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Dólar recua no Brasil com cenário externo, disputa pela Ptax e dados econômicos no radar; Ibovespa avança

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O dólar iniciou esta terça-feira em queda frente ao real, refletindo o movimento da moeda norte-americana no exterior e a atenção dos investidores aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. No mercado doméstico, a formação da Ptax de fim de mês também influencia as negociações.

Dólar recua com pressão externa e fluxo local

No início do pregão, o dólar à vista chegou a cair cerca de 0,48%, sendo negociado próximo de R$ 5,22, após ter encerrado a sessão anterior em leve alta, na faixa de R$ 5,24.

O movimento acompanha a desvalorização global da moeda norte-americana, em meio à cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e das incertezas econômicas internacionais.

Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais líquido também operava em baixa, reforçando a tendência de ajuste no curto prazo.

Disputa pela Ptax movimenta o mercado

Um dos principais fatores no radar dos agentes financeiros é a definição da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central do Brasil e utilizada como referência para liquidação de contratos cambiais.

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Nesse período, é comum que instituições financeiras intensifiquem suas operações para influenciar a taxa em níveis mais favoráveis às suas posições, sejam compradas (apostando na alta do dólar) ou vendidas (apostando na queda).

Guerra no Oriente Médio segue no foco

O cenário internacional continua sendo determinante para o comportamento do câmbio. As tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio mantêm os mercados globais em alerta, impactando o apetite por risco e o fluxo de capitais.

Apesar disso, nesta sessão, o movimento predominante foi de ajuste da moeda americana frente a outras divisas, o que contribuiu para a queda do dólar no Brasil.

Dados econômicos influenciam expectativas

Além do ambiente geopolítico, investidores acompanham indicadores econômicos relevantes, como dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas sobre juros e crescimento econômico.

Esses fatores seguem sendo determinantes para a trajetória do câmbio ao longo das próximas semanas.

Ibovespa avança com maior apetite por risco

Na contramão do dólar, o Ibovespa operava em alta, com avanço próximo de 0,30%, alcançando cerca de 183 mil pontos.

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O desempenho positivo da bolsa reflete um maior apetite por risco no mercado doméstico, beneficiado pela queda do dólar e por movimentos técnicos de recuperação.

Desempenho acumulado dos mercados
  • Dólar:
    • Semana: +0,12%
    • Mês: +2,21%
    • Ano: -4,39%
  • Ibovespa:
    • Semana: +0,53%
    • Mês: -3,32%
    • Ano: +13,27%
Perspectivas para o curto prazo

O mercado deve seguir volátil nos próximos dias, com investidores atentos à evolução do cenário internacional, à política monetária global e aos dados econômicos.

No Brasil, além desses fatores, a dinâmica do fluxo cambial e decisões do Banco Central do Brasil continuarão exercendo papel central na definição da trajetória do dólar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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