estados Unidos, oferta crescente na América do Sul e petróleo em queda, fatores que reforçam o viés baixista no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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