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Dólar recua com cautela fiscal e paralisação nos EUA; Ibovespa fecha em queda
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Dólar registra leve alta diante de incertezas fiscais e externas
O dólar à vista encerrou a quinta-feira (2) em R$ 5,339, alta de 0,20%, impulsionado por preocupações com o cenário fiscal brasileiro e pelo impacto da paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, conhecida como “shutdown”.
O movimento no câmbio reflete a cautela dos investidores diante de decisões políticas que podem influenciar diretamente os custos de importação e exportação, afetando setores como o agronegócio, fortemente ligado às transações em dólar.
Ibovespa cai pressionado por fatores internos e externos
O Ibovespa fechou em 143.950 pontos, recuando 1,08%. A queda reflete a combinação de incertezas fiscais no Brasil, como a aprovação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, e impactos externos do shutdown americano, que afeta a divulgação de indicadores econômicos cruciais para o mercado.
Para produtores e empresas do agronegócio, a volatilidade do índice influencia diretamente o apetite por investimentos e contratos futuros de commodities.
Cenário econômico: Brasil e EUA em foco
Nos Estados Unidos, o governo completou o terceiro dia de shutdown, interrompendo a divulgação de indicadores importantes, como o payroll. O mercado agora acompanha o PMI de serviços e declarações de dirigentes do Federal Reserve, que podem indicar ajustes futuros na política monetária.
No Brasil, a produção industrial de agosto avançou 0,8% em relação a julho, mas apresentou queda de 0,7% na comparação anual, levemente acima das expectativas do mercado. Economistas avaliam que os dados reforçam a necessidade de políticas que sustentem o crescimento industrial e agrícola no país.
Bolsas globais se movimentam entre otimismo e cautela
Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram em alta, com o Dow Jones subindo 0,17%, o S&P 500 0,07% e o Nasdaq 0,39%, impulsionadas pela expectativa de cortes futuros na taxa de juros.
Na Europa, os principais índices abriram em alta nesta sexta-feira, com destaque para o FTSE 100 do Reino Unido (+0,66%), o DAX da Alemanha (+0,12%) e o CAC 40 da França (+0,29%), refletindo confiança em setores industriais e de tecnologia.
Na Ásia, os resultados foram mistos: Hong Kong registrou queda de 0,54% após realização de lucros, enquanto Japão (+1,9%), Coreia do Sul (+2,7%) e Taiwan (+1,45%) tiveram valorização. O desempenho das bolsas asiáticas impacta diretamente as exportações brasileiras de commodities, incluindo soja e carne.
Implicações para o agronegócio
A volatilidade do dólar e do Ibovespa exige atenção de produtores e empresas do setor agropecuário. Oscilações cambiais podem afetar custos de insumos importados, contratos futuros de commodities e estratégias de hedge no mercado financeiro.
Investidores e gestores do agronegócio acompanham os próximos dados de atividade econômica e decisões políticas no Brasil e nos EUA, buscando estratégias para reduzir riscos e aproveitar oportunidades em um cenário de alta interdependência global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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