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Emater-MG conclui segunda etapa da distribuição de agrosilício a agricultores mineiros, superando meta anual
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A Emater-MG, por meio do Programa de Doação de Fertilizante, encerrou a segunda fase da distribuição do agrosilício — fertilizante e corretivo de solo — para agricultores de Minas Gerais. A entrega foi realizada entre fevereiro e junho deste ano, beneficiando 109 municípios e dando continuidade à ação iniciada em 2024.
Distribuição ultrapassa meta prevista para 2025
De acordo com Sérgio Brás Regina, coordenador técnico estadual de culturas da Emater-MG, foram entregues 11.769 toneladas do insumo, superando a meta inicial de 10 mil toneladas. “Ampliamos o alcance da iniciativa, reforçando o compromisso com a agricultura sustentável e o uso eficiente de insumos no campo”, destacou.
Benefícios para pequenos agricultores no Vale do Rio Doce
No assentamento Maria da Penha, em Mathias Lobato, 16 agricultores receberam o agrosilício pela primeira vez. O extensionista Amarildo Mafalda explica que a expectativa é melhorar a qualidade do solo, elevar a produtividade e a qualidade da produção de hortaliças, pomares e lavouras de milho, feijão e mandioca. A prefeitura local apoiou a distribuição de 26 toneladas do fertilizante/corretivo.
Impacto positivo em Sete Lagoas e região Central
Na região de Sete Lagoas, cerca de 90 agricultores foram beneficiados em 2025, com previsão de ampliar para 150 produtores em 2026, segundo Walfrido Machado Albernaz, coordenador técnico regional. Claudenice da Costa Silva, produtora local, relata que o agrosilício melhorou significativamente sua produção de olerícolas:
“Tudo o que eu plantava não dava certo, o agrosilício melhorou minha vida e minha produção. Estou usando menos adubo, foi uma benção, um milagre.”
Sobre o Programa de Doação de Fertilizantes
Lançado em 2024, o programa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater-MG e a Harsco Environmental, responsável pela doação do fertilizante às prefeituras. O objetivo é melhorar a qualidade do solo, aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade na agricultura familiar.
Por questões logísticas, o programa atende municípios localizados num raio de até 300 km de Timóteo, onde as prefeituras retiram o agrosilício para posterior distribuição aos produtores.
Acompanhamento técnico e expansão do programa
As equipes da Emater-MG acompanham todo o processo, iniciando com a análise de solo e auxiliando na entrega do insumo. Em 2024, foram distribuídas cerca de 5 mil toneladas para 90 municípios, beneficiando mais de mil produtores. A expectativa para 2026 é superar novamente as metas estabelecidas.
O que é o agrosilício e seus benefícios
Conforme explica Wagner Santos Fanni, coordenador técnico regional da Emater-MG, o agrosilício é um fertilizante multifuncional composto por silicato de cálcio, silício e macronutrientes, produzido a partir de subprodutos da indústria do aço. Ele é indicado para culturas como café, hortaliças, frutas e agricultura orgânica.
Além de fertilizante, atua como corretivo do solo, reduzindo a acidez, potencializando a absorção de nutrientes e contribuindo para a sustentabilidade por sua baixa emissão de carbono.
Impacto socioeconômico e ambiental
Wagner destaca que o insumo beneficia o meio ambiente e também os agricultores que fornecem alimentos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O aumento da produção contribui para a melhoria da renda dos produtores, a segurança alimentar e a qualidade dos alimentos servidos nas escolas públicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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