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Em Santos, Mapa destaca importância da rastreabilidade na exportação de grãos
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Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) defenderam em Santos (SP) a melhoria nos controles de qualidade e de rastreabilidade na cadeia de exportação de grãos. Para isso, a implementação dos controles previstos na Lei 14.515/22, conhecida como Lei do Autocontrole, na recepção dos terminais portuários de embarque é fundamental para a cadeia produtiva brasileira. Eles participaram nesta quinta-feira (10) do 1º Santos Grain Day 2025, na Associação Comercial de Santos.
O evento reuniu associações de produtores, exportadores, certificadores e representantes do Poder Público. O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Hugo Caruso, fez questão de dizer que a exportação de grãos do país é responsabilidade de todos os envolvidos na cadeia. “O Dipov é responsável pelo controle da qualidade, da identidade e da segurança dos produtos de origem vegetal. Se você quer manter esse nível de exportação, temos que zelar pela qualidade”, disse ele.
Caruso destacou a necessária observação às normas brasileiras, bem como dos países de destino, para garantia dos mercados compradores. “O primeiro passo é o registro das empresas que exportam. Todas as empresas precisam ter um programa de autocontrole para garantir que os produtos estejam em conformidade”, afirmou. Segundo ele, o Mapa verifica as condições da empresa na ocasião do registro e por meio de auditorias nas empresas e nas supervisões de embarques nos terminais.
O diretor afirmou ainda que apenas na área de qualidade vegetal, são cerca de 6 mil empresas registradas no Mapa. Cerca de metade delas têm habilitação para exportação. “É um volume grande de empresas que estão sob o controle do ministério”, falou. Caruso esteve acompanhado da coordenadora-geral da Qualidade Vegetal, Helena Pan Rugeri, e da coordenadora de Regulamentação da Qualidade Vegetal, Karina Fontes Coelho Leandro.
O Mapa também apresentou o sistema e-Phyto, uma ferramenta de certificação eletrônica utilizada nas relações comerciais entre os principais mercados do mundo. Segundo Eduardo Porto Magalhães, coordenador-geral da Certificação da Secretaria de Defesa Agropecuária, o e-Phyto tem facilitado o processo de certificação fitossanitária porque padroniza a troca de informações a um custo menor.
O subsecretário de Tecnologia da Informação (STI) do Mapa, Camilo Mussi, também apresentou aos participantes os avanços que a instituição vem obtendo na área com a informatização de processos e o abandono do papel. “É um processo sem volta, uma mudança radical”, afirmou. Entre os exemplos dessa modernização, além da certificação eletrônica, Mussi destacou a agilidade de registro de estabelecimentos no Sistema de Inspeção Federal (SIF) simplificado.
Também estiveram no evento coordenadores do Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro), como o coordenador-geral, Cleverson Freitas; o coordenador de Fiscalização do Trânsito Regular, José Marcelo Mazieiro; o chefe do Serviço Regional de Gestão do Vigiagro na região sudeste, Celso Gabriel Herrera Nascimento. O superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, acompanhou o evento.
Informação à imprensa
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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura
El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.
Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

- Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
Como os municípios podem se preparar?
As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.
Informação e planejamento fazem a diferença
A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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