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Dólar opera estável no Brasil com foco em dados dos EUA e cenário geopolítico global
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O dólar iniciou a manhã desta sexta-feira (23) com leves variações e tendência de estabilidade frente ao real. Por volta das 9h45, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,29, com alta de 0,12%, acompanhando o comportamento misto do câmbio internacional.
A oscilação ocorre em meio a um cenário global ainda influenciado pelo alívio nas tensões envolvendo a Groenlândia, além de ajustes técnicos após fortes movimentos recentes no mercado de câmbio.
No fechamento anterior, o dólar havia recuado 0,67%, sendo negociado a R$ 5,2840, no menor patamar desde 11 de novembro, refletindo o aumento da confiança dos investidores e o avanço das bolsas internacionais.
Cenário doméstico: operação policial e agenda econômica enxuta
No Brasil, o dia começou com a Polícia Federal cumprindo mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, em investigação sobre supostas irregularidades ligadas ao banco Master.
Apesar do impacto político, o mercado cambial doméstico mostra resiliência. Com uma agenda econômica nacional mais leve, investidores voltam as atenções para os indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente dados sobre atividade e emprego, que podem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed).
Dólar futuro e Ibovespa mostram direções opostas
Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro, o mais negociado atualmente, registrava leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3015. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu o dia em leve alta, após acumular ganhos expressivos nos últimos pregões.
Na quinta-feira (22), o índice avançou 2,20%, encerrando aos 175.589 pontos, impulsionado por fluxo estrangeiro e expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Desempenho semanal e mensal
No acumulado da semana, o dólar ainda exibe valorização de 1,65%, enquanto no mês recua 3,73%, refletindo o enfraquecimento global da moeda americana frente a outras divisas emergentes.
O Ibovespa, por sua vez, acumula alta de 6,55% na semana e 8,98% no mês, mantendo o otimismo dos investidores com o cenário fiscal doméstico e a melhora do apetite ao risco global.
Perspectivas
Analistas avaliam que o comportamento do câmbio nas próximas sessões deve continuar ligado ao desempenho da economia norte-americana e ao fluxo estrangeiro no Brasil. O dólar deve seguir oscilando entre R$ 5,25 e R$ 5,33, dependendo da força dos próximos indicadores e do tom adotado pelo Federal Reserve.
No cenário interno, a expectativa é que a política monetária siga firme em busca da estabilidade inflacionária, o que pode continuar favorecendo o real frente à moeda americana.
Cotações atualizadas — 23/01/2026 (9h45):
- Dólar à vista: R$ 5,29 (+0,12%)
- Dólar futuro (fev/26): R$ 5,30 (+0,11%)
- Ibovespa: +6,55% na semana | +8,98% no mês
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro André de Paula firma memorando com a África do Sul para cooperação agropecuária
Nesta quinta-feira (30), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Agricultura da África do Sul, John Steenhuisen, acompanhado de delegação oficial. Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Departamento de Agricultura do Governo da República da África do Sul, com foco na ampliação da cooperação no setor agropecuário.
Durante o encontro, a delegação sul-africana também manifestou interesse em fortalecer a cooperação com o Brasil na área de defesa agropecuária, especialmente no desenvolvimento de um plano de ação para o enfrentamento da febre aftosa. O objetivo é aprofundar o intercâmbio técnico em prevenção, controle e erradicação da doença, bem como em temas relacionados à influenza aviária.
O ministro André de Paula ressaltou a importância estratégica da parceria entre os dois países. “Receber vocês aqui é uma oportunidade de seguir avançando nos entendimentos que temos entre os nossos países. A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”, afirmou.
O ministro também reiterou o interesse na ampliação do comércio bilateral, mencionando oportunidades em produtos agropecuários. “Temos interesse em avançar na pauta comercial, com potencial para ampliação de fluxos em segmentos como proteínas animais e frutas cítricas, além de fortalecer a cooperação em saúde animal prevista no Memorando de Entendimento”, acrescentou.
O ministro sul-africano ressaltou que o Brasil não é somente uma potência agrícola, mas um importante parceiro comercial para a África do Sul. “Estou confiante de que as nossas discussões de hoje darão frutos. Estamos aqui para aprender com as experiências de vocês, mas também para buscar o seu apoio na nossa guerra contra a febre aftosa. A região do sul da África já observa a doença se espalhando pela região sul, o que traz profundas consequências econômicas para nós. Seguindo o modelo brasileiro no combate à doença, estamos avançando para adotar uma abordagem regional no combate à febre aftosa,” disse.
O ministro sul-africano ressaltou a relevância do Brasil como parceiro estratégico. “Estamos confiantes de que as discussões de hoje trarão resultados concretos. Viemos aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa, que tem avançado na região sul da África e traz impactos econômicos significativos. Estamos avançando para uma abordagem regional no combate à doença, inspirados no modelo brasileiro”, afirmou.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e caprinos, causando perdas produtivas significativas e restrições ao comércio internacional de produtos de origem animal.
Ainda segundo o ministro John Steenhuisen, a cooperação com o Brasil será fundamental para o fortalecimento das ações sanitárias. “Agradecemos a disposição demonstrada pelo Brasil em nos apoiar com um plano técnico, incluindo vacinação, suporte técnico, monitoramento pós-vacinação e geração de evidências em campo, elementos essenciais para manter uma resposta eficaz contra a doença”, disse.
O ministro André de Paula reiterou a disposição do Brasil em aprofundar a parceria na área sanitária. “Queremos manifestar a nossa solidariedade em relação à situação da febre aftosa e reiterar o nosso interesse em estabelecer parcerias que possam contribuir para o enfrentamento dessa questão”, afirmou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou a experiência brasileira no enfrentamento da doença e a disposição em cooperar tecnicamente. “Podemos trabalhar juntos para compartilhar a nossa experiência. Em alguns casos, tivemos que estabelecer acordos bilaterais para realizar vacinação conjunta com outros países. Sabemos que não é algo simples, mas podemos começar esse trabalho desde já”, disse.
Ele também ressaltou que o Brasil alcançou recentemente reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, resultado de décadas de políticas sanitárias, coordenação federativa e investimento contínuo em vigilância agropecuária.
O diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira, ressaltou o interesse em ampliar e qualificar as relações comerciais. “Considerando o tamanho dos nossos países e o nível de parceria que mantemos em fóruns internacionais, como BRICS e OMC, temos grande interesse em avançar nas relações comerciais. É fundamental que o acesso aos mercados reflita o status sanitário do Brasil, livre de febre aftosa. Também estamos avançando na regionalização para influenza aviária, que é outro ponto importante para o comércio”, afirmou.
Ele acrescentou que o Memorando de Entendimento assinado é importante para o fortalecimento da cooperação bilateral, permitindo avanços tanto nas questões sanitárias e fitossanitárias quanto na troca de tecnologias.
Durante a reunião, ambos os lados manifestaram interesse em aumentar o volume de comércio bilateral, ainda aquém do potencial dos dois países. Foram identificadas oportunidades em fertilizantes, insumos agrícolas, máquinas e equipamentos, além de genética animal e vegetal.
Os participantes discutiram a necessidade de aprimorar canais de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com o objetivo de conferir maior agilidade à resolução de questões técnicas e facilitar o fluxo comercial. Nesse contexto, foi sugerida a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul, baseado nos conceitos de regionalização e compartimentalização, para minimizar disrupções no comércio em casos de doenças animais, especialmente a influenza aviária.
Participaram da reunião o assessor especial do ministro sul-africano, Mono Mashaba; o diretor-chefe de Saúde Animal, Botlhe Modisane; a veterinária oficial, Marietta Swanepoel; o diretor-assistente de Promoção do Comércio Internacional, Tebogo Machaka; o diretor-executivo da AgriSA, Johann Kotzé; o diretor-executivo da Red Meat Industry Services, Dewald Olivier; o diretor-executivo da African Farmers Association of South Africa, Bongani Msimang; o diretor-executivo interino da Onderstepoort Biological Products, Jacob Maduma; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade.
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