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Embrapa Cerrados articula parcerias com ministérios para alinhar pesquisa agropecuária às políticas públicas federais
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A Embrapa Cerrados promoveu, na última quarta-feira (11), um encontro com representantes de cinco ministérios do governo federal em sua sede, localizada em Planaltina (DF). O objetivo foi alinhar as estratégias de pesquisa da Unidade às demandas das políticas públicas federais, fortalecendo a atuação da ciência agropecuária no desenvolvimento sustentável do país.
A iniciativa foi conduzida pelo Grupo de Trabalho para Revisão da Agenda Estratégica e pelo Núcleo de Desenvolvimento Institucional (NDI), com apoio dos programas de inovação LAB Cerrados, Lab Agrominas e Biofarm Lab dos Cerrados.
Representantes do governo apresentam prioridades até 2030
Participaram do evento representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), Pesca e Aquicultura (MPA), Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) e Educação (MEC). Cada ministério expôs suas prioridades para os próximos anos, com foco até 2030, e discutiu como a Embrapa pode contribuir com soluções técnicas e científicas para a implementação dessas políticas.
Pesquisa alinhada às necessidades da sociedade
Para o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, ouvir os ministérios é essencial no processo de revisão da agenda estratégica da unidade. “Esse diálogo nos permite direcionar melhor nossas ações de pesquisa, alinhando ciência e inovação às necessidades reais da sociedade brasileira”, afirmou.
Planejamento integrado e complementaridade institucional
O coordenador-geral de Planejamento e Inovação do MIDR, José Joaquim Carneiro, elogiou a iniciativa e defendeu o fortalecimento de políticas públicas integradas. Ele apresentou dois programas prioritários da pasta: o Polo de Agricultura Irrigada e o Programa Rotas de Integração.
MMA propõe cooperação para manejo do fogo e mitigação climática
Daniel Peter, diretor do Departamento de Políticas de Gestão Ambiental Rural do MMA, destacou que políticas públicas bem estruturadas precisam de uma base técnica sólida. Segundo ele, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo é uma das áreas com maior necessidade de pesquisa. Além disso, o MMA pretende ampliar ações de combate à desertificação, mitigação da seca e capacitação de extensionistas rurais voltada à adaptação climática.
Alimentos aquáticos ganham espaço nas políticas sustentáveis
Quêner Chaves, do MPA, ressaltou o papel dos alimentos aquáticos no cenário de mudanças climáticas e segurança alimentar global. Ele defendeu o fortalecimento da pesca e da aquicultura como alternativas sustentáveis, com menor emissão de carbono, além de promoverem inclusão social e conservação ambiental.
MDA destaca inovação na agricultura familiar e agroecologia
Zaré Brun, coordenador-geral de Pesquisa, Inovação e Patrimônio Genético do MDA e pesquisador da Embrapa, apresentou os avanços do Programa Nacional de Pesquisa e Inovação para a Agricultura Familiar e Agroecologia (PNPIAF). O foco está na transição agroecológica, na conservação dos biomas e no fortalecimento da agricultura familiar por meio de sementes crioulas, bioinsumos e equipamentos adaptados. Ele também defendeu a criação de fluxos contínuos de financiamento para garantir a inovação no setor.
MEC propõe integração entre educação técnica e pesquisa agropecuária
Encerrando as falas ministeriais, Charles Okama, diretor da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, destacou oportunidades de cooperação entre o ministério e a Embrapa. As parcerias podem envolver desde programas de capacitação até projetos de pesquisa, aproximando a ciência agropecuária das instituições de ensino técnico e tecnológico.
Compromisso com o futuro sustentável do agro
O encontro foi um marco importante na construção de estratégias integradas entre ciência, inovação e políticas públicas. A escuta ativa promovida pela Embrapa Cerrados evidencia o compromisso da instituição com uma agenda alinhada às prioridades nacionais, reforçando o papel da pesquisa agropecuária como pilar do desenvolvimento sustentável e da transformação social no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do suíno cai no Brasil com consumo enfraquecido e oferta elevada no mercado interno
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com novas quedas nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado, refletindo um cenário de consumo doméstico enfraquecido e oferta confortável de animais para abate.
De acordo com análises do setor, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras e seguem pressionando as negociações por valores menores, diante da disponibilidade elevada de suínos no mercado.
No atacado, a carne suína continua enfrentando dificuldades para recuperar preços, mesmo após os recuos acumulados nas últimas semanas, que aumentaram a competitividade da proteína frente às carnes bovina e de frango.
Consumo abaixo do esperado limita recuperação do setor
O desempenho fraco da demanda doméstica continua sendo o principal fator de pressão sobre a cadeia suinícola brasileira. O menor poder de compra das famílias no fim do mês reduz o ritmo de reposição no varejo e compromete a recuperação mais consistente dos preços.
Segundo avaliação de mercado, apesar da carne suína estar mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas da indústria e dos produtores.
As exportações brasileiras continuam apresentando resultado positivo, mas ainda insuficiente para enxugar a oferta interna em um nível capaz de sustentar uma reação mais firme das cotações.
Média nacional do suíno vivo recua na semana
Levantamento de mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça caiu de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo. O pernil também apresentou leve retração, passando de R$ 11,43 para R$ 11,40.
Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00.
Cotações apresentam pressão em diversas regiões produtoras
Nas principais praças produtoras do país, o mercado apresentou comportamento misto, com predominância de estabilidade nas integrações e queda no mercado independente.
No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 no sistema de integração, enquanto o mercado do interior caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.
Em Santa Catarina, a integração seguiu em R$ 5,90, mas o mercado independente recuou de R$ 5,30 para R$ 5,15.
No Paraná, o preço do suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,90.
Já em Minas Gerais, o interior do estado registrou retração de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,90.
Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, mas a integração estadual recuou de R$ 5,95 para R$ 5,90.
Exportações de carne suína avançam em maio
Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo em maio.
Nos primeiros 10 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A receita obtida no período alcançou US$ 138,459 milhões, com média diária de US$ 13,846 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 2.491,6.
Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 10,2% no volume médio diário exportado e avanço de 6% na receita média diária. Por outro lado, o preço médio por tonelada registrou queda de 3,8%.
Mercado segue atento ao comportamento do consumo
O setor suinícola acompanha com atenção o comportamento do consumo doméstico nas próximas semanas, especialmente diante do impacto da renda das famílias e da competitividade entre proteínas.
Enquanto isso, o avanço das exportações continua sendo um fator importante para equilibrar o mercado, embora ainda insuficiente para provocar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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