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Embarques de açúcar nos portos brasileiros atingem 1,9 milhão de toneladas

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O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros subiu para 50 na semana encerrada em 19 de março, contra 47 registrados na semana anterior. O levantamento é da agência marítima Williams Brasil. Segundo o relatório, foi programado o carregamento de 1,911 milhão de toneladas de açúcar, um aumento em relação às 1,634 milhão de toneladas na semana anterior.

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte da carga, com 1.035.014 toneladas programadas para embarque. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 603.402 toneladas, Recife (PE), com 125.100 toneladas, Maceió (AL), com 121.350 toneladas, e Imbituba (SC), com 26.767 toneladas. O volume a ser exportado compreende as variedades VHP (1.821.833 toneladas), TBC (27.500 toneladas), Refinado A-45 (57.000 toneladas) e Cristal B-150 (5.300 toneladas).

Exportação

A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços alcança US$ 46,122 milhões em março, considerando os oito primeiros dias úteis do mês, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário exportado é de 96,187 mil toneladas. Até o momento, o Brasil exportou 769.496 toneladas de açúcar em março, gerando uma receita de US$ 368,976 milhões, com preço médio de US$ 479,5 por tonelada.

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Em comparação com a média diária de março de 2024, que foi de US$ 69,840 milhões, observa-se uma queda de 34% na receita diária das exportações de açúcar em março de 2025. O volume exportado também recuou 28,1% em relação às 133,783 mil toneladas diárias embarcadas em janeiro de 2024. Já o preço médio da tonelada caiu 8,1%, comparado aos US$ 522,0 registrados no mesmo período do ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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