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eCG Recombinante Revoluciona a IATF e Otimiza a Pecuária Brasileira

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A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consolidou-se como uma das principais estratégias reprodutivas da pecuária de corte e leite no Brasil. Ao permitir a inseminação de grandes lotes sem depender da detecção de cio, a técnica oferece previsibilidade, ganho genético acelerado e maior eficiência operacional. Atualmente, milhões de vacas passam por protocolos de IATF anualmente, reforçando a importância da tecnologia na intensificação da produção.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios, como a escassez de mão de obra, a necessidade de protocolos mais curtos e práticos, e a busca por taxas de prenhez mais altas. Nesse cenário, a biotecnologia aplicada à reprodução surge como aliada estratégica, promovendo maior desempenho zootécnico e bem-estar animal.

eCG recombinante: inovação que transforma o manejo reprodutivo

Entre as soluções recentes, o uso do eCG recombinante (reCG) se destaca. Pesquisas indicam que o reCG apresenta equivalência farmacodinâmica ao eCG tradicional, influenciando positivamente a dinâmica folicular e as taxas de prenhez. Protocolos curtos, como o de sete dias de dispositivo com inseminação no nono dia, aproveitam a tecnologia para estimular o crescimento folicular, prolongar a fase de proestro e sincronizar a ovulação, aumentando as chances de sucesso reprodutivo.

Além disso, o reCG oferece flexibilidade de protocolos. A combinação com o Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH) ajuda a corrigir assincronias e estimular a ovulação em fêmeas com folículos menores ou sem manifestação evidente de estro. Na prática, isso significa maior previsibilidade e adaptação às diferentes realidades das fazendas.

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Eficiência, praticidade e segurança no campo

Para Alexandre Souza, gerente de Serviços Técnicos da Unidade de Pecuária da Ceva, a principal vantagem do reCG é a confiabilidade no manejo:

“O reCG oferece uma resposta folicular mais previsível e consistente, permitindo planejar a estação de monta com segurança. Essa regularidade reduz perdas e maximiza a taxa de prenhez em diferentes categorias de fêmeas.”

Outro diferencial é a apresentação do produto, pronta para uso e sem necessidade de reconstituição. O frasco pode ser utilizado por até 30 dias após aberto, facilitando o manejo e diminuindo o risco de erros, traduzindo-se em eficiência operacional e economia de tempo, essenciais diante da escassez de mão de obra.

FOLI-REC®: inovação ética e eficiente

O avanço tecnológico se materializa no FOLI-REC®, desenvolvido pela Ceva com técnicas de engenharia genética avançada, sem utilização de produtos de origem animal. O produto combina eficiência, previsibilidade e princípios de bem-estar animal.

Rafael Moreira, gerente da Linha de Reprodução da Ceva, ressalta:

“Estamos falando de uma tecnologia que alia ganho produtivo a princípios éticos. Ao eliminar a necessidade de extração animal, o FOLI-REC® atende à demanda ética do setor sem comprometer a eficiência em campo.”

Resultados científicos comprovam eficácia

Estudos recentes em bovinos Nelore confirmam os benefícios do FOLI-REC®. Em novilhas, doses de 0,7 mL (49 IU) e 1,0 mL (70 IU) promoveram maior crescimento folicular e taxas de prenhez equivalentes ao eCG convencional, com menor volume e sem origem animal (Silva et al., Animal Reproduction, v.21, n.3, 2024).

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Em vacas Nelore pós-parto, protocolos de 7 e 8 dias alcançaram taxas de prenhez de 53,7% e 50,8%, respectivamente, demonstrando a consistência e flexibilidade do reCG em diferentes categorias (Oliveira et al., Animal Reproduction, v.22, n.3, 2025).

Ferramenta estratégica para a pecuária moderna

Com respaldo técnico e resultados consistentes, o FOLI-REC® se consolida como uma ferramenta estratégica para elevar a eficiência reprodutiva, garantir previsibilidade nos resultados e atender às novas demandas éticas da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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