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Dólar supera R$ 5,54 com alívio no Oriente Médio; Ibovespa recua em meio a incertezas comerciais

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O dólar comercial abriu esta quarta-feira (25) em alta de 0,43%, sendo negociado próximo a R$ 5,54 por volta das 10h20. Já o Ibovespa registrava queda de 0,47%, aos 136.525 pontos, refletindo o clima cauteloso dos investidores diante de um cenário marcado por tensões globais e questões comerciais.

A trégua entre Irã e Israel, que entrou no segundo dia após o anúncio do fim do conflito na terça-feira, trouxe algum alívio para os mercados, ajudando a reduzir o nervosismo geopolítico que impactou os preços do petróleo e as bolsas internacionais nos últimos dias. As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, e os preços do petróleo tiveram leve recuperação após quedas expressivas. O conflito, iniciado em 13 de junho, resultou em mais de 240 mortes, segundo dados oficiais, e gerou temores quanto aos efeitos sobre o transporte global de petróleo.

Apesar do alívio no Oriente Médio, a atenção dos investidores permanece focada na proximidade do fim do prazo para a suspensão do aumento de tarifas comerciais imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é grande em relação aos desdobramentos dessa guerra comercial. O jornal britânico Financial Times revelou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias, enquanto o Paquistão informa que as negociações comerciais com os EUA devem ser concluídas na próxima semana. A indefinição sobre as tarifas gera preocupação, já que a elevação dos impostos sobre importações pode pressionar os preços finais, aumentar os custos de produção, contribuir para a inflação e frear o consumo, o que pode desacelerar a maior economia mundial ou até mesmo provocar uma recessão global.

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No centro desse cenário, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, reafirmou em depoimento ao Congresso norte-americano que o banco central manterá as taxas de juros inalteradas até que se tenha uma melhor compreensão dos impactos das tarifas na inflação dos Estados Unidos. Powell alertou que o aumento das tarifas provavelmente elevará os preços e afetará a atividade econômica. No entanto, o presidente Trump criticou duramente Powell, chamando-o de “burro” e “teimoso” em publicações nas redes sociais, e defendeu cortes significativos nos juros do país.

No Brasil, a discussão sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) volta ao radar do mercado. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que o Projeto de Lei que derruba o aumento do IOF deve ser colocado em votação ainda nesta quarta-feira, o que pode influenciar o comportamento dos investidores locais.

Assim, enquanto o dólar sobe pressionado pelo cenário internacional, o Ibovespa recua diante das incertezas comerciais e fiscais, refletindo o momento de cautela dos mercados globais e domésticos.

Com informações do Financial Times.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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