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Equilíbrio nutricional é decisivo para alta produtividade do cafeeiro, aponta especialista
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Nutrição do cafeeiro é destaque técnico durante a Fenicafé em Minas Gerais
O manejo nutricional do cafeeiro em sistemas de alta produtividade foi um dos temas centrais da Fenicafé, realizada em Araguari (MG).
Durante o evento, o engenheiro agrônomo e professor Tiago Tezotto destacou os principais desafios relacionados à adubação e reforçou a importância do equilíbrio nutricional para o bom desempenho das lavouras.
Interação entre solo, planta e manejo exige análise mais técnica
Logo no início da apresentação, o especialista chamou a atenção para situações comuns no campo que evidenciam a complexidade do tema.
Segundo ele, nem sempre os resultados das análises de solo refletem diretamente o comportamento das plantas. Casos com altos teores de alumínio, por exemplo, podem coexistir com raízes se desenvolvendo em profundidade.
Esse cenário demonstra a necessidade de uma avaliação mais integrada, considerando a interação entre solo, planta e práticas de manejo.
Excesso de adubação está ligado ao desequilíbrio nutricional
Um dos principais pontos abordados foi a interpretação equivocada do conceito de excesso na adubação.
De acordo com o professor, o problema não está necessariamente na quantidade de nutrientes aplicada, mas no desequilíbrio entre eles.
Em sistemas de alta produtividade, a demanda nutricional é elevada, exigindo reposição adequada para sustentar o desenvolvimento da planta. A falta de equilíbrio pode comprometer o enfolhamento, o crescimento e a relação entre fonte e dreno, impactando diretamente a produtividade.
“Estoque oculto” de nutrientes dificulta decisões no campo
Outro desafio relevante destacado foi a dificuldade de mensurar com precisão o total de nutrientes presentes no cafeeiro.
Grande parte desses nutrientes está armazenada em estruturas como caule, ramos e folhas, formando um “estoque oculto” que não é facilmente avaliado nas análises convencionais.
Essa limitação pode reduzir a assertividade das recomendações de adubação no campo.
Diagnóstico preciso é essencial para eficiência produtiva
Para o especialista, o avanço na nutrição do cafeeiro depende diretamente da melhoria dos diagnósticos e da qualidade das recomendações técnicas.
É fundamental compreender o que o solo fornece, o que a planta exporta e o que permanece acumulado ao longo do ciclo produtivo.
Além disso, o professor ressalta que não existe uma fórmula única para todas as regiões. Cada área possui características específicas que devem ser consideradas no manejo nutricional.
Fenicafé reforça importância da tecnologia e conhecimento no campo
A palestra integra a programação técnica da Fenicafé, que reúne especialistas de diversas regiões do país em busca de soluções para uma cafeicultura mais produtiva e sustentável.
O evento segue até o dia 16 de abril no Parque Ministro Rondon Pacheco, consolidando-se como um dos principais encontros técnicos do setor cafeeiro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas
Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros
O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.
Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.
O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.
Porto de Santos concentra maior volume de açúcar
O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.
Confira os volumes programados por porto:
- Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
- Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
- Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
- Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
- Porto do Recife: 21.943 toneladas
- Porto de Suape: 14 mil toneladas
O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.
Açúcar VHP domina exportações brasileiras
A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.
Do total previsto:
- 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
- 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
- 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.
O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.
Exportações avançam em volume, mas preços recuam
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.
A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.
Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.
O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.
Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai
Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.
O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.
Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.
Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.
O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.
Mercado acompanha clima, produção e demanda global
O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.
Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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