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Encontro de Bubalinocultores destaca sistemas produtivos e econômicos da produção de leite de búfala
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O XVII Encontro Brasileiro de Bubalinocultores, que será realizado de 4 a 7 de novembro em Fortaleza (CE), terá como um dos principais temas a produção de leite de búfalas. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e reunirá especialistas e produtores de todo o país.
No dia 5 de novembro, o médico veterinário e criador Marcelo Pimenta, de Minas Gerais, apresentará seu sistema de produção a pasto, detalhando os aspectos técnicos, econômicos e zootécnicos da atividade.
Sistema de produção a pasto: como funciona
Segundo Pimenta, o sistema adotado em sua propriedade é essencialmente voltado à produção a pasto, com zero suplementação na época das chuvas e suplementação volumosa e concentrada durante a seca. Durante a palestra, o criador detalhará:
- Estrutura e características da fazenda;
- Manejo de bezerros e recria;
- Estratégias de reprodução;
- Direcionamento genético do rebanho.
“Queremos que o público compreenda como o sistema funciona na prática e se sinta dentro da propriedade, conhecendo cada etapa do processo de produção”, explica Pimenta.
Parâmetros, custos e resultados econômicos
Além de descrever o sistema, Pimenta apresentará parâmetros produtivos, custos e resultados financeiros e zootécnicos da fazenda. O objetivo é oferecer referências práticas e comparativas para produtores iniciantes e experientes, permitindo que eles compreendam diferentes modelos de produção e identifiquem oportunidades de melhoria em suas propriedades.
Importância de comparar sistemas de produção
O criador ressalta que os sistemas de produção de leite de búfala no Brasil variam em níveis de intensificação, e entender essas diferenças é fundamental. “Mostrar números de diferentes sistemas ajuda a direcionar processos, aprender com quem obtém melhores resultados e orientar decisões estratégicas”, afirma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino
A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.
O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.
As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.
Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã
A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.
Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.
“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.
Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.
O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.
“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.
Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade
De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.
“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.
O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.
Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.
“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.
Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável
Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.
O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.
Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.
“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.
Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados
Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.
“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.
Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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