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Dólar Cai com Tensões no Oriente Médio e Mercado Foca na “Superquarta” de Juros
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Dólar em queda nesta segunda-feira
O dólar opera em queda de 0,42% nesta segunda-feira (16), cotado a R$ 5,5195 às 9h40, após ter encerrado a última sexta-feira praticamente estável, com leve alta de 0,01%, a R$ 5,5427. O Ibovespa aguarda a abertura, prevista para depois das 10h, após fechar na sexta em baixa de 0,43%, aos 137.213 pontos.
Conflito Israel-Irã mantém investidores cautelosos
O mercado segue atento à escalada do conflito entre Israel e Irã, que entrou no quarto dia sem sinais de cessar-fogo. O confronto já deixou mais de 200 mortos no Irã e 22 em Israel, incluindo crianças. Apesar da gravidade, o tom dos investidores está mais cauteloso do que alarmado. Na semana passada, a tensão fez o preço do petróleo disparar mais de 8%, por receios de interrupção no fornecimento.
Impactos no mercado financeiro brasileiro
Enquanto o Ibovespa fechou em queda, as ações da Petrobras subiram mais de 2%, influenciadas pela alta do petróleo. O cenário geopolítico aumentou a aversão ao risco global, afetando diversas bolsas pelo mundo.
“Superquarta” une decisões de juros no Brasil e EUA
Nesta semana, a atenção do mercado se divide entre o conflito e a chamada “Superquarta” (18), quando o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed) dos EUA anunciam as decisões sobre as taxas de juros.
No Brasil, a maioria das instituições financeiras acredita que o ciclo de alta dos juros, vigente desde setembro do ano passado, deve ser interrompido. A expectativa é que a Selic fique em 14,75% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos —, com sinalização de estabilidade por um período.
Nos EUA, espera-se que o Fed mantenha os juros entre 4,25% e 4,50% ao ano, com mercados apostando em cortes a partir de setembro, visando estimular a economia.
Perspectivas econômicas e comércio internacional
Além do conflito, os investidores monitoram o recente acordo tarifário entre EUA e China, que pode evitar uma guerra comercial mais agressiva e trazer maior estabilidade para os mercados globais. A preocupação está na possibilidade de tarifas elevadas aumentarem preços, pressionarem a inflação e desacelerarem o crescimento mundial.
Votação no Congresso sobre aumento do IOF
No Brasil, o mercado acompanha a votação na Câmara dos Deputados sobre o pedido de urgência para derrubar o decreto do governo que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O governo propôs, na última semana, um novo pacote tributário para substituir o aumento, reduzindo o IOF sobre empresas e seguros, mas ampliando a tributação em outras áreas, como apostas esportivas e criptoativos.
Especialistas avaliam que a discussão deve focar em reformas estruturais e eficiência dos gastos públicos, ao invés de apenas buscar novas fontes de arrecadação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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