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Encontro de Bubalinocultores no Ceará discutirá alimentação de búfalas e manejo de pastagens

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O XVII Encontro Brasileiro de Bubalinocultores ocorrerá entre os dias 4 e 7 de novembro em Fortaleza (CE), reunindo produtores e especialistas do setor. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e terá como destaques temas voltados à alimentação de búfalas leiteiras e manejo eficiente de pastagens, com foco em soluções sustentáveis diante dos custos crescentes e impactos climáticos.

Manejo de pastagens: qualidade e sustentabilidade

O professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Magno Cândido, abordará estratégias para otimizar o uso de volumosos na alimentação de bubalinos.

“Os bubalinos são animais rústicos que aproveitam bem alimentos fibrosos. A ideia é enfatizar a melhoria da qualidade desses alimentos, beneficiando tanto a produção de leite quanto a redução do impacto ambiental, já que o pasto é a forma mais econômica de alimento para ruminantes”, explica Cândido.

As palestras sobre manejo de pastagens estão previstas para o dia 6 de novembro, oferecendo técnicas para maximizar a produção e a eficiência alimentar dos rebanhos.

Alimentação de búfalas leiteiras: desafios e alternativas

O criador Otávio Bernardes, de Sarapuí (SP), destaca os desafios enfrentados pela produção de leite de búfala no Brasil:

  • Crescimento do potencial genético dos rebanhos, mas lacuna de conhecimento sobre manejo econômico.
  • Redução do preço do leite em diversas regiões, contrastando com custos de produção em aumento constante.
  • Impactos de fenômenos climáticos como enchentes, secas prolongadas, geadas e infestações de insetos.

“Essas condições exigem que os produtores busquem alternativas que permitam manter a produção de forma sustentável”, afirma Bernardes.

Perspectiva do setor

O evento reunirá especialistas, pesquisadores e produtores para discutir estratégias de alimentação e manejo que aumentem a eficiência e a sustentabilidade da produção de leite de búfalas, fortalecendo o setor frente a desafios econômicos e ambientais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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