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Especialistas alertam: planejamento tributário em janeiro é decisivo para reduzir impostos e evitar riscos fiscais
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Janeiro é um mês estratégico para as empresas brasileiras no que diz respeito à tributação. Além de marcar o início do novo exercício fiscal, o período concentra decisões que influenciam diretamente a carga tributária, a segurança jurídica e a saúde financeira dos negócios ao longo do ano.
Segundo especialistas, a escolha do regime tributário deve ser baseada em dados reais do desempenho do ano anterior, e não em hábitos ou repetições automáticas de decisões anteriores.
Planejamento tributário: uma decisão estratégica e não burocrática
De acordo com o advogado tributarista Ariel Franco, da Hemmer Advocacia, o mês de janeiro representa uma virada estratégica para as empresas.
“É quando o empresário deixa as projeções de lado e passa a trabalhar com números reais. Faturamento, margens e despesas já estão consolidados, o que permite uma decisão mais segura sobre o regime tributário mais adequado”, explica.
Ele alerta que decisões apressadas ou tomadas fora de prazo podem gerar aumento desnecessário de impostos e até exposição a riscos fiscais.
Ainda segundo Franco, o planejamento tributário vai muito além do cumprimento de obrigações legais:
“Planejar tributos é alinhar a estrutura da empresa com suas metas de crescimento e sustentabilidade. No Brasil, com um sistema tributário complexo, antecipar decisões é fundamental para reduzir custos e evitar contingências”, reforça.
Simples Nacional: prazo termina no fim de janeiro
A advogada tributarista Moema Debs, também da Hemmer Advocacia, destaca a importância de observar os prazos de adesão e permanência no Simples Nacional, que se encerram no último dia útil de janeiro.
“Muitas empresas deixam essa análise para a última hora e descobrem pendências que impedem a opção pelo Simples. O ideal é revisar débitos, situação cadastral e faturamento com antecedência”, orienta a especialista.
O Simples Nacional é voltado para micro e pequenas empresas e pode oferecer redução de carga tributária e simplificação administrativa — desde que a empresa atenda aos requisitos legais e esteja regularizada.
Lucro Presumido e Lucro Real: regimes exigem avaliação detalhada
Além do Simples Nacional, as empresas precisam avaliar outros modelos tributários, como Lucro Presumido e Lucro Real, mais comuns em negócios de médio e grande porte.
Segundo Moema Debs, o Lucro Presumido é frequentemente o passo seguinte para empresas que ultrapassam o limite do Simples Nacional.
“Esse regime costuma ser vantajoso para empresas com margens de lucro estáveis, baixo volume de créditos fiscais e operações bem estruturadas, exigindo menos complexidade contábil do que o Lucro Real”, explica.
Já o Lucro Real demanda controles mais rigorosos e investimentos em compliance e contabilidade, sendo indicado para empresas com margens reduzidas, altos custos operacionais ou expectativa de prejuízos fiscais.
“Nesse regime, a tributação incide sobre o lucro efetivo, permitindo compensar prejuízos com lucros futuros — algo que não é possível no Simples”, detalha a advogada.
Momento ideal para ajustes e regularização
Para os especialistas, o início do ano é o melhor momento para revisar estratégias tributárias, corrigir pendências e ajustar projeções.
“Quem deixa o planejamento para o fim do prazo corre o risco de tomar decisões pouco estratégicas ou não conseguir regularizar pendências a tempo”, alerta Ariel Franco.
Ele ressalta que o planejamento tributário não deve ser visto como mera burocracia, mas sim como uma ferramenta de gestão essencial para a sustentabilidade e o crescimento dos negócios.
“Um bom planejamento traz previsibilidade, organização e impacto positivo em toda a trajetória da empresa ao longo do ano”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa
As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.
O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.
Safra recorde deve impulsionar volume exportado
Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.
“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.
A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.
Colheita avança e já sinaliza safra robusta
O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.
O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.
Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro
De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.
Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.
A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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