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Dólar inicia quinta-feira em leve alta e investidores aguardam dados do Caged e falas de Galípolo
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Dólar abre em leve valorização e mercado adota tom de cautela
O dólar comercial iniciou a manhã desta quinta-feira (27) em leve alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,33, segundo dados do Investing.com. O movimento reflete um cenário de cautela nos mercados, influenciado pelo feriado nos Estados Unidos e pela atenção dos investidores aos próximos dados econômicos brasileiros.
Mesmo com a oscilação recente, a moeda norte-americana acumula queda no ano, em meio ao avanço da confiança do mercado no Brasil e à expectativa de continuidade no ciclo de redução da taxa Selic pelo Banco Central.
Ibovespa se mantém em alta e segue próximo dos 160 mil pontos
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), opera com leve valorização no início do pregão e permanece próximo da marca histórica dos 160 mil pontos. O indicador acumula alta de mais de 30% em 2025, impulsionado pelo aumento da confiança do investidor estrangeiro e pelos sinais de retomada da economia.
Segundo analistas, o desempenho positivo do índice reflete otimismo com o cenário doméstico, sustentado por juros mais baixos, melhora nos indicadores de inflação e expectativa de crescimento do PIB.
Expectativas do dia: Caged e discurso do Banco Central
A agenda econômica desta quinta-feira tem como destaque a divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que deve trazer um panorama atualizado sobre o mercado de trabalho formal no país. O dado é considerado fundamental para avaliar o ritmo da atividade econômica e o poder de consumo das famílias.
Além disso, o mercado acompanha com atenção as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, previstas para hoje. Suas declarações podem indicar os próximos passos da política monetária e influenciar as expectativas sobre o futuro da Selic e da taxa de câmbio.
Cenário internacional limita movimento dos mercados
Com os mercados norte-americanos fechados devido ao feriado, o volume de negociações tende a ser menor, o que reduz a liquidez global e aumenta a volatilidade dos ativos locais. Mesmo assim, o Brasil segue como destaque entre as economias emergentes, sustentado pelo fluxo de capital externo e pela melhora nas projeções fiscais.
Economistas afirmam que a trajetória do dólar nas próximas semanas dependerá do comportamento da economia global, especialmente da política de juros dos Estados Unidos, e das sinalizações do Banco Central brasileiro quanto à condução da política monetária interna.
Resumo dos indicadores
- Dólar:
- Cotação atual: R$ 5,33
- Variação diária: +0,09%
- Acumulado da semana: -1,1%
- Acumulado de 2025: -13,6%
- Ibovespa:
- Pontuação: 158.800 pontos (aproximado)
- Variação diária: +0,10%
- Acumulado da semana: +2,4%
- Acumulado de 2025: +31,9%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor
O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.
O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.
Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.
A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.
Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.
Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.
Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.
Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.
Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.
Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.
A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.
Fonte: Pensar Agro
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